Que tal conhecer autoras que mudaram a literatura brasileira?

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Selecionamos escritoras que fizeram história no passado e outras que se destacam no atual cenário literário. Confira!

A literatura brasileira revela todos os anos grandes autoras. Para homenageá-las, selecionamos dez das principais escritoras que fizeram história no passado e ainda conquistam milhares de leitores até hoje, e também aquelas que se destacam no cenário literário atual.

Entre as autoras selecionadas estão Maria Firmina dos Reis, a primeira escritora negra brasileira, que ficou conhecida com o livro Úrsula, e Lygia Fagundes Telles, a primeira autora brasileira a ser indicada ao Prêmio Nobel de Literatura. Que tal conhecer as nossas indicações. Veja a lista e boa leitura!


Úrsula, de Maria Firmina dos Reis

Úrsula não é apenas o primeiro romance abolicionista da literatura brasileira, é também o primeiro da literatura afro-brasileira, entendida como produção de autoria afrodescendente que tematiza a negritude a partir de uma perspectiva interna.


A paixão segundo G.H, de Clarice Lispector

A paixão segundo G.H. conta o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Ela esmaga o inseto e decide provar seu interior branco, processando-se, então, uma revelação. 


Quarto de despejo – Diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus

Este é o diário de Carolina Maria de Jesus. Moradora da comunidade do Canindé, em São Paulo, e mãe de três filhos, Carolina registra a sua rotina como catadora de papel e revela aos leitores um sensível e contundente relato da dura realidade vivida na periferia da capital paulista.


Assim na Terra como embaixo da Terra, de Ana Paula Maia

As escritoras brasileiras contemporâneas também não poderiam ficar de fora da lista, como a autora Ana Paula Maia, vencedora duas vezes seguidas do Prêmio São Paulo de Literatura. Neste livro, ela retrata uma colônia penal isolada – um terreno com um histórico tenebroso de assassinato e tortura de escravos –, construída para ser um modelo de detenção do qual preso nenhum fugiria, torna-se campo de extermínio. Espécie de capitão do mato/carcereiro, Melquíades é o algoz dos presos, caçando e matando-os como animais, apenas por satisfação pessoal. Os presos, cada qual com sua história, estão sempre planejando a própria fuga, sem saber se vão acabar mortos pelos guardas ou pelo que os espera do lado de fora da Colônia.


Antes do baile verde, de Lygia Fagundes Telles

Com narrativas escritas entre 1949 e 1969, Antes do baile verde é considerado por muitos críticos o livro de contos literariamente mais bem-sucedido de Lygia Fagundes Telles. As situações narradas são as mais diversas. Em A caçada, um homem fica a tal ponto intrigado com uma velha tapeçaria encontrada num antiquário que acaba por mergulhar na cena retratada na peça, como se tivesse participado dela numa outra vida ou numa outra dimensão. Já no macabro Venha ver o Pôr-do-Sol, um rapaz leva sua ex-namorada a um jazigo de família abandonado. Mas o enfoque é sempre diverso e surpreendente.


Becos da memória, de Conceição Evaristo

A escritora Conceição Evaristo, primeira autora negra a ser indicada à Academia Brasileira de Letras (ABL), também não poderia ficar de fora da lista. Becos da memória é um dos mais importantes romances memorialistas da literatura contemporânea brasileira. A autora traduz, a partir de seus muitos personagens, a complexidade humana e os sentimentos profundos dos que enfrentam cotidianamente o desamparo, o preconceito, a fome e a miséria; dos que a cada dia têm a vida por um fio.


Memorial de Maria Moura, de Rachel de Queiroz

Memorial de Maria Moura é um dos principais clássicos da literatura brasileira. O livro é ambientado no sertão no início do século XIX e narra a história da guerreira Maria Moura, jovem corajosa que transforma-se na líder de um bando de homens armados.


A obscena senhora D, de Hilda Hilst

Hillé, após a morte do seu amante, se recolhe ao vão da escada, para falar “dessa coisa que não existe, mas é crua e viva, o Tempo”. Obra plena dos temas mais caros à autora, como o desamparo, a condição humana, o apodrecimento da carne, A obscena Senhora D é uma procura lúcida e hipnótica das razões da existência, onde tudo pode acontecer, de uma facada pelas costas até um apaixonado beijo de amor.


A teus pés, de Ana Cristina Cesar

A obra revela o olhar de uma escritora que se colocou na vanguarda de seu tempo e marcou definitivamente a moderna poesia brasileira. Textos curtos, poemas fragmentados, cartas, páginas de diário criam um jogo com o qual a poeta brinca e celebra a vida. Ana Cristina Cesar quebra regras, ousa além da frase, mistura sombra e luz, não hesita em se apropriar da fragmentação do mundo para, em seguida, recriar a seu modo imagens que sensibilizam o leitor.

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Cânticos, de Cecília Meireles

Cânticos reúne 26 poemas de Cecília Meireles, de caráter intimista e introspectivo, além de alguns com mote vinculado à eternidade e à auto-descoberta. É fundamental para quem quer conhecer a obra da autora.


Qual autora você incluiria na lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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