Livros de Djamila Ribeiro e Silvio Almeida estão entre os mais vendidos de julho

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Esta é a primeira vez que o Racismo estrutural aparece no ranking. Lista de mais vendidos reúne algumas obras sobre racismo. Confira!

Julho foi um mês de muitas leituras na Estante Virtual. O ranking de livros mais vendidos do período foi marcado, principalmente, por obras de temática sobre racismo, já que o assunto tornou-se um dos principais debates do momento após o movimento Black lives matter (Vidas negras importam). Pelo segundo mês consecutivo, o Pequeno manual antirracista, de Djamila Ribeiro, lidera a lista do portal.

Outro destaque do mês foi a estreia do livro Racismo estrutural, de Silvio Almeida, no nosso ranking. Na obra, o autor traz o conceito de racismo institucional, o qual mostra que é um problema enraizado nas instituições e na cultura brasileira.

A lista também inclui alguns clássicos, como Quarto de despejo – Diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, que sempre marca presença no nosso ranking, e Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Confira a seleção completa e boa leitura!


Pequeno manual antirracista, de Djamila Ribeiro

Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em 11 capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas.


Quarto de despejo – Diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus

Neste livro, o duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal no diário de uma catadora de lixo. Com linguagem simples, a escritora Carolina Maria de Jesus conta o que viveu, sem artifícios ou fantasias.


Pele negra, máscaras brancas, de Frantz Fanon

Este livro examina a negação do racismo contra o negro na França. É um clássico do pensamento sobre a diáspora africana, sobre a descolonização, a arquitetura psicológica, a teoria das ciências, a filosofia e a literatura caribenha. Analisa o axioma que causou grande turbulência nas décadas de 60 e 70: como a ideologia que ignora a cor pode apoiar o racismo que nega.


Racismo estrutural, de Silvio Almeida

Nos anos 1970, Kwame Turu e Charles Hamilton, no livro Black Power, apresentaram pela primeira vez o conceito de racismo institucional: muito mais do que a ação de indivíduos com motivações pessoais, o racismo está infiltrado nas instituições e na cultura, gerando condições deficitárias a priori para boa parte da população. É a partir desse conceito que o autor Silvio Almeida apresenta dados estatísticos e discute como o racismo está na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira.


Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie

O famoso livro de Dale Carnegie é um ótimo guia para quem quer aprender a se relacionar melhor no âmbito profissional ou no âmbito pessoal. Na obra, o autor oferece conselhos, dicas e métodos eficientes para que qualquer um possa alcançar os seus objetivos pessoais e profissionais.


Necropolítica, de Achile Mbembe

Neste ensaio, o autor mostra que as formas contemporâneas que subjugam a vida ao poder da morte (necropolítica) reconfiguram profundamente as relações entre resistência, sacrifício e terror. Demonstra que a noção de biopoder é insuficiente para dar conta das formas contemporâneas de submissão da vida ao poder da morte. Além disso, propõoe a noção de necropolítica e de necropoder para dar conta das várias maneiras pelas quais, em nosso mundo contemporâneo, as armas de fogo são dispostas com o objetivo de provocar a destruição máxima de pessoas e criar “mundos de morte.


Sapiens – Uma breve história da humanidade, de Yuval Noah Harari

Neste livro, Yuval Noah Harari debate a existência do Sapiens ao longo de toda a história da humanidade. Nesse sentido, o autor recorre a explicações sobre o capitalismo e o imperialismo e oferece aos leitores um relato eletrizante sobre a aventura de nossa espécie, desde insignificantes primatas a senhores do mundo.


A revolução dos bichos, de George Orwell

Escrito na Segunda Guerra Mundial, A Revolução dos Bichos constrói uma sátira feroz à ditadura stalinista com referências à figura de Stalin, Trostky e de eventos políticos, mimetizando o que de fato ocorria na União Soviética. Para compor uma representação da humanidade da época, George Orwell recorreu aos animais como personagens de uma realidade dura e cruel, que animalizava os homens.


Mais esperto que o diabo, de Napoleon Hill

Neste livro, você vai descobrir, após 75 anos de segredo, por meio desta entrevista exclusiva que Napoleon Hill fez, quebrando o código secreto da mente do Diabo: Quem é o Diabo? Onde ele habita? Quais suas principais armas mentais? Quem são os alienados e de que forma eles ou elas se alienam? O que é o medo?


Dom Quixote, Miguel de Cervantes

Neste clássico, o escritor Miguel de Cervantes retrata a história de um ingênuo senhor rural cujo passatempo favorito era a leitura de livros de cavalaria. Na sua obsessão, acreditava literalmente nas aventuras escritas e decide tornar-se um cavaleiro andante. Suas viagens sucedem-se sob a alucinação de que estava vivendo na era da cavalaria; pessoas que encontrava nas estradas pareciam-lhe como cavaleiros em armas, damas em apuros, gigantes e monstros.


O que você achou da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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