Junho Literário: Conheça livros indicados por Tony Bellotto

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Escritor participou do último encontro da série Junho Literário, em uma conversa sobre seu novo livro, Dom, e o romance policial

A série Junho Literário reuniu escritores e especialistas em conversas sobre arte, livros e educação. O escritor e músico Tony Bellotto encerrou o bate-papo, na segunda-feira (29), sobre romance policial no Brasil. Este ano foi marcado por diversas perdas no gênero da literatura nacional, com as mortes dos escritores Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia-Roza.

Durante a conversa, Tony também falou sobre o seu mais recente livro, Dom, publicado pela Companhia das Letras em abril. Com toques de realidade e ficção, a obra narra a história de Pedro Dom, um ex-chefe de quadrilha de assalto à residência no Rio de Janeiro, morto em 2005.

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Assim como todos os outros convidados da série, Tony indicou alguns livros que influenciaram a sua escrita e outros títulos que ele leu recentemente. Confira a lista de indicações!


Agosto, de Rubem Fonseca

Um empresário é assassinado, em 1954, no Rio de Janeiro, e outro crime é planejado na sede do governo federal. O atentado frustrado contra o jornalista Carlos Lacerda, opositor de Getúlio Vargas, causará uma das maiores reviravoltas da história do Brasil. Um dos maiores sucessos de crítica de Rubem Fonseca, Agosto nos questiona: em que medida a história de uma pessoa e a história de um país se determinam, se diferenciam e se assemelham?


O Diário de Anne Frank, de Anne Frank

Esta obra traz na íntegra o diário de Anne Frank. É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo. Seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa tenra e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.


Sobre os ossos dos mortos, de Olga Tokarczuk

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Sobre os ossos dos mortos foi um dos principais destaques do meio literário mundial de 2019. Subversivo, macabro e discutindo temas como mundo natural e civilização, este livro parte de uma história de crime e investigação convencional para se converter numa espécie de suspense existencial.


Serotonina, de Michel Houellebecq

Florent-Claude Labrouste tem 46 anos, detesta seu nome e toma antidepressivos que liberam serotonina e causam três efeitos colaterais: náusea, falta de libido e impotência. Seu périplo começa em Almeria (Espanha), segue por Paris e depois pela Normandia, onde os agricultores estão em luta. A França está afundando, a União Europeia está afundando, a vida de Florent-Claude está afundando. Nesse contexto, Florent-Claude descobre vídeos pornográficos assombrosos em que sua atual companheira aparece, e isso é a gota d’água para que ele deixe o trabalho e passe a viver em um hotel. Perambula pela cidade, visita bares, restaurantes e supermercados. Repassa suas relações amorosas, marcadas sempre pelo desastre, que transitam entre o cômico e o patético. Ao se reencontrar com um velho amigo aristocrata, que parecia ter uma vida perfeita, mas que foi abandonado pela esposa e se vê falido, Florent-Claude aprende a manejar uma arma de fogo, que vai mudar sua vida para sempre.


Submissão, de Michel Houellebecq

França, 2022. Depois de um segundo turno acirrado, as eleições presidenciais são vencidas por Mohammed Ben Abbes, o candidato da chamada Fraternidade Muçulmana. Carismático e conciliador, Ben Abbes agrupa uma frente democrática ampla. Mas as mudanças sociais, no início imperceptíveis, aos poucos se tornam dramáticas. François é um acadêmico solitário e desencantado, que espera da vida apenas um pouco de uniformidade. Tomado de surpresa pelo regime islâmico, ele se vê obrigado a lidar com essa nova realidade, cujas consequências – ao contrário do que ele poderia esperar – não serão necessariamente desastrosas.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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