Os 50 anos de carreira de Luis Fernando Verissimo

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Primeiras crônicas do escritor foram publicadas no jornal Zero Hora. Ele é considerado um dos principais cronistas do Brasil

Ao falarmos de crônica, um dos primeiros nomes que vem à cabeça é o do escritor Luis Fernando Verissimo. Nascido em 26 de setembro de 1936, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o escritor publicou a primeira crônica há 50 anos, no jornal Zero Hora. Neste texto de estreia, ele escreveu sobre uma de suas principais paixões: o Internacional, seu time do coração, que havia inaugurado o Estádio Beira-Rio.

Filho do escritor Érico Verissimo, ele viveu parte da infância e da adolescência nos Estados Unidos, já que seu pai era professor da Universidade da Califórnia. Voltou a Porto Alegre, em 1956, e começou a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo. Já entre 1962 e 1966, mudou-se para o Rio de Janeiro e trabalhou como tradutor e redator publicitário. Na mesma época, casou-se com Lúcia Helena Massa, com quem é casado até hoje e teve três filhos.

Em 1967, quando retornou a Porto Alegre, Luis Fernando Verissimo começou a atuar como revisor de textos no jornal Zero Hora. Três anos depois, foi para a Folha da Manhã, onde escreveu colunas sobre cinema, literatura e esporte durante cinco anos. Na mesma época, criou o semanário alternativo, chamado O pato macho, com outros amigos da imprensa, com textos de humor, crônicas e cartuns.

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

Durante os 50 anos de carreira, Luis Fernando Verissimo consagrou-se no gênero da crônica e já publico, pelo menos 60 títulos. O primeiro livro, O popular, foi lançado em 1973. Era uma coletânea de textos já publicados em jornais anteriormente. Além de cronista, o escritor é ainda roteirista de televisão, humorista, tradutor, saxofonista e romancista.

Quer conhecer o trabalho de Luis Fernando Verissimo? Para homenageá-lo, fizemos uma seleção especial de seus principais livros, como o seu mais recente, Ironias do tempo, O melhor das comédias da vida privada e O clube dos anjos. Confira a lista completa e escolha sua próxima leitura!


O melhor das comédias da vida privada

Generoso, irônico, cúmplice. Verissimo sabe como ninguém transformar em riso as sutis tiranias, as infidelidades, as paixões fulminantes, os ódios mortais. O escritor gaúcho escolheu suas histórias preferidas do livro que se tornou um clássico do humor brasileiro nos anos 90, numa seleção imperdível que inclui 35 novas crônicas, inéditas em livro. Da crítica política, passando pela comédia de costumes, até a radiografia dos relacionamentos amorosos, este volume reúne histórias engraçadas, delicadas e confessionais que revelam nossas pequenas e grandes tragédias cotidianas.


Ironias do tempo

Faz tempo que Luis Fernando Verissimo registra em suas crônicas nos jornais toda a poesia, graça e lógica dos principais eventos do Brasil e do mundo. Adriana e Isabel Falcão se debruçaram sobre pilhas e mais pilhas de textos produzidos nos últimos 20 anos para montar esta antologia. O resultado é uma curiosa jornada pelo tempo. Fatos ou comportamentos que pareciam definitivos podem mudar radicalmente; outros impressionam justamente pelo motivo oposto: se mantêm iguaizinhos ao longo de décadas.


Comédias para se ler na escola

A dobradinha não podia ser melhor. De um lado, as histórias de um mestre do humor. Do outro, o olhar perspicaz de uma das mais talentosas escritoras do país, Ana Maria Machado, especialista em literatura para jovens. Este livro é uma rara e feliz combinação de talentos, indispensável para a sala de aula.


Os espiões

Ainda se curando da ressaca do final de semana, na manhã de uma terça-feira, o funcionário de uma pequena editora recebe um envelope branco, endereçado com letra cursiva. Frustrado na vida profissional, desiludido com as mulheres, esse infeliz funcionário não costuma ter boa vontade com a humanidade. Mas algo chama sua atenção e assim o envelope pousa em sua vida como um pássaro perdido. Dentro, as primeiras páginas de um livro de confissões escrito por uma certa Ariadne, que promete contar sua história com um amante secreto e depois se suicidar. Amante de histórias policiais, o editor fica fascinado pelo texto assinado por ela.


Banquete com os deuses

Neste livro, o escritor gaúcho divide com o leitor 73 crônicas divertidas, ternas e peculiares sobre sua relação com a arte e a cultura. Ele tinha cinco anos, quando assistiu a Paixão de Cristo, no colo da empregada, no velho cinema de sua cidade. “Que marcas terá deixado no espírito do autor aquela conjunção de apelos, o martírio do Senhor e o colo da empregada?”, pergunta-se Verissimo ao recordar-se do início de sua grande paixão pelo cinema. Para o adolescente era o beijo dos atores que intrigava nos filmes de censura livre: eram de verdade ou existia algum truque?


O clube dos anjos

Neste livro, o autor conta a história de dez homens que se encontram, ano após ano, em torno da mesa para celebrar a amizade, a gula e também o exercício de uma arte – a gastronomia como prazer cultural e desafio filosófico. Isso até um perverso e misterioso cozinheiro aparecer.


Histórias brasileiras de verão

Em Histórias brasileiras de verão, Verissimo atravessa o terreno pantanoso de nossas famílias e desvenda seus mistérios. A classe média vai ao paraíso. As férias de sol, sal e chuva. As grandes paixões. Vez em quando, dá também uma passada pelo inferno. As infidelidades, os segredos inconfessáveis. São retratos divertidos, flagrados entre as quatro paredes do Brasil.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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