7 livros de Erico Verissimo, um dos principais escritores do século XX

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Autor morreu em 28 de novembro de 1975, em Porto Alegre. Para homenageá-lo, selecionamos algumas de suas principais obras

Um dos principais escritores da literatura brasileira do século XX, Erico Verissimo nasceu em 17 de dezembro de 1905, no município Cruz de Alta, no Rio Grande do Sul. O autor deixou um extenso legado literário ao país, com romances, autobiografias, novelas, ensaios e títulos infantojuvenis. Entre os livros mais conhecidos do autor está o romance O tempo e o vento, que é dividido em três volumes: O continente, O retrato O arquipélago. A obra reúne acontecimentos históricos durante os 200 anos de formação do estado do Rio Grande do Sul.

Veríssimo nasceu em uma família tradicional e abastada, mas precisou começar a trabalhar logo na juventude após o divórcio dos pais. Sua relação com a literatura começou desde cedo. Aos 13 anos, lia livros de autores consagrados como Oswald de Andrade, Euclides da Cunha, Fiódor Dostoiévski, Aldous Huxley, Oscar Wilde e Mario de Andrade.

Na minha opinião existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar.”

Ele também teve passagens por jornais brasileiros. Na década de 1930, ocupou o cargo de secretário da Revista do Globo e depois foi promovido diretor da revista e indicado para gerente no departamento editorial da Livraria do Globo. Além de colaborar para os jornais Diário de Notícias Correio do Povo, Veríssimo tornou-se presidente da Associação Rio-Grandense de Imprensa.

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Ainda na década de 1930, o escritor casou-se com Mafalda Halfen Volpe e teve dois filhos: Clarissa e Luís Fernando Veríssimo. Em 1940, ele saiu do Brasil por causa da censura do Estado Novo e começou a dar aulas de Literatura e História do Brasil, nos Estados Unidos.

Veríssimo morreu no dia 29 de novembro de 1975, aos 69 anos, em Porto Alegre, após ser vítima de infarto. Para homenageá-lo, selecionamos sete das principais obras do autor. Confira a lista completa e boa leitura!


Incidente em Antares

Em dezembro de 1963, uma sexta-feira 13, a matriarca Quitéria Campolargo arregala os olhos em sua tumba, imaginando estar frente a frente com o Criador. Mas logo descobre que está do lado de fora do cemitério da cidade de Antares, junto com outros seis cadáveres, mortos-vivos como ela, todos insepultos. Uma greve geral na cidade, à qual até os coveiros aderiram, impede o enterro dos mortos. O que fazer? Em Incidente em Antares, Erico Verissimo faz uma sátira política contundente e hilariante que, mesmo lançada em 1971, em plena ditadura militar, não teve receio de abordar temas como tortura, corrupção e mandonismo.Incidente em Antares, de Erico Veríssimo


Ana Terra

Obra de grande força imaginativa, Ana Terra pertence à trilogia de O tempo e o vento. O livro conta a história da personagem Ana Terra, que mora com os pais e dois irmãos no interior gaúcho, na segunda metade do século XVIII. Única filha mulher, ela é impedida de comprar um espelho, objeto fútil nesse ambiente austero. Sem ter onde mirar-se, só pode contemplar sua figura na superfície do regato onde lava a roupa da família.
Ana Terra, de Erico Verissimo


Olhai os lírios do campo

Primeiro best-seller de Erico Verissimo, Olhai os lírios do campo representou uma guinada na carreira literária do escritor. Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Esta obra é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.

Olhai os lírios do campo, de Erico Verissimo


Um certo capitão Rodrigo

Quando Rodrigo Cambará surge no povoado de Santa Fé, parece chamar encrenca. Com a patente de capitão, obtida no combate com os castelhanos, é apreciador da cachaça, das cartas e das mulheres. Homem de espírito livre, não combina com os habitantes pacatos do local, mantidos no cabresto pelo despótico coronel Ricardo Amaral Neto. Mas depois de conhecer Bibiana Terra, nada convence Rodrigo a arredar o pé da aldeia. Nem a aspereza de Pedro, pai de Bibiana, nem a zanga do coronel, que não vê com bons olhos os modos do capitão. Ele está apaixonado por ela e quer casar-se. Um certo capitão Rodrigo, de Erico Verissimo


O senhor embaixador

Entre tragédias da história e comédias da vida cotidiana, neste livro, Erico Verissimo cria um embaixador em um país imaginário no mar do Caribe para questionar o sentido das revoluções e golpes militares nos países latino-americanos. O senhor embaixador debate ainda o papel do intelectual em meio aos conflitos e defender a luta por princípios e o horror à violência

O senhor embaixador, de Erico Verissimo


Música ao longe

Música ao longe retrata a decadência econômica e moral da rica e tradicional família Albuquerque, de Jacarenga, interior do Rio Grande do Sul, sob o ponto de vista da ingênua Clarissa. Personagem do romance homônimo (Clarissa, lançado em 1933), a adolescente de 16 anos é considerada a mais autêntica de todos os personagens de Erico Verissimo. Nesse romance, Clarissa dá seus primeiros passos em direção à vida adulta e à maturidade. Música ao longe, de Erico Verissimo


A volta do gato preto

Neste livro, Erico Verissimo mostra para os brasileiros sua impressão dos Estados Unidos assim como pintou o Brasil para os americanos em suas aulas e conferências. Ele inclui ainda em seu relato as trivialidades familiares: as pequenas descobertas dos filhos no país; a decepção inicial da mulher, Mafalda, com um país que não correspondia ao dos filmes de Hollywood; a adaptação de todos à cultura norte-americana. Enquanto soldados lutavam nas frentes de batalha e aviões patrulhavam a costa do Pacífico, Erico falava em literatura, tentando explicar o Brasil e os brasileiros a jovens estudantes e a si mesmo.A volta do gato preto


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Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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