Os 75 anos da libertação de Auschwitz

(5 Estrelas - 2 Votos)

Mais de um milhão de pessoas morreram no campo de concentração na Segunda Guerra Mundial. Veja filmes e livros que abordam o assunto

Maior campo de concentração da Segunda Guerra Mundial, Auschwitz-Birkenau foi libertado em 27 de janeiro de 1945. Documentos oficiais e historiadores estimam que mais de um milhão de pessoas foram mortas no local de extermínio, que reunia quatro câmaras de gás e quatro fornos crematórios. Entre as vítimas havia mulheres, crianças e, principalmente, judeus.

No dia da libertação, 7,5 mil prisioneiros ainda estavam no local. Marcado pela barbárie humana, Auschwitz é classificado como monumento nacional polonês e foi inscrito no Patrimônio Mundial da Unesco, em 1979. Até hoje, abriga um museu, para que a história não seja esquecida e para que essa situação não se repita.

O que foi o Holocausto?

O Holocausto remete ao genocídio provocado pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, principalmente contra os judeus da Alemanha, Polônia e Holanda. Outros grupos, como ciganos, comunistas, poloneses e deficientes físicos, também eram levados para os campos de concentração. Nestes locais, eles faziam trabalhos forçados e depois eram encaminhados às câmaras de gás, onde morriam sufocados.

Estima-se que seis milhões de pessoas foram mortas no Holocausto, sendo três milhões judaicas. Para entender melhor o assunto, selecionamos alguns filmes e livros que falam sobre nazismo, Holocausto e Segunda Guerra Mundial. A lista inclui não ficção, como o indispensável O diário de Anne Frank, e ficção, como O menino do pijama listrado, de John Boyne.

Confira os filmes e livros!

. A vida é bela: Sob direção de Roberto Benigni, este filme narra a história do judeu Guido e seu filho Giosué, que são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

. A lista de Schindler: Este filme conta a história real do industrial alemão Oskar Schindler. Ele negociava a utilização de trabalhadores judeus em sua fábrica para poupá-los dos campos de concentração.

. Cinzas de guerra: O filme retrata a vida dos judeus Sonderkommandos, responsáveis por levar outros judeus às câmaras de gás e levar seus corpos para as fornalhas de Auschwitz.


O homem que venceu Auschwitz, de Denis Avey e Rob Broomby

Este livro narra a história de um soldado britânico que se infiltrou no campo de concentração de Auschwitz. No verão de 1944, Denis Avey trabalhava num campo de prisioneiros de guerra próximo ao campo de concentração de Buna-Monowitz, conhecido como Auschwitz III. Já tinha ouvido falar da brutalidade no tratamento dos prisioneiros de lá e estava determinado a testemunhar o que podia. Traçou, então, um plano para trocar de lugar com um prisioneiro judeu e infiltrou-se no campo de concentração, onde foi a testemunha ocular da barbárie que lá ocorria.


As últimas testemunhas, de Svetlana Aleksiévitch

Svetlana Aleksiévitch reuniu os relatos francos de vários sobreviventes da Segunda Guerra que, quando crianças, testemunharam horrores que nenhum ser humano jamais deveria experimentar. A Segunda Guerra Mundial matou quase 13 milhões de crianças e, em 1945, apenas na Bielorrússia, havia cerca de 27 mil delas em orfanatos, resultado da devastação tremenda causada pelo conflito no país. Entre 1978 e 2004, a jornalista Svetlana Aleksiévitch entrevistou uma centena desses sobreviventes e, a partir de seus testemunhos, criou uma narrativa brutal de uma das maiores tragédias da história.


O tatuador de Auschwitz, de Heather Morris

Nesse romance histórico, um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista, o leitor será conduzido pelos horrores vividos dentro dos campos de concentração da Alemanha nazista e verá que o amor não pode ser limitado por muros e cercas. Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova, dois judeus eslovacos, se conheceram em um dos mais terríveis lugares que a humanidade já viu: o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No campo, Lale foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros que chegavam, trazidos pelos nazistas – literalmente marcando na pele das vítimas o que se tornaria um grande símbolo do Holocausto.


O menino do pijama listrado, de John Boyne

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele.


Maus – A história de um sobrevivente, de Art Spiegelman

Este livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.


Eu sobrevivi ao Holocausto, de Nanette Blitz Konig

Como sobreviver a um campo de concentração? Em um emocionante relato, Nanette Blitz Konig conta a história de um período em que ela e milhões de judeus foram entregues à própria sorte com a mínima chance de sobrevivência. Colega de classe de Anne Frank no colégio, Nanette teve a juventude roubada e perdeu a crença na inocência humana quando esteve diante da morte diversas vezes.


O diário de Anne Frank, de Anne Frank

É claro que a lista não poderia deixar de fora O diário de Anne Frank, um dos principais livros sobre o Holocausto e nazismo. Esta obra traz na íntegra o diário de Anne Frank. É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo. Seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa tenra e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.


Sob o fantasma do Holocausto, de Rebecca Boehling e Uta Larkey

Nesta obra, as autoras relembram, de forma eloquente, a dor de uma família dispersa por três continentes em consequência da perseguição nazista. Com base em 600 carta, elas mostram como a crescente perseguição forçou os judeus alemães a se questionar a respeito de se deveriam “ficar ou ir embora” e documentam o terror máximo de tentar escapar da Alemanha quando o cerco se fechava.


O que você achou da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos
Comentários

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *