Os 80 anos da Segunda Guerra Mundial

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Iniciado em 1º de setembro de 1939, o conflito ficou marcado pelo Holocausto. Confira alguns livros e filmes sobre a guerra

Uma das mais catastróficas da história, a Segunda Guerra Mundial completa 80 anos em 1º de setembro. Iniciado em 1939, com a invasão de alemães na Polônia, o conflito teve o envolvimento de diferentes países do mundo inteiro, como até mesmo o Brasil. Durante os seis anos da guerra, os grupos rivais se dividiram entre Aliados, que incluía Reino Unido, União Soviética, Estados Unidos e França, e Eixo, com Alemanha, Itália e Japão.

Até o fim, em 1945, a guerra deixou mais de 60 milhões de pessoas mortas, incluindo militares e civis. Vale destacar que o período foi marcado por diversos acontecimentos, como o Holocausto. Construído antes da Segunda Guerra, o antissemitismo alemão considerava os arianos superiores a um grupo específico, que incluía, sobretudo, os judeus.

Em meio ao discurso de ódio, propagado pelo nazismo de Adolf Hitler, os alemães diziam que os judeus tinham um “plano de dominação mundial”. A perseguição e a morte desse grupo começaram assim que Hitler assumiu o poder da Alemanha, em 1933. Estima-se que mais de 950 mil judeus e 75 mil poloneses foram mortos em Auschwitz, um dos principais campos de concentração da época.

Outro acontecimento impactante foi o lançamento de bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki, em agosto de 1945, um mês antes do fim da guerra. O objetivo dos Estados Unidos era forçar o Japão se render. Quatro anos antes das bombas, uma base naval americana foi atingida por um ataque japonês, em Pearl Habor.

Que tal se aprofundar no assunto? Selecionamos alguns dos principais filmes e livros, de ficção e não ficção, sobre a Segunda Guerra Mundial. Veja a lista e boa leitura!

  • Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino: Durante a Segunda guerra, na França, um grupo de judeus americanos, conhecido como Bastardos, espalha o terror entre o terceiro Reich. Ao mesmo tempo, Shosanna, uma judia que fugiu dos nazistas, planeja vingança durante um evento em cinema.
  • A vida é bela, de Roberto Benigni: O judeu Guido e seu filho, Giosué, são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar a imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de um jogo. Este é um dos principais clássicos do cinema sobre o assunto.
  • O pianista, de Roman Polanski: O filme narra a história de um pianista judeu polonês que vê Varsóvia mudar gradualmente com o início da guerra. Durante a Operação Reinhard, ele é separado da família.
  • A lista de Schindler, de Steven Spielberg: O longa conta a história do alemão Oskar Schindler. Ele viu na mão de obra judia uma solução viável para lucrar com negócios durante a guerra. Este filme também é um dos clássicos sobre o tema.

O menino do pijama listrado, de John Boyne

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Na verdade, o menino sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai.


O diário de Anne Frank, de Anne Frank

Neste livro, Anne Frank faz uma narrativa dos dilemas e desafios, entre medos e alegrias, dos dias que lutou junto com sua família judia pela sobrevivência. O contexto histórico se passa no Holocausto e a menina denuncia os horrores cometidos contra os judeus, tornando o livro um dos mais lidos do mundo. O diário de Anne Frank é uma leitura carregada de sentimentos e considerada uma das obras mais importantes do século XX.


A menina que roubava livros, de Markus Zusak

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O manual do coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.


As mulheres do nazismo, de Wendy Lower

Consultora do Museu do Holocausto, a norte-americana Wendy Lower mostra, em As mulheres do nazismo, como uma geração de jovens alemãs, enfermeiras, professoras, secretárias, anestesiadas pela propaganda hitlerista e movidas por um fervor nacionalista doentio enxergaram o nazismo como uma opção profissional ou quase matrimonial e colaboraram com o regime, sem vislumbrar os horrores que viriam depois. No livro, que foi finalista do National Book Award, Lower tenta decifrar o que levou tantas mulheres a se transformar em assassinas durante a Segunda Guerra Mundial.


A Segunda Guerra Mundial – Os 2.174 dias que mudaram o mundo, de Martin Gilbert

A Segunda Guerra Mundial encontra-se entre os conflitos mais devastadores da história da humanidade: mais de quarenta milhões de militares e civis pereceram, muitos deles, em circunstâncias de uma crueldade prolongada e terrível. Este livro aborda, com base em documentações, todos os aspectos e implicações do tema, desde as questões políticas, diplomáticas e militares, às da vida civil, da espionagem, do crescimento e empobrecimento econômicos.


Os loucos da rua Mazur, de João Pinto Coelho

Um dos nomes mais aclamados da atual literatura portuguesa, João Pinto Coelho narra em Os loucos da rua Mazur uma história sobre violência, memória e literatura. O romance apresenta uma abordagem original sobre o avanço alemão pela Europa durante a Segunda Guerra Mundial. A partir do encontro entre dois amigos de infância – um livreiro cego e um escritor à beira da morte –, a narrativa leva o leitor a um pequeno povoado da Polônia entre 1935 e 1941, uma cidade de cristãos e judeus, de loucos e sãos, ocupada por soviéticos e alemães.


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Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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