9 livros para entender a democracia

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No caso do Brasil, o Estado democrático de direito foi garantido a partir da Constituição da República, em 1988. Conheça alguns livros!

Assim como define o dicionário, democracia é uma “forma de governo que a soberania é exercida pelo povo”. Ao contrário da ditadura, esse sistema de governo tem como premissa assegurar os direitos básicos dos cidadãos, como direito ao voto e liberdade de expressão, religiosa e de imprensa. No Brasil, o Estado democrático de direito foi garantido a partir da Constituição da República, em 1988, após 20 anos de ditadura militar no país.

Quando a democracia foi criada?

Estudos mostram que esse sistema surgiu no ano de 1.000 a.C., na Grécia. Baseada na participação dos cidadãos para a tomada de decisões governamentais, a clássica democracia das cidades gregas espalhou-se depois pela Europa. Já na era contemporânea, houve o crescimento de instituições políticas e, com isso, aumentou a complexidade do funcionamento das sociedades.

Por isso, começou a ideia de que a única forma de democracia era a de um governo representativo do povo. Desde então, os cidadãos elegem, por meio do voto, seus representantes para a gestão do país, tanto no Poder Executivo, quanto no Judiciário e no Legislativo.

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Nunca é demais estudarmos sobre o Estado democrático. Que tal conhecer alguns livros sobre o assunto? Selecionamos nove das principais obras do tema, sendo a maioria recém-lançada no Brasil. Veja a lista completa!


Democracia em risco? 22 ensaios sobre o Brasil de hoje, de vários autores

A pergunta que dá título a esta coletânea de artigos, lançada em janeiro de 2019, procura reagir a uma constatação: as eleições de 2018 são um marco no curso da história de nosso atual regime democrático, iniciado com a promulgação da Constituição de 1988. Fato novo, um candidato de extrema-direita tornou-se contendor imbatível, deixando para trás velhas figuras e partidos que haviam dominado a cena desde a conformação da Nova República. 


Como a democracia chega ao fim, de David Runciman

Com leveza e profundidade, David Runciman analisa as ameaças sofridas pela democracia ao redor do mundo. Para ele, é preciso levar a sério a ideia de que a democracia chegará ao fim. Não será como nos anos 1930 ou 1970, em que foi atacada por irrupções de violência política: somos mais ricos, mais pacíficos e lidamos com dilemas mais complexos.


Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Democracias tradicionais entram em colapso? Essa é a questão que Steven Levitsky e Daniel Ziblatt respondem ao discutir o modo como a eleição de Donald Trump se tornou possível. Para isso comparam o caso de Trump com exemplos históricos de rompimento da democracia nos últimos cem anos: da ascensão de Hitler e Mussolini nos anos 1930 à atual onda populista de extrema-direita na Europa, passando pelas ditaduras militares da América Latina dos anos 1970.


O futuro da democracia, de Norberto Bobbio

A lista também inclui livros mais clássicos sobre o assunto. Lançado em 1984, O futuro da democracia reúne ensaios que se constituem em importantes instrumentos de combate, pela preocupação em desfazer equívocos e em recuperar debates sobre ideais do melhor pensamento político. Norbeto Bobbio discute liberdade e justiça social.


O ódio à democracia, de Jacques Rancière

Neste livro, o autor Jacques Rancière diz que há uma deturpação do ideal democrático e que o atual sistema é guiado, em muitos casos, por uma classe dominante na sociedade. Em uma análise atemporal, ele mostra que, na sociedade capitalista, algumas justificativas a favor da democracia são utilizadas contra o próprio sistema.


Verdades e mentiras: Ética e democracia no Brasil, de vários autores

É senso comum dizer que todo político mente. Mas não seria a verdade uma ilusão, uma impossibilidade que tornaria a mentira ética? Nesse livro, quatro respeitados pensadores de nosso tempo – Gilberto Dimenstein, Leandro Karnal, Luiz Felipe Pondé e Mario Sergio Cortella – debatem as fricções que envolvem a tensa relação entre ética e democracia, colocando em xeque as verdades e as mentiras que compõem o universo político.


O que é democracia?, de Denis L. Rosenfield

Este livro também é um dos clássicos sobre o tema. A obra aborda conceitos e fatos relevantes de nosso cotidiano, políticos, sociais, econômicos, éticos, jurídicos e institucionais, entre outros, que desafiam o Brasil e o mundo contemporâneo. Por exemplo, a questão da vinculação conceitual entre as diferentes acepções da liberdade, da democracia e da justiça, entre outros, termina remetendo a uma questão que não é apenas descritiva, mas também de valor.


Ruptura: Uma crise na democracia liberal, de Manuel Castells

A crise econômica que se prolonga em precariedade de trabalho e desigualdade social; o terrorismo fanático que impossibilita a convivência e alimenta o medo; a permanente ameaça de guerras atrozes como forma de lidar com conflitos; as inúmeras violações aos direitos humanos e à vida. Existe uma crise ainda mais profunda: a ruptura da relação entre governantes e governados, refletida no sentimento geral de que as instituições políticas “não nos representam”. Para o autor, trata-se do gradual colapso da democracia liberal.


A vítima tem sempre razão?, de Francisco Bosco

A luta política no Brasil se radicalizou, ganhou novas vozes e tomou as ruas e as redes sociais. O livro de Bosco é uma análise sóbria e ponderada desse novo ambiente marcado por estridência e intolerância. Nos últimos anos, o debate público no Brasil viu o fortalecimento de vozes novas e combativas. Feministas, movimentos negros e LGBTs tornaram-se protagonistas de batalhas por reconhecimento e contra o preconceito. A nova arena democratizou a discussão, mas também elevou a voltagem dos radicalismos, à esquerda e à direita do espectro político.


Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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