Veja 7 livros do premiado escritor J. M. Coetzee

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Autor sul-africano publicou mais de 20 livros e recebeu diversos prêmios, como o Nobel de Literatura e o Man Booker Prize

Aclamado pela crítica literária, o sul-africano J. M. Coetzee é considerado um dos principais autores da literatura mundial. Nascido em 9 de fevereiro de 1940, na Cidade do Cabo, John Maxwell Coetzee formou-se em Língua Inglesa e Matemática. Além de escritor, ele atua como professor universitário desde 1968, quando começou a lecionar aulas na Universidade do Estado de Nova York.

No entanto, em 1971, ele perdeu o direito de residência permanente nos Estados Unidos e retornou à África do Sul. Em seu país natal, Coetzee deu aulas na Universidade do Cabo até 2000. Desde 2002, é professor da Universidade de Adelaide, na Austrália.

Legado literário

A carreira literária de Coetzee começou no início da década de 1970, com a publicação do livro Terra das sombras. Ao longo dos anos, o autor já publicou mais de 20 livros – suas histórias, majoritariamente de ficção e ensaios, são marcadas por realismo.

Talvez nos faça bem ter uma queda de vez em quando. Desde que não nos quebre.”

Coetzee já conquistou diversas premiações, como o Prêmio Nobel de Literatura, em 2003. Vale destacar ainda que ele foi o primeiro escritor a receber duas vezes o Man Booker Prize (1983 e 1999). Apesar de ser muito disputado no meio literário, o autor não concede muitas entrevistas à imprensa.

No Brasil, ele esteve presente na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em 2007, e participou de um evento na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), em Porto Alegre, em 2013. Que tal conhecer algumas das principais obras de Coetzee? Confira a nossa lista completa e boa leitura!


Desonra

Ambientado na África do Sul pós-Apartheid, Desonra é um romance de formação às avessas. Seu protagonista, David Lurie, é um esteta dedicado à fruição dos grandes livros e da música erudita. Professor de literatura desencantado com a massificação cultural, rodeado de estudantes pouco interessados, não lhe resta senão entregar-se à inércia do emprego na Universidade da Cidade do Cabo. Até que um caso amoroso com uma aluna acaba fazendo-o cair em desgraça.


A infância de Jesus

J.M. Coetzee imagina um país de estrangeiros que, depois de atravessar o oceano, pagam com o esquecimento da própria trajetória a oportunidade de começar uma vida nova. A condição de estrangeiro também impõe uma língua nova. O leitor é guiado pelo olhar de Simón, recém-chegado que se atribui o papel de guardião de um menino de cinco anos e vai trabalhar como estivador, carregando sacos de grãos de trigo.


Verão

Verão é o terceiro livro da trilogia Cenas da vida na província, composta também por Infância e Juventude. Coetzee lança mão de artifícios narrativos refinados para compor um relato de ficção autobiográfica, construído de maneira múltipla e indireta. Quem estrutura a história é um pesquisador inglês, Vincent ,interessado na vida de John Coetzee, autor que já morreu. Para escrever a biografia de Coetzee, Vincent recorre a outras fontes: Cadernos do autor, com anotações autobiográficas e entrevistas com pessoas que o conheceram.

A vida escolar de Jesus

Este livro conta a história do adulto Simón e o menino Davíd, que não se conhecem e desembarcam de uma inexplicada viagem de navio em um lugar indeterminado, numa cidade chamada Novilla. Simón encontra Inés, que abandona seus irmãos e resolve adotar o órfão Davíd. A peregrinação dos três representa uma iniciação existencial em terra estranha, que gira inteira em torno da educação do menino.


Mecanismos internos

Exercitada em sua vasta experiência como professor, tradutor e pesquisador de literatura, a verve crítica de Coetzee é apresentada em sua plenitude nos 21 textos reunidos em Mecanismos internos. Coetzee oferece sua visão pessoal sobre a vida e a obra de alguns de seus maiores precursores e contemporâneos, como Nadine Gordimer, Robert Musil e Walter Benjamin.


Foe

Neste clássico da literatura contemporânea, publicado originalmente em 1986, J.M. Coetzee reinventa a história de Robinson Crusoé. No início do século XVIII, Susan Barton se vê à deriva após o navio em que viajava ser palco de um motim de marinheiros. Ao desembarcar em uma ilha deserta, encontra abrigo ao lado de seus únicos habitantes: um homem chamado Cruso e seu escravo Sexta-feira. Cruso é um sujeito irascível, preguiçoso e autoritário: perdeu interesse em fugir da ilha ou mesmo em rememorar os eventos que marcaram sua chegada àquele lugar.


Elizabeth Costello

A consagrada romancista australiana Elizabeth Costello, personagem criada por J. M. Coetzee, já havia protagonizado A vida dos animais , livro em que profere duas conferências sobre a crueldade com que são tratados os animais no mundo contemporâneo. A escritora retorna a conferências literárias provocativas e inspiradoras. No primeiro texto do livro, “Realismo”, a romancista vai até os Estados Unidos receber um prêmio pelo conjunto de sua obra.


Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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