10 livros para ler no Dia da Consciência Negra

(5 Estrelas - 1 Votos)

De Teresa Cárdenas a Djamila Ribeiro, veja dez livros que todo mundo precisa conhecer no dia 20 de novembro. Boa leitura!

Anualmente, o 20 de novembro marca as celebrações do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra aqui no Brasil. A data, instituída pela Lei nº 12.519, presta reverência à Zumbi, importante líder quilombola do país e que foi o último a comandar o maior quilombo do período colonial, o Quilombo dos Palmares.

Zumbi morreu neste mesmo dia, em 1695, assassinado por bandeirantes paulista liderados por Domingos Jorge Velho. Desde 2011, a data tornou-se no país um símbolo de resistência à escravidão e um momento para reflexões a respeito do racismo estrutural e do genocídio da população negra.

Aqui, nós preparamos uma seleção com dez livros que você precisa conhecer no Dia da Consciência Negra. Confira a lista e aproveite a leitura!


A Cor Púrpura, Alice Walker

O romance de Alice Walker narra a trajetória de Celie, uma mulher negra que vive ao sul dos Estados Unidos na primeira metade do século XX. Desde a infância, Celie sofre com abusos físicos e psicológicos por parte do padrasto e do marido. A Cor Púrpura, no entanto, se constrói a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor que a protagonista vive, sobretudo com a inesquecível Shug Avery.


Cartas para a Minha Mãe, Teresa Cárdenas

Depois de perder a mãe, uma menina passa a escrever cartas para ela. A partir desses escritos, descobrimos que a garota foi obrigada a morar com a tia e as primas, mas não foi bem recebida por elas, que não gostam de sua cor. Mas, aos poucos, a autora das cartas começa a descobrir um mundo de possibilidades além dos problemas familiares, faz amigos e vai ganhando o respeito dos outros – e de si mesma também.


E Foi Assim Que Eu e A Escuridão Ficamos Amigas, Emicida

Uma menininha vive com medo da escuridão. Quando chega a noite, ela se sente preocupada e ansiosa e se pergunta: “afinal, o que o escuro pode esconder?” O que a garota nem imagina é que, do outro lado, a escuridão também é uma menina, cujo maior medo é a claridade e todo tipo de coisa que se revela quando nasce o sol.


Mulheres, Raça e Classe, Angela Davis

Em Mulheres, Raça e Classe, Angela Davis trata da opressão em suas diferentes nuances e dimensões. A obra fala sobre a escravidão e de seus efeitos, que desumanizaram a mulher negra. Além disso, a autora aponta para a necessidade da não hierarquizar as opressões, ou seja, considerando as interseccionalidades de raça, classe e gênero na construção de um novo modelo de sociedade.


Notas de um filho nativo, James Baldwin

A obra-prima de não ficção de um dos escritores mais brilhantes do século XX sobre raça e identidade. Publicada originalmente em 1955, esta reunião de ensaios escritos entre as décadas de 1940 e 1950 é a primeira obra de não ficção do escritor James Baldwin. O que mais impressiona nesses testemunhos — narrados com inteligência, sensibilidade e estilo extraordinário — é sua atualidade. Ao usar como matéria-prima sua própria experiência para refletir sobre o que representa ser um escritor negro e homossexual nos Estados Unidos, seu país de origem, e em Paris, cidade onde viveu por muitos anos, Baldwin oferece um poderoso e urgente depoimento sobre direitos civis.


O perigo de uma história única, Chimamanda Ngozi Adichie

O que sabemos sobre outras pessoas? Como criamos a imagem que temos de cada povo? Nosso conhecimento é construído pelas histórias que escutamos, e quanto maior for o número de narrativas diversas, mais completa será nossa compreensão sobre determinado assunto.
É propondo essa ideia, de diversificarmos as fontes do conhecimento e sermos cautelosos ao ouvir somente uma versão da história, que Chimamanda Ngozi Adichie constrói a palestra que foi adaptada para livro. O perigo de uma história única é uma versão da primeira fala feita por Chimamanda no programa TED Talk, em 2009. Dez anos depois, o vídeo é um dos mais acessados da plataforma, com cerca de 18 milhões de visualizações.
Responsável por encantar o mundo com suas narrativas ficcionais, Chimamanda também se mostra uma excelente pensadora do mundo contemporâneo, construindo pontes para um entendimento mais profundo entre culturas.


Pele Negra, Máscaras Brancas, Frantz Fanon

Lançado pela primeira vez no Brasil em 1963, Pele Negra Máscaras Brancas constrói uma narrativa que parte da perspectivada descolonização e da Diáspora Africana para tratar da negação do racismo contra o negro na França. Em capítulos separados por diferentes temas, Frantz Fanon promove profundas reflexões sobre raça, baseadas em teorias da filosofia, das ciências e da literatura caribenha.


Pequeno manual antirracista, Djamila Ribeiro

Em Pequeno Manual Antirracista, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro discute temas como o racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Nos onze capítulos deste pequeno manual, a autora revela possibilidades de reflexão para que as pessoas aprofundem conhecimentos sobre discriminações racistas estruturais, assumindo o seu papel na luta pela transformação do estado das coisas.


Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada, Carolina Maria de Jesus

Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada é o diário de Carolina Maria de Jesus. Moradora da comunidade do Canindé, em São Paulo, e mãe de três filhos, Carolina registra a sua rotina como catadora de papel e revela aos leitores um sensível e contundente relato da dura realidade vivida na periferia da capital paulista.


Talvez Precisemos de Um Nome Para Isso, Stephanie Borges

Lançado em 2019 pela Companhia Editora de Pernambuco, Talvez precisemos de um nome para isso: ou o poema de quem parte inaugura a carreira literária da jornalista, poeta e tradutora brasileira Stephanie Borges. Dividido em dez partes de um longo poema, o livro narra as agruras vividas por mulheres negras que, desde a infância, são submetidas à opressão de um cruel imaginário estético criado e regido pela sociedade branca.


O que você achou da lista?


Yasmin Lisboa
Comentários

Yasmin Lisboa

Yasmin é jornalista e estudante de Cinema. Cantora e colecionadora de discos e livros, é fascinada pela cultura popular brasileira.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *