Que tal conhecer os melhores clássicos da literatura?

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Selecionamos 12 obras incríveis que todos deveriam ler. Confira a lista completa e escolha a sua próxima leitura!

Ao longo das décadas, a literatura revelou grandes livros no Brasil e no mundo. Mas os clássicos literários continuam sendo os queridinhos de boa parte dos leitores. Por meio dessas obras, fazemos uma viagem no tempo e conhecemos personagens, lugares e acontecimentos de outras períodos da história. Os clássicos ultrapassam gerações e até hoje inspiram os escritores contemporâneos.

Que tal conhecer os melhores clássicos da literatura? Para ajudar você a escolher uma nova leitura, selecionamos 12 obras que marcaram (e ainda marcam!) décadas no Brasil e no mundo. Entre os títulos escolhidos estão O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar, Dom Casmurro, de Machado de Assis, Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez, e Os miseráveis, de Victor Hugo. Boa leitura!


Os miseráveis, de Victor Hugo

Esta obra narra a emocionante história de Jean Valjean — o homem que, por ter roubado um pão, é condenado a dezenove anos de prisão. Um livro inquietantemente religioso e político. Um romance social marcado por uma vasta análise de costumes da França do século XIX.


Dom Casmurro, de Machado de Assis

Conhecido por levantar uma das maiores polêmicas da literatura brasileira, Dom Casmurro trata da trajetória de Bento Santiago, a partir das lembranças de sua infância na Rua de Matacavalos e da história de amor e desventuras que viveu com Capitu. Ao longo da narrativa, Bentinho revela-se um homem perturbado pelo ciúme diante da possibilidade de adultério da mulher com “olhos de ressaca” e o colega Escobar.


A metamorfose, de Franz Kafka

A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante – o famoso Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana.


O diário de Anne Frank, de Anne Frank

O diário de Anne Frank é um dos principais livros sobre o Holocausto e nazismo. Esta obra traz na íntegra o diário de Anne Frank. É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo. Seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa tenra e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.


O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar

Esse é considerado um dos livros mais emblemáticos de Julio Cortázar. Em O jogo da amarelinha, o autor argentino transgrediu a ordem tradicional de uma história e fez uma narrativa única, aberta a múltiplas leituras e bem-humorada. Na obra, o escritor retrata um clima de rupturas e incertezas, mesclando elementos da nova cultura de massas, como novela de rádio, arte pop e música popular, e características de vanguarda, como quebras e finais falsos.


O pai Goriot, de Honoré Balzac

O pai Goriot é um livro onde se cruzam intrigas e personagens. Além do personagem-título, o autor apresenta um universo que abrange desde o submundo do crime – representado por Vautrin, misterioso e tentador – até os toucadores das damas da alta sociedade. Mas o verdadeiro protagonista é Eugène de Rastignac, jovem estudante provinciano que procura sucesso na sociedade parisiense que acaba de descobrir. Nesse universo, a aprendizagem do jovem e ingênuo Rastignac precisa passar por diversas tentações, corrupção e até o assassinato.


Os irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévski

Último romance de Fiódor Dostoiévski, Os irmãos Karamázov representa uma síntese de toda a produção literária do autor russo e é visto como sua obra-prima. Marco da literatura mundial, este clássico influenciou pensadores como Nietzsche e Freud, que o considerava “o maior romance já escrito”. No livro, o narrador pede constantes desculpas ao leitor por não saber alguns fatos, por considerar a própria narrativa longa e por considerar seu herói alguém insignificante.


Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Madame Bovary é, sem dúvida, a obra prima do escritor francês Gustave Flaubert. Por meio de uma imersão dentro da mente da personagem principal, o romance mostra a desesperança e o desespero de Emma Bovary, que se vê presa em um casamento sem graça e com um marido de personalidade fraca. Publicado originalmente em capítulos de jornal, em 1856, o livro retrata o crescente declínio da vida dessa mulher.


Os sertões, de Euclides da Cunha

Publicado em 1902, Os sertões é um retrato do Brasil naquela época. O livro narra a Guerra dos Canudos que ocorreu no interior da Bahia. Correspondente do jornal O Estado de São Paulo, Euclides da Cunha presenciou grande parte dos acontecimentos na região e os descreveu de forma fiel. É um romance histórico que mistura uma narrativa geográfica, sociológica e literária. O escritor construiu um livro que se baseia em três pilares: terra, homem e luta.


O segundo sexo, de Simone de Beauvoir

Esta obra é pioneira nos estudos sobre as mulheres. Traduzido para mais de 30 idiomas e publicado em diversos países, O segundo sexo, de Simone de Beauvoir, se tornou referência para os movimentos feministas dos anos 1970.


A hora da estrela, de Clarice Lispector

Lançado pouco antes de sua morte, a obra de Clarice Lispector narra os momentos em que o escritor Rodrigo S. M. cria a história de Macabéa, uma alagoana órfã, virgem e solitária, levada ao Rio de Janeiro por uma tia tirana. A Hora da Estrela é, no fim das contas, uma despedida de Clarice, que põe um pouco de si nas personagens de Rodrigo e de Macabéa.

A_Hora_da_Estrela

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez

No livro, o escritor Gabriel García Márquez narra a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa se desenvolve em torno dos integrantes dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula. Ela é uma personagem centenária e matriarca das mais conhecidas da história da literatura latino-americana.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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