Os 8 melhores romances de 2021

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Para ajudar você a escolher a próxima leitura, selecionamos livros que já se destacaram no ano. Confira a lista!

Marcados por histórias longas e personagens bem construídos, os romances são os livros preferidos dos leitores. De histórico, aquele contextualizado em determinado período da história, a realista e romântico, esse tipo encanta leitores de diversas idades. Todos os anos, o mercado literário brasileiro e mundial revela grandes romances na literatura. Em 2021, não está sendo diferente.

Chegamos ao meio do ano com vários livros incríveis. Entre os títulos que mais se destacaram até agora estão Vista chinesa, de Tatiana Salem Levy, O último gozo do mundo, de Bernardo Carvalho, e Garotas em chamas, de C.J. Tudor. Confira a seleção completa e escolha a sua próxima leitura!


Vista Chinesa, de Tatiana Salem Levy

Estamos em 2014. Euforia no Brasil e especialmente na cidade do Rio de Janeiro. Copa do Mundo prestes a acontecer, Olimpíadas de 2016 à vista. Tempo de esperança e construção. Júlia é sócia de um escritório de arquitetura que está planejando alguns projetos na futura Vila Olímpica. No dia de uma dessas reuniões com a prefeitura, Júlia sai para correr no Alto da Boa Vista. A certa altura, alguém encosta um cano de revólver na sua cabeça e a leva para uma área baldia. É estuprada. Deixada largada e exangue na mata, ela se arrasta para casa, onde o namorado e alguns familiares a esperam.


Garotas em chamas, de C.J. Tudor

Há muito tempo uma história sinistra é contada na pequena Chapel Croft. Cinco séculos atrás, mártires protestantes foram traídos, e então queimados. Trinta anos atrás, duas adolescentes desapareceram sem deixar vestígios. E há algumas semanas, o responsável pela paróquia local se enforcou na nave da igreja. A reverenda Jack Brooks, mãe solteira de uma jovem de quatorze anos, chega a esse vilarejo em busca de um recomeço. Em vez disso, encontra um lugar tomado por conspirações e segredos, e é recebida com um estranho pacote de boas-vindas: um kit de exorcismo e um bilhete: Não há nada escondido que não venha a ser descoberto.


Os tais caquinhos, de Natércia Pontes

Um romance poderoso e áspero sobre uma família, um apartamento caótico e as dolorosas descobertas da adolescência. Faltava muita coisa no apartamento 402. Mas sobravam muitas outras: caixas de papelão, bandejas de isopor, cacarecos, baratas, cupins, muriçocas, poeira, copos sujos. Abigail, Berta e Lúcio formam um trio nada convencional. Duas adolescentes dividem o apartamento com o pai, um homem amoroso, idiossincrático, acumulador, pouco afeito à vida prática, que torce para que a morte venha logo lhe buscar e dá conselhos incomuns às filhas: “É muito bom sentir fome”. Os tais caquinhos é um romance de formação trágico e comovente, capaz de arrancar risos nervosos.


O último gozo do mundo, de Bernardo Carvalho

Este livro conta a história de uma professora de sociologia que vê seu casamento desmoronar pouco antes do início de uma pandemia global. É uma distopia com ares de fábula e manifesto. Presa de um tempo em que “a leitura do mundo tornou-se descontínua e episódica”, a protagonista parte, com o filho pequeno, numa jornada para um retiro no interior profundo do Brasil. Lá, mora um homem que passa a prever o futuro depois de ter sobrevivido ao vírus ameaçador. Entre lembranças obliteradas, encontros e desencontros e vidas até então previsíveis modificadas radicalmente, um rastro de perplexidade e de perguntas sem respostas vai sendo deixado para trás, numa narrativa enigmática, eletrizante e que se torna mais e mais perturbadora.


Sobre a Terra somos belos por um instante, de Ocean Vuong

O romance de estreia do poeta Ocean Vuong é um retrato devastador de uma família, um primeiro amor e o poder redentor da narrativa. Sobre a terra somos belos por um instante é uma carta de um filho para uma mãe que não sabe ler. Escrita quando o palestrante, Cachorrinho, está com quase 30 anos, a carta desenterra uma história de família que começou antes dele nascer e morar nos Estados Unidos – uma história cujo epicentro está enraizado no Vietnã – e serve como uma porta de entrada para partes de sua vida que sua mãe, que carrega cicatrizes da guerra, nunca teve conhecimento, com direito a uma revelação inesquecível.


Pequena coreografia do adeus, de Aline Bei

Julia é filha de pais separados: sua mãe não suporta a ideia de ter sido abandonada pelo marido, enquanto seu pai não suporta a ideia de ter sido casado. Sufocada por uma atmosfera de brigas constantes e falta de afeto, a jovem escritora tenta reconhecer sua individualidade e dar sentido à sua história, tentando se desvencilhar dos traumas familiares. Entre lembranças da infância e da adolescência, e sonhos para o futuro, Julia encontra personagens essenciais para enfrentar a solidão ao mesmo tempo que ensaia sua própria coreografia, numa sequência de movimentos de aproximação e afastamento de seus pais que lhe traz marcas indeléveis.


Atos humanos, de Han Kang

Em maio de 1980, na cidade sul-coreana Gwangju, o exército reprimiu um levante estudantil, causando milhares de mortes. O evento de trágicas consequências foi transfigurado nesta ficção extraordinária, poética, violenta e repleta de humanidade. Construindo um mosaico de vozes e pontos de vista daqueles que foram afetados, este livro é a demonstração dos poderosos recursos literários de Han Kang, uma das autoras mais importantes da cena contemporânea.


Depois, de Stephen King

O livro conta a história de James Conklin, um menino que possui um dom bastante peculiar: ele vê gente morta. James não sabe como ele possui essa habilidade, afinal, ele às vezes nem sabe que as pessoas estão mortas. A única certeza que o menino tem é que os mortos são incapazes de mentir. James mantém sua habilidade em segredo, mas tudo muda quando a detetive Liz Dutton, namorada de sua mãe busca James na escola e pede sua ajuda em um caso policial que vai transformar a vida dos dois.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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