Quais os livros que todas as pessoas deveriam conhecer?

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Pergunta difícil, né? Por meio das redes sociais, os nossos leitores indicaram obras incríveis que merecem ser lidas por todos. Confira!

livros que nos tiram o fôlego durante a leitura e deixam saudade quando terminam. Quem nunca ficou dias pensando no fim de uma obra? Sejam clássicos ou contemporâneos, de ficção ou não ficção, há títulos que marcam diferentes fases da nossa vida. Por isso, perguntamos aos nossos leitores: Quais os livros que todas as pessoas deveriam conhecer?

Por meio das redes sociais, recebemos diversas indicações literárias incríveis. Entre as obras citadas pelos nossos seguidores estão os clássicos Capitães da areia, de Jorge Amado, e O sol é para todos, de Harper Lee. Há também o vencedor dos prêmios Jabuti e Oceanos 2020, Torto arado, de Itamar Vieira Junior, e um dos mais vendidos dos últimos anos, Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt.

Confira a seleção completa e escolha a sua próxima leitura!


Torto arado, de Itamar Vieira Júnior

Em Torto Arado, acompanhamos a trajetória de Bibiana e Belonísia, duas irmãs que vivem no sertão baiano. Um dia, elas encontram uma faca na mala guardada sob a cama de sua avó e acontece, então, um acidente. A partir daquele momento, as vidas das duas estarão para sempre ligadas e uma será a voz da outra quando isso for necessário.


Capitães da areia, de Jorge Amado

O romance de formação de Jorge Amado narra a história de meninos pobres e infratores que vivem em um cais na praia de Salvador, na Bahia. Com críticas à miséria e ausência de oportunidades para tantos jovens no país, o autor nos aproxima dos capitães da areia, liderados por Pedro Bala, e nos contagia com o intenso desejo de liberdade do grupo de garotos.


O sol é para todos, de Harper Lee

O sol é para todos, de Harper Lee, se mantém como um dos romances mais adorados em todo o mundo. Acompanhando três anos da vida dos jovens Jem e Scout Fincher numa terra de profundo preconceito racial, a história é pontuada pelo caso de um homem negro injustamente acusado do estupro de uma garota branca numa pequena cidade do Alabama. É um retrato fiel do terreno sulista norte-americano no início dos anos 1930.


Insubmissas lágrimas de mulheres, de Conceição Evaristo

Este livro se revela um retrato de solidariedade e afeição feminina, por tocar no que é essencial, no que move, no que aproxima e une mulheres e, em espacial, mulheres negras. Os afetos, reflexões e deslocamentos que os contos de insubmissas lágrimas de mulheres nos causam, são frutos que só a boa literatura, a que salva, pode nos trazer, reafirmando o lugar de destaque ocupado por Conceição Evaristo na literatura brasileira.


Neuromancer, de William Gibson

No futuro, existe a matrix. Uma espécie de alucinação coletiva digital na qual a humanidade se conecta para, virtualmente, saber de tudo sobre tudo. Mas há uma elite que navega por essa grande rede de informação – os cowboys. Case era um deles, até o dia em que tentou ser mais esperto do que os seus patrões. Que fritaram suas conexões com o ciberespaço, tornando-o um pária entre os seus iguais. Ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, mais envolvido do que nunca em destruir a si próprio, até ser contatado por Molly, uma bela e perigosa mulher que, assim como ele, desconfia de tudo e de todos. Os dois acabam se envolvendo numa missão cheia de mistérios e perigos.


Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Uma análise crua e perturbadora do fim das democracias em todo o mundo. Democracias tradicionais entram em colapso? Essa é a questão que Steven Levitsky e Daniel Ziblatt respondem ao discutir o modo como a eleição de Donald Trump se tornou possível. Para isso, comparam o caso de Trump com exemplos históricos de rompimento da democracia nos últimos cem anos: da ascensão de Hitler e Mussolini nos anos 1930 à atual onda populista de extrema-direita na Europa, passando pelas ditaduras militares da América Latina dos anos 1970. E alertam: a democracia atualmente não termina com uma ruptura violenta nos moldes de uma revolução ou de um golpe militar; agora, a escalada do autoritarismo se dá com o enfraquecimento lento e constante de instituições críticas e a erosão gradual de normas políticas de longa data.


Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze.


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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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