Beethoven: 250 anos de genial sensibilidade

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Batizado em 17 de dezembro de 1770, Ludwig van Beethoven é celebrado como um dos grandes compositores da história da música clássica

Ludwig van Beethoven foi um importante pianista, regente e compositor alemão. Embora não se tenha registros sobre a data de nascimento de Beethoven, sabe-se que ele foi batizado em 17 de dezembro de 1770, na cidade de Bonn. Filho do músico Johann van Beethoven e Maria Magdalena Kepenisritch e segundo filho em uma família de sete irmãos, Beethoven começou a aprender instrumentos desde cedo e, aos 7 anos, realizou o seu primeiro concerto.

O pai de Bethooven, Johann, o incentivava a desenvolver as suas habilidades musicais, mas também obrigava o menino a estudar por muitas horas, esperando que o filho se tornasse uma espécie “novo Mozart”. Na adolescência, o garoto já havia criado peças como “Canção para um bebê de peito” e “Elegia pela morte de um poodle”. Mas, ao perder o pai, o jovem precisou abandonar a escola e passou a ajudar a família dando aulas de piano e tocando na corte.

Alguns anos mais tarde, Beethoven passou a contar com o apoio do mecenas Conde de Waldestein, que encomendou algumas obras para o jovem compositor. Mas isso até Beethoven mudar-se para Viena, cidade que, naquela época, era considerada o grande centro da música. Ao chegar lá, o garoto tornou-se um grande sucesso e, diante de seu prestígio, ele decidiu viver em Viena até os anos finais de sua vida.

No início dos anos 1800, Beethoven começou a desenvolver os primeiros sintomas de surdez. Alguns pesquisadores dizem que isso foi consequência de um episódio de febre tifoide, mas outros afirmam que o pianista seria portador de uma doença degenerativa do aparelho auditivo chamada otosclerose. Apesar do triste diagnóstico, o período em que Beethoven descobriu a sua surdez foi o momento de sua carreira em que ele mais produziu.

Autor de cerca de 200 obras musicais, Ludwig van Beethoven criou peças, concertos e sinfonias identificadas com uma forte vibração emocional e que se tornaram clássicos da música do Ocidente. Desses processos resultaram composições como a Nona Sinfonia, também conhecida como Sinfonia Coral, e a Quinta Sinfonia, duas das obras mais importantes em sua trajetória e que são executadas por artistas de diferentes lugares do mundo.

Em sua última década de vida, Beethoven perdeu totalmente a sua audição. Mas como ainda conseguia memorizar o som das notas mesmo sem escutá-las, ele continuou a produzir. Contudo, depois de enfrentar uma sequência de crises de depressão, o pianista faleceu no dia 26 de março de 1827, aos 57 anos, em Viena, no momento em que estava compondo a 10ª sinfonia. Sobre a causa de sua morte, há pessoas que acreditam que o compositor faleceu graças a uma complicação por conta da cirrose e outras defendem que Beethoven teria sido envenenado. Mas isso nunca foi comprovado.

Embora trágica e envolta em mistérios, a morte de Beethoven confirmou o legado e a importância do pianista: cerca de 200 mil pessoas estiveram presentes em seu cortejo fúnebre e, até hoje, o alemão é celebrado como um dos grandes compositores e regentes da história da música ocidental.


Beethoven, Edmund Norris

Ludwig van Beethoven (1770-1827) foi um gênio tão universal que sua popularidade, extraordinária durante sua vida, nunca parou de crescer. Uma personalidade desmesurada, compulsivamente criativa e incapaz de tolerar repressões, ele foi tanto um rebelde social quanto um astuto manipulador dos mais poderosos e privilegiados aristocratas da Alemanha e da Áustria, em uma época que o mundo sentia-se ameaçado pela ascensão de Napoleão Bonaparte. Lutando contra uma progressiva e incurável surdez (a qual tentou desesperadamente manter em segredo), ele não obstante produziu obras de arte monumentais, como as emblemáticas Quinta e Nona Sinfonias. Com sensibilidade e percepção, Edmund Morris descreve inclusive os relacionamentos com mulheres a quem desejava ardentemente no íntimo, mas que as mantinha a distância, e sua obra cuja grandiosidade e beleza foram concebidas ‘do outro lado do silêncio’.


Beethoven – As Muitas Faces de Um Gênio, João Mauricio Galindo e Romain Rolland

Beethoven: as muitas faces de um gênio traz dois livros em um Beethoven e sua música do maestro João Maurício Galindo apresenta um olhar contemporâneo sobre o compositor, fala de seu papel no desenvolvimento da música, na utilização dos instrumentos, no diálogo com a plateia e ainda nos fornece um roteiro detalhado sobre o que e como ouvir para usufruir sua obra. Vida de Beethoven de Romain Rolland, grande romancista Prêmio Nobel de Literatura, é um clássico (em nova tradução do francês) que mostra a trajetória do compositor e as paixões que foi capaz de despertar.
Ao final, um texto do próprio Beethoven, o famoso Testamento de Heiligenstadt, escrito quando tomou a decisão de romper com os cânones musicais e criar sua grande obra.


Crianças Famosas – Beethoven, Ann Rachlin e Susan Hellard

Os livros da coleção Crianças Famosas contam episódios da infância de grandes músicos, pintores, escritores e inventores da História Universal e do Brasil, mostrando sua genialidade precocemente revelada e aproximando-os do público infantil. Sucesso absoluto do mercado editorial brasileiro, o texto ágil e as ilustrações de extremo bom gosto já cativaram milhares de leitores no Brasil e no mundo.


O livro da música clássica, Vários autores

Quem escreveu a primeira ópera? De onde veio o sistema musical de notas? Como os compositores criam as sinfonias? Esse livro responde a essas perguntas e muitas outras, explorando e analisando as principais peças musicais e seu impacto no desenvolvimento da música clássica, desde o nascimento do cantochão até o desenvolvimento do minimalismo moderno. Escrito de forma simples, O livro da música clássica examina mais de noventa obras de compositores lendários e de outros pouco conhecidos, e apresenta infográficos que explicam os principais conceitos e as grandes ideias por trás da criação das obras.


Os Cabelos de Beethoven, Russell Martin

Em 1994, dois personagens de nomes bizarros e fãs incondicionais de Beethoven o médico Che Guevara e o empreendedor imobiliário aposentado Ira Brilliant juntam-se para arrematar num leilão um cacho do cabelo do grande compositor. A partir daí, o autor Russell Martin mostra a trajetória destas madeixas, desde a morte de Beethoven até os nossos dias. Em Viena, em 1827, junto ao leito de morte de Beethoven, está Ferdinand Hiller, um jovem músico judeu. Como era o costume na época, corta um cacho do cabelo do defunto como lembrança. Durante mais de um século, o objeto de estimação permanece em poder da família Hiller, mas, na Segunda Guerra Mundial, acaba nas mãos de Kay Freeming, médico de uma pequena cidade portuária da Dinamarca, profundamente envolvido no esforço de salvar a vida de centenas de judeus da perseguição nazista. Depois da morte de Freeming, sua filha herda o cabelo de Beethoven, leiloando-o pela Sotheby?s. Então, Russell Martin mostra o que se pode aprender a partir de uma relíquia de 175 anos. Os dois arrematantes submetem o cabelo aos mais modernos testes de DNA na esperança de descobrir as prováveis causas da surdez e da morte do compositor. O resultado é surpreendente, sendo a explicação mais convincente já oferecida para os inúmeros problemas de saúde vividos por um dos maiores compositores de todos os tempos. F


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Yasmin Lisboa


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Yasmin Lisboa

Yasmin é jornalista e estudante de Cinema. Cantora e colecionadora de discos e livros, é fascinada pela cultura popular brasileira.

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