Os 10 melhores livros de contos e crônicas

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Para ajudar você a escolher a próxima leitura, selecionamos dicas de livros de contos e crônicas incríveis! Confira a lista completa

Os livros de contos e de crônicas costumam conquistar os leitores por reunirem textos curtos e impactantes. Mas você sabe a diferença entre os dois gêneros literários? Assim como narrativas de ficção, um conto apresenta narrador, personagens e enredo. Já a crônica é marcada pela linguagem simples e objetiva, além de contar acontecimentos cotidianos de forma leve, irônica e bem-humorada.

A literatura brasileira reúne grandes contistas, como Rubem Fonseca e Clarice Lispector, e cronistas, como Rubem Braga e Fernando Sabino. Para ajudar você a escolher a próxima leitura, selecionamos os 10 melhores livros de contos e de crônicas, desde os clássicos até os contemporâneos. Veja a lista completa!


As cem melhores crônicas brasileiras, de Joaquim Ferreira dos Santos

Esse é o livro ideal para quem quer conhecer as melhores crônicas brasileiras. A obra reúne 100 textos de 62 autores que marcaram esse gênero literário. Como define o curador Joaquim Ferreira dos Santos, a crônica é uma fina iguaria com direito à eternidade no paladar do leitor. O título reúne textos de diversos escritores renomados, como Rubem Braga, Luís Fernando Veríssimo, João do Rio e Nelson Rodrigues. 


200 crônicas escolhidas, de Rubem Braga

200 crônicas escolhidas reúne os melhores textos de Rubem Braga, publicados entre 1935 e 1977. Com base na seleção original do escritor Fernando Sabino, a seleção das crônicas foi feita pelo próprio autor. As histórias abordam assuntos do dia a dia, além de fatos da rotina, da infância, dos amores e da adolescência de Rubem Braga. 


O sol na cabeça, de Geovani Martins

Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades próprias da idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, esta obra surge como uma mais que bem-vinda novidade.


Todos os contos, de Clarice Lispector

Organizada pelo pesquisador e biógrafo Benjamin Moser, esta coletânea reúne pela primeira vez em um só volume todos os relatos de Clarice Lispector, investe o leitor na qualidade de explorador desse planeta que, pode-se ter uma certeza além da ciência, é demasiadamente humano. Habitado por bichos, homens e sobretudo mulheres, que se revelam, nas mãos de Clarice, maravilhosos em meio à alegria e ao horror da existência.


As coisas, de Tobias Carvalho

As coisas traz uma costura de vivências humanas sob a ótica de um jovem homossexual. O personagem constante dessas histórias trabalha, viaja, estuda, cruza ruas de metrópoles agitadas, passa horas em aplicativos de encontros sexuais. Não há maquiagens para a solidão, nem disfarce para o sexo. Ele sente, ele quer, ele ganha e perde, transformando-se de história em história e construindo um arco narrativo que alicerça todo o livro.


132 crônicas: Cascos & Carícias e outros escritos, de Hilda Hilst

Cascos & Carícias e outros escritos reúne 132 crônicas escritas por Hilda Hilst. Algumas delas foram publicadas no jornal Correio Popular, em Campinas, São Paulo. Bem-humorados e irônicos, os textos são marcados pela política conturbada da época e pela transgressão da autora. Divulgados entre 1992 e 1995, os escritos de Hilda são atuais, divertidos, imprescindíveis.


O corpo encantado das ruas, de Luiz Antonio Simas

As ruas, como vistas por Luiz Antonio Simas, incorporam o movimento. São terreiro de encontros improváveis, território de Exu, que se manifesta na alteridade da fala e na afluência das encruzilhadas. Do Centro ao subúrbio, as tramas das ruas cariocas confundem-se com sua escrita. Se João do Rio foi o cronista da alma encantada carioca do início do século XX, Luiz Antonio Simas aparece, cem anos depois, como o historiador do corpo do Rio de Janeiro atravessado pelas flechas do capital cultural e financeiro global. Por isso, contra a barbárie civilizatória, surgem suspiros e mariolas nas sacolinhas de São Cosme e Damião, a simpatia de São Brás para não engasgar, as conversas na feira, o cotidiano da quitanda e o boteco da esquina.


Carne crua, de Rubem Fonseca

Rubem Fonseca é um verdadeiro mestre na arte de esfolar a pele das palavras para deixar as histórias em carne viva. Neste livro, o autor reuniu 26 textos que, embora mantenham a crueza de assassinatos, traições e injustiças sociais, trazem também a avidez das descobertas, a delicadeza das histórias de amor e uns flertes com a poesia.


Amora, de Natalia Borges Polesso

Seria pouco dizer que os contos de Amora versam sobre relações homossexuais entre mulheres. Também estão aqui o maravilhamento, o estupor e o medo das descobertas. O encontro consigo mesmo, sobretudo quando ele ocorre fora dos padrões, pode trazer desafios ou tornar impossível seguir sem transformação.


Machado de Assis – Crônicas escolhidas: seleção, introdução e notas, de John Gledson

Machado de Assis é um dos clássicos cronistas brasileiros. Neste livro, o crítico e professor de literatura John Gledson consultou os arquivos da imprensa carioca no século XIX para selecionar 50 textos com o melhor da produção jornalística do autor. A seleção oferece uma ótima introdução ao Machado cronista, permitindo cortejá-lo com o criador dos grandes contos e romances.


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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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