7 livros para ficar por dentro da história do Brasil e do mundo

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Ao pensarmos no futuro, é ideal que revisitemos o passado para entender a nossa história. Veja alguns livros essenciais sobre o tema!

A história de um lugar – seja um bairro ou um país – é construída ao longo das décadas. Para entender o presente e projetar melhor o futuro, o ideal é revisitar os acontecimentos do passado, para que se consiga conhecer, compreender, analisar e questionar os fatos. Com esse conhecimento, é possível evitar os mesmos erros ocorridos em outros períodos históricos.

Por isso, selecionamos sete livros que vão ajudar você a entender alguns momentos importantes da história do Brasil e de outros países. Entre os títulos escolhidos estão Sobre o autoritarismo brasileiro, de Lilia Schwarcz, Homo Deus – Uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari, e Maria Bonita, de Adriana Negreiros. Veja a seleção completa e boa leitura!


Homo Deus – Uma breve história do amanhã, de Yuval Noah Harari

Yuval Noah Harari volta a combinar ciência, história e filosofia, desta vez para entender quem somos e descobrir para onde vamos. Sempre com um olhar no passado e nas nossas origens, Harari investiga o futuro da humanidade em busca de uma resposta tão difícil quanto essencial: depois de séculos de guerras, fome e pobreza, qual será nosso destino na Terra? A partir de uma visão absolutamente original de nossa história, ele combina pesquisas de ponta e os mais recentes avanços científicos à sua conhecida capacidade de observar o passado de uma maneira inteiramente nova.


Escravidão, de Laurentino Gomes

O escritor Laurentino Gomes dedica-se a uma nova trilogia de livros-reportagem, desta vez sobre a história da escravidão no Brasil. Resultado de seis anos de pesquisas e observações, este primeiro volume cobre um período de 250 anos, do primeiro leilão de cativos africanos registrado em Portugal, na manhã de 8 de agosto de 1444, até a morte de Zumbi dos Palmares. Entre outros aspectos, a obra explica as raízes da escravidão humana na Antiguidade e na própria África antes da chegada dos portugueses, o início do tráfico de cativos para as Américas e suas razões, os números, os bastidores e os lucros do negócio negreiro, além da trajetória de alguns de seus personagens mais importantes.


Sobre o autoritarismo brasileiro, de Lilia Schwarcz

Valendo-se de uma ampla reunião de dados estatísticos, Lilia M. Schwarcz examina algumas das raízes do autoritarismo brasileiro, bastante antigas e arraigadas, embora frequentemente mascaradas pela mitologia nacional. Os brasileiros gostam de se crer diversos do que são. Tolerantes, abertos, pacíficos e acolhedores são alguns dos adjetivos que habitam frequentemente a mitologia nacional. Neste livro urgente e necessário, Lilia M. Schwarcz reconstitui a construção dessa narrativa oficial que acabou por obscurecer uma realidade bem menos suave, marcada pela herança perversa da escravidão e pelas lógicas de dominação do sistema colonial.


Maria Bonita, de Adriana Negreiros

Maria Bonita transformou-se em uma marca poderosa, emprestando seu nome a centenas de pousadas e restaurantes espalhados pelo Nordeste, salões de beleza, academias de ginástica, cerveja, pizza, assentamento rural, música, bandas de forró e coletivos feministas. Enquanto a companheira de Lampião viveu, no entanto, essa personagem nunca existiu. A cangaceira que teve a cabeça decepada em 28 de julho de 1938 era simplesmente Maria de Déa: uma jovem de 28 anos que morreu sem jamais saber que, um dia, seria conhecida como Maria Bonita. Nos anos em que viveu com Lampião e nos subsequentes à sua morte, despertou pouco interesse em pesquisadores ou jornalistas. E foi essa lacuna de informações sobre sua vida e a das outras jovens que viviam com o bando que contribuiu para que se criasse a fantasia de uma impetuosa guerreira, hábil amazona do sertão, uma Joana D’Arc da caatinga.


Breve história de quase tudo, de Bill Bryson

Ao constatar que ignorava o porquê dos oceanos serem salgados, o renomado escritor e cronista Bill Bryson percebeu, com certo desagrado, que tinha pouquíssimo conhecimento sobre o planeta em que vivia. A indagação o propeliu à tarefa épica de entender – e explicar – tudo o que sabemos sobre o mundo. Bryson parte da origem do universo e segue até os dias de hoje, tratando de assuntos relacionados à física, geologia, paleontologia e todas as outras disciplinas que considerava “maçantes” na escola. Antítese do texto didático tradicional, sua prosa foge dos jargões técnicos sem nunca abrir mão da profundidade. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas.


12 anos de escravidão, de Solomon Northup

O livro 12 anos de escravidão narra a triste trajetória de Solomon Northup durante um dos períodos mais sombrios da história norte-americana. Nascido livre, no norte dos Estados Unidos da América, Solomon é persuadido por homens desconhecidos a aceitar um emprego temporário como músico, mas é drogado e sequestrado por eles que, posteriormente, o vendem como escravo. Solomon é enviado para o sul do país e passa então 12 anos de sua vida como escravo, mesmo tentando provar ser um homem livre várias vezes. De fazenda em fazenda, passando por diferentes donos, ele sofre todo tipo de maus tratos e injustiças, e vê de perto as misérias e sofrimentos vividos pelos outros escravos.


Os garotos dinamarqueses que desafiaram Hitler, de Philip Hoose

Profundamente envergonhado com os líderes de seu país, que se renderam sem resistência aos ocupantes alemães na Segunda Guerra Mundial, o jovem dinamarquês Knud Pedersen, de 15 anos, se juntou a seu irmão e a um punhado de colegas da escola para tomar uma atitude contra os nazistas, já que os adultos não o fariam. Batizando seu clube secreto com o nome do impetuoso líder britânico, os jovens patriotas do Clube Churchill cometeram incontáveis atos de sabotagem, despertando a fúria dos alemães, que acabaram identificando e prendendo os garotos. Mas seus esforços não foram em vão: as façanhas do clube e a captura de seus membros ajudaram a desencadear uma resistência generalizada na Dinamarca.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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