12 autores incríveis para você conhecer no Dia Mundial do Livro

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Comemorada em 23 de abril, data incentiva a leitura e remete à data de morte dos escritores Miguel de Cervantes e William Shakespeare

O dia 23 de abril é especial para os amantes da literatura, pois é quando comemora-se o Dia Mundial do Livro. Criada em 1995 pela Unesco, a data tem o objetivo de incentivar a leitura, além de remeter à data de morte dos escritores Miguel de Cervantes e William Shakespeare. No dia da conferência, a instituição relembrou que o livro é, historicamente, a ferramenta mais poderosa e eficaz de conhecimento.

“Toda iniciativa que promova sua divulgação redundará oportunamente não só no enriquecimento cultural de quantos tenham acesso a ele, mas no máximo desenvolvimento das sensibilidades coletivas em relação aos acervos culturais mundiais e à inspiração de comportamentos de entendimento, tolerância e diálogo”, diz o documento.

Para comemorar o Dia Mundial do Livro, selecionamos 12 autores incríveis que você deveria conhecer. Além de Shakespeare e Cervantes, nossa lista inclui autores contemporâneos, como Chimamanda Ngozi Adichie, Conceição Evaristo e Sérgio Rodrigues. Veja a seleção completa e escola sua próxima leitura!


Romeu e Julieta, de William Shakespeare

É quase impossível falarmos de William Shakespeare sem cita um dos maiores clássicos da literatura mundial, Romeu e Julieta. A trama é baseada em fatos ocorridos na própria cidade de Verona. Outros escritores, antes do bardo inglês, criaram enredos inspirados no destino dos dois jovens amantes que viveram um amor proibido de desfecho trágico devido à rivalidade das famílias Montechcchio (de Verona) e Capuleto (de Cremona). Mas nenhuma versão se compara à de Shakespeare que transformou uma história, aparentemente corriqueira em termos literários, numa obra-prima de dimensão universal.


O perigo de uma história única, de Chimamanda Ngozi Adichie

O perigo de uma história única é o livro mais recente da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. O que sabemos sobre outras pessoas? Como criamos a imagem que temos de cada povo? Nosso conhecimento é construído pelas histórias que escutamos, e quanto maior for o número de narrativas diversas, mais completa será nossa compreensão sobre determinado assunto. É propondo essa ideia, de diversificarmos as fontes do conhecimento e sermos cautelosos ao ouvir somente uma versão da história, que Chimamanda Ngozi Adichie constrói a palestra que foi adaptada para livro.


O último voo do flamingo, de Mia Couto

A partir de um acontecimento fantástico e hilariante, o moçambicano Mia Couto elabora uma narrativa fabular, que combina oralidade e erudição, poesia e política, magia e ciência, em um romance onde a África arcaica e a modernidade do mundo Ocidental se misturam.


Dom Quixote, de Miguel de Cervantes

Neste clássico, o escritor Miguel de Cervantes retrata a história de um ingênuo senhor rural cujo passatempo favorito era a leitura de livros de cavalaria. Na sua obsessão, acreditava literalmente nas aventuras escritas e decide tornar-se um cavaleiro andante. Suas viagens sucedem-se sob a alucinação de que estava vivendo na era da cavalaria; pessoas que encontrava nas estradas pareciam-lhe como cavaleiros em armas, damas em apuros, gigantes e monstros.


Olhos d’água, de Conceição Evaristo

Este é um dos principais livros da escritora Conceição Evaristo. Na obra, ela ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres.


Diário da queda, de Michel Laub

Um garoto de 13 anos se machuca numa festa de aniversário. Quando adulto, um de seus colegas narra o episódio. A partir das motivações do que se revela mais que um acidente, cujas consequências se projetam em diversos fatos de sua vida nas décadas seguintes — a adolescência conturbada, uma mudança de cidade, um casamento em crise —, ele constrói uma reflexão corajosa sobre identidade, afeto e perda.


A hora da estrela, de Clarice Lispector

A hora da estrela é um dos principais clássicos da literatura brasileira. Por isso, não poderia ficar de fora da lista. Macabéa vive sem saber para quê. Depois de perder a tia, viaja para o Rio de Janeiro, aluga um quarto, emprega-se como datilógrafa e se apaixona por Olímpio de Jesus – que logo a trai com uma colega de trabalho.

A_Hora_da_Estrela

A noite da espera, de Milton Hatoum

Este é o primeiro livro de uma trilogia que tem como pano de fundo a ditadura militar brasileira. Nos anos 1960, Martim, um jovem paulista, muda-se para Brasília com o pai após a separação traumática deste e sua mãe. Na cidade recém-inaugurada, trava amizade com um variado grupo de adolescentes do qual fazem parte filhos de altos e médios funcionários da burocracia estatal, bem como moradores das cidades-satélites, espaço relegado aos verdadeiros pioneiros da capital federal, migrantes desfavorecidos. Às descobertas culturais e amorosas de Martim contrapõe-se a dor da separação da mãe, de quem passa longos períodos sem notícias. Na figura materna ausente concentra-se a face sombria de sua juventude, perpassada pela violência dos anos de chumbo.


Dias de abandono, de Elena Ferrante

No livro, a escritora Elena Ferrante usa suas palavras cortantes e sua clareza brutal para percorrer o turbilhão emocional vivido por Olga após um casamento fracassado. Traída e se sentindo abandonada pelo marido, a personagem enfrenta conflitos internos em meio à nuvem cinzenta da desolação e da nova e inquietante realidade que se apresenta.


Elza, a garota, de Sérgio Rodrigues

Molina é um jornalista que, aos 43 anos, toma a decisão de se dedicar exclusivamente a ser escritor. Na busca por uma história que valha a pena ser contada, ele conhece Xerxes, que lhe narra sua paixão por uma menina chamada Elza, em meio à Intentona Comunista, quando Luís Carlos Prestes quis tomar o poder e foi derrotado. A história de amor, no entanto, jamais foi consumada: Elza foi assassinada por seus companheiros do Partido Comunista. Neste livro surpreendente, o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues, combina literatura e reportagem para criar um romance original e envolvente. 


Meu ano de descanso e relaxamento, de Ottessa Moshfegh

Um romance hilário e poderoso sobre o experimento de hibernação de uma jovem, sua amiga desastrada e uma das piores psiquiatras da história da literatura. Estamos no ano 2000, em Nova York, uma cidade cheia de possibilidades. E a narradora não tem motivo para queixas. Ela é jovem, bonita, trabalha numa galeria descolada, mora num belo apartamento e recebeu uma herança polpuda. Mas traz um enorme vazio no peito. E não apenas porque perdeu os pais ou por causa da relação destrutiva que desenvolveu com sua melhor amiga. O que pode estar tão errado? Durante um ano, ela passa a maior parte do tempo dormindo, embalada por uma combinação de remédios prescritos por uma psiquiatra inescrupulosa.


Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato

O 9 de maio de 2000 é um dia qualquer em São Paulo. Os habitantes seguem realizando pequenos e grandes feitos cotidianos, protagonistas de uma narrativa subterrânea, que representa, ao fim e ao cabo, o próprio tecido da cidade. Para captar essa polifonia urbana, Ruffato estruturou seu romance em 69 episódios, cada qual com registro e fôlego próprios, alternando entre poesia, discurso publicitário, música, teatro e prosa, instantâneos de uma cidade que só se move deixando para trás um rastro de esquecidos.


Qual livro você incluiria na lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos
Comentários

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

Um comentário em “12 autores incríveis para você conhecer no Dia Mundial do Livro

  • 28.07.2020 a 3:57 pm
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    Amo Mia Couto. Seus livros são admiráveis. Eduardo Galeano também é um de meus prediletos. Helena Ferrante é ótima! Clarice Lispector excelente. Miguel de Cervantes e Shakespeare dispensam até comentários… Os outros não conheço, mas já anotei os nomes e livros para adquirí-los. Amei a reportagem.

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