Os livros que inspiraram David Bowie

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Obra divulga os 100 títulos favoritos do artista britânico. Veja alguns dos principais e boa leitura!

Leitor voraz, o cantor David Bowie tinha obsessão por livros. Nascido em 8 de janeiro de 1947, o artista britânico, conhecido como “Camaleão do Rock”, foi um dos principais nomes da música internacional e ficou conhecido por sua personalidade inovadora. Em 2017, seu filho, Duncan Jones, lançou no Twitter um desafio de ler as 100 obras favoritas do pai.

Os títulos voltaram a ser divulgados após o lançamento de El club de lectura de David Bowie, de Jan Martí Cervera, em novembro de 2019. Enquanto a obra não é publicada no Brasil, separamos alguns dos principais livros da seleção. Confira a lista e boa leitura!


Laranja mecânica, de Anthony Burgess

Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto..


O estrangeiro, de Albert Camus

Este livro narra a história de um homem comum que se depara com o absurdo da condição humana depois que comete um crime quase inconscientemente. Meursault, que vivia sua liberdade de ir e vir sem ter consciência dela, subitamente perde-a envolvido pelas circunstâncias e acaba descobrindo uma liberdade maior e mais assustadora na própria capacidade de se autodeterminar.


O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Nos tempos de Jay Gatsby, o jazz é a música do momento, a riqueza parece estar em toda parte, o gim é a bebida nacional e o sexo se torna uma obsessão americana. O protagonista deste romance é um generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes. O livro é narrado pelo aristocrata falido Nick Carraway, que vai para Nova York trabalhar como corretor de títulos.


1984, de George Orwell

Publicada em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX. Nesta obra, o personagem Winston vive aprisionado em uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito de forma coletiva. No local, ninguém escapa à vigilância inquisidora do “Grande Irmão”, uma personificação literária de um poder cínico, ditatorial e cruel.


A sangue frio, de Truman Capote

Publicado inicialmente em 1966, A sangue frio relata o assassinato brutal de uma família na cidade de Holcomb, no interior do estado do Kansas, nos Estados Unidos. Na reportagem, Truman Capote relata desde a ideia inicial do crime até a execução dos assassinos. É um dos clássicos do autor.


Na ponta dos dedos, de Sarah Waters

Finalista de Booker Prize 2002, Na ponta dos dedos apresenta a saga de Sue Trinder e Maud Lilly, duas órfãs na Londres vitoriana. Com estilo semelhante a Charles Dickens, Sarah Waters é apontada pela revista literária Granta como uma das revelações da literatura britânica.


Enquanto agonizo, de William Faulkner

Enquanto agonizo foi eleito um dos cem melhores romances em inglês do século XX, tanto pelo júri especializado da editora Modern Library como pelos leitores. Publicado em 1930, é um grandioso exemplar da linguagem e do estilo praticados por Faulkner. Neste romance, o autor distancia-se da aristocracia sulista americana para falar de gente comum e humilde, como a família Bundren, que se reúne para cumprir o último desejo da matriarca: ser enterrada em Jefferson, ao lado de seus parentes. O marido e os cinco filhos partem com o caixão determinados a cumprir seu objetivo, sem saber como essa viagem mudaria suas vidas.


O mestre e a Margarida, de Mikhail Bulgákov

O romance é composto por duas narrativas ligadas entre si — uma passa-se na Moscovo dos anos 30 e a outra na Jerusalém antiga. As personagens são estranhas, complexas, ambíguas e algumas delas sobrenaturais, como Woland. As principais são o Mestre e a sua amante, Margarida.


Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Este clássico de Gustave Flaubert trata da desesperança e do desespero de uma mulher que, sonhadora, se vê presa em um casamento insípido, com um marido de personalidade fraca, em uma cidade do interior. O romance mostra o crescente declínio da vida – interna e externa – de Emma Bovary.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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