Leitores indicam os melhores livros lidos em 2018

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Por meio das nossas redes sociais, internautas indicaram obras para todos os gostos, desde clássicas até lançamentos. Veja a seleção completa!

Mais um ano aproxima-se do fim e é hora de fazermos uma retrospectiva de tudo o que já passou. Foram 12 meses de muitas descobertas literárias e leituras. Em meio a tantos livros, qual foi o melhor que você leu em 2018? Por meio das redes sociais, nossos leitores indicaram obras de diferentes gêneros literários que marcaram o ano deles, desde contemporâneos até clássicos.

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A lista reúne os lançamentos Quem tem medo do feminismo negro?, de Djamila Ribeiro, e Aprendizados, autobiografia da modelo Gisele Bündchen, e também os consagrados, Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, e Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.

Veja a lista completa e escolha a sua próxima leitura!


Admirável mundo novo, de Aldous Huxley

Este clássico da literatura narra a história de uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Admirável mundo novo, de Aldous Huxley


Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, também foi um dos livros mais citados por nossos leitores. A história começa com um motorista que se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. Esta obra é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. Ensaio sobre a cegueira


Aprendizados – Minha caminhada para uma vida com mais significado, de Gisele Bündchen

A seleção reúne ainda a biografia da modelo Gisele Bündchen, lançada no fim de 2018. A caminhada dela começou no Rio Grande do Sul, numa casa com cinco irmãs, jogando vôlei e resgatando cães e gatos de rua. Aos 14 anos, numa viagem a São Paulo, o destino interveio e colocou um olheiro em seu caminho. Gisele se tornou um ícone, deixando uma marca permanente na indústria da moda. No entanto, poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer a verdadeira Gisele, uma mulher cuja vida privada é o oposto de sua imagem pública. 

Aprendizados


Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos

Quem não leu na infância o livro Meu pé de laranja lima? Até hoje a obra de José Mauro Vasconcelos marca a vida dos nossos leitores. Neste livro, a pobreza, a solidão e o desajuste social são vistos pelos olhos ingênuos de uma criança de seis anos. Nascido em uma família pobre e numerosa, Zezé é um menino especial, que envolve o leitor ao revelar seus sonhos e desejos, por meio de conversas com o seu pé de laranja lima.Meu pé de laranja lima


Quem tem medo do feminismo negro?, de Djamila Ribeiro

Este também é um dos lançamentos de 2018. Quem tem medo do feminismo negro? reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista CartaCapital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. 

Quem tem medo do feminismo negro, de Djamila Ribeiro


Meio sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Filha de uma família rica e importante da Nigéria, Olanna rejeita participar do jogo do poder que seu pai lhe reservara em Lagos. Parte, então, para Nsukka, a fim de lecionar na universidade local e viver perto do amante, o revolucionário nacionalista Odenigbo. Sua irmã Kainene de certo modo encampa seu destino. Com seu jeito altivo e pragmático, ela circula pela alta roda flertando com militares e fechando contratos milionários. Gêmeas não idênticas, elas representam os dois lados de uma nação dividida, mas presa a indissolúveis laços germanos.

Meio sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie


O sol na cabeça, de Geovani Martins

Livro de estreia do escritor Geovani Martins, O sol na cabeça foi lançado em 2018. O autor narra as angústias e dificuldades dos moradores de favelas do Rio, principalmente as crianças e adolescentes. No conto “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade. O sol na cabeça, de Geovani Martins


O conto da Aia, de Margaret Atwood

Este é um dos principais livros de Margaret Atwood. Neste romance distópico de 1985, da autora canadense retrata o cotidiano de um futuro apocalíptico, no qual a Nova Inglaterra é parte de um movimento totalitário e fundamentalista cristão. A série The Handmaid’s Tale, que possui o  mesmo título original do livro e também é baseada na obra de Atwood, recebeu na temporada de premiações de 2018 o Globo de Ouro e o Emmy de melhor série de drama.

Margaret Atwood


Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos, de Ana Paula Maia

Com muito sangue, violência e boa literatura, Ana Paula Maia mostra o cotidiano de homens que lutam para sobreviver em meio à pobreza e a falta de esperança em uma vida melhor. Neste volume estão reunidas duas novelas. A primeira tem como cenário um subúrbio distante, onde apostar em rinhas de cachorros assassinos é o divertimento mais saudável para homens que passam o dia a abater porcos. Na segunda narrativa, o personagem principal recolhe o lixo numa cidade onde “tudo se transforma em lixo”.Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos


Todo dia a mesma noite – A história não contada da Boate Kiss, de Daniela Arbex

Todo dia a mesma noite traz uma reportagem definitiva sobre a tragédia que abateu a cidade de Santa Maria em 2013. A obra relembra e homenageia os 242 mortos no incêndio da Boate Kiss. Neste livro, lançado em 2018, Daniela Arbex reconstitui de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013. Foram necessárias centenas de horas dos depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde.todo dia a mesma noite - daniela arbex


Eu sou Malala, de Malala Yousafzai

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Eu sou Malala


Qual livro você incluiria na lista? Comente e participe!

Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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