Como as redes sociais afetam a leitura?

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Pesquisa revela que o uso excessivo de sites e aplicativos de interação social pode contribuir com a redução a leitura. Confira!

O aumento no uso de redes sociais é uma das causas para a redução do número de leitores no país nos últimos anos, de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. O levantamento aponta que, entre os anos de 2015 e 2019, o Brasil perdeu aproximadamente 4,6 milhões de leitores e uma parte considerável dessas pessoas, principalmente aquelas com ensino superior e de classes mais ricas, passou a substituir os livros pela internet nos momentos de lazer e de tempo livre.

No entanto, o consumo excessivo de aplicativos e de redes sociais já começa a tornar-se motivo de preocupação para especialistas, uma vez que o contato com o mundo através da mediação das telas pode tanto gerar impactos negativos na formação cognitiva das crianças e jovens como impulsionar transformações na capacidade desenvolvida pelos adultos e que lhes permite desenvolver pensamento crítico ou reflexões mais profundas a cerca de um determinado assunto. A falta de empatia e a impaciência com o outro também são algumas das consequências da exposição contínua ao ambiente digital.

De acordo com um levantamento divulgado pela plataforma Cuponation em janeiro, durante o ano de 2020 os brasileiros usaram sites e redes sociais por quase cinco horas diárias. Esse número, calculado no site Omni Calculator, que mostra a quantidade de livros que uma pessoa poderia ler caso substituísse o consumo de redes pela leitura, revela que a população do país conseguiria ler mais de 1.100 obras literárias por ano, se não passasse tanto tempo na companhia do celular ou do computador.

Que tal aproveitar o fim do ano para dar um gás nas suas próximas leituras? Nós preparamos uma seleção com livros curtinhos que você precisa conhecer ainda em 2021. Boa leitura!


A Hora da Estrela, Clarice Lispector

Lançado pouco antes de sua morte, a obra de Clarice Lispector narra os momentos em que o escritor Rodrigo S. M. cria a história de Macabéa, uma alagoana órfã, virgem e solitária, levada ao Rio de Janeiro por uma tia tirana. A Hora da Estrela é, no fim das contas, uma despedida de Clarice, que põe um pouco de si nas personagens de Rodrigo e de Macabéa.


As Mais Belas Coisas Do Mundo, Valter Hugo Mãe

Em As Mais Belas Coisas do Mundo, um neto reconstitui as memórias que guarda do avô, lembrando de seus ensinamentos e a maneira como ele provocava sua curiosidade na investigação dos sentimentos das pessoas. Este é um pequeno conto de Valter Hugo Mãe que, a partir da perspectiva infantil, examina o que seriam as mais belas coisas do mundo.


Ideias Para Adiar O Fim Do Mundo (Nova Edição), Ailton Krenak

Ideias para adiar o fim do mundo é uma adaptação de duas conferências e uma de entrevista de Ailton Krenak, realizadas em Portugal entre 2017 e 2019. Krenak nasceu na região do Vale do Rio Doce e é um importante líder indígena no país. Nesta obra, o autor tece uma crítica à ideia de humanidade como algo separado da natureza, isto é, uma “humanidade que não reconhece que aquele rio que está em coma é também o nosso avô”.



Pequena coreografia do adeus, Aline Bei

Julia é filha de pais separados: sua mãe não suporta a ideia de ter sido abandonada pelo marido, enquanto seu pai não suporta a ideia de ter sido casado. Sufocada por uma atmosfera de brigas constantes e falta de afeto, a jovem escritora tenta reconhecer sua individualidade e dar sentido à sua história, tentando se desvencilhar dos traumas familiares. Entre lembranças da infância e da adolescência, e sonhos para o futuro, Julia encontra personagens essenciais para enfrentar a solidão ao mesmo tempo que ensaia sua própria coreografia, numa sequência de movimentos de aproximação e afastamento de seus pais que lhe traz marcas indeléveis.


Sociedade do cansaço, Byung-Chul Han

Em Sociedade do Cansaço, Byung-Chul Han investiga os efeitos colaterais que o discurso motivacional tem causado no mundo. Nesta obra, o filósofo e ensaísta sul-coreano mostra que a sociedade disciplinar e repressora do século XX descrita por Michel Foucault perde espaço agora para uma nova forma de organização coercitiva: a violência neuronal.


Como andam as suas leituras?


Yasmin Lisboa

Yasmin é jornalista e estudante de Cinema. Cantora e colecionadora de discos e livros, é fascinada pela cultura popular brasileira.

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