Festival Literário da Estante Virtual: Confira os livros indicados na live de clássicos

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FLEV começou nesta quinta-feira (7), com a participação da youtuber Taty Leite, do professor Berttoni Licarião e do editor da Rocco Pedro Vasquez

O 2º Festival Literário da Estante Virtual (FLEV) começou a todo vapor nesta quinta-feira (7), com um debate sobre “Os clássicos brasileiros na formação de leitores”. A youtuber Taty Leite, do canal Vá Ler um Livro, o professor Berttoni Licarião, do perfil @literatoni, e o editor de Literatura Brasileira da editora Rocco, Pedro Vasquez, participaram da conversa.

No bate-papo, eles explicaram a importância de ler clássicos e os motivos pelos quais os jovens precisam conhecer esses livros. Para os convidados, os clássicos são fundamentais para que conheçamos a nossa história do país e do mundo. “Para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou Taty Leite.

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Além de clássicos brasileiros inesquecíveis, Taty, Toni e Pedro também indicaram obras contemporâneas que têm potencial para virar clássico no futuro, como os premiados Torto arado, de Itamar Vieira Júnior, e Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende. Confira abaixo alguns dos títulos indicados na live!


Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus

Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada é o diário de Carolina Maria de Jesus. Moradora da comunidade do Canindé, em São Paulo, e mãe de três filhos, Carolina registra a sua rotina como catadora de papel e revela aos leitores um sensível e contundente relato da dura realidade vivida na periferia da capital paulista.


Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior

 Nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas — a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção.


Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector

A história de Joana — não a Virgem d’Orleans, mas a personagem de Clarice Lispector nesta obra de estréia, marcou a ficção brasileira em 1944. A narrativa inovadora (ainda hoje) provocou frisson nos círculos literários. A técnica de Clarice Lispector funde subjetividade com objetividade, alterna os focos literários e o tempo cronológico dá lugar ao psicológico (o presente entremeado ao intermitente flashback ). A prosa leve discorre com fluência e fluidez nos meandros da protagonista, na sua visão de mundo e interação com os demais personagens.


Dom Casmurro, de Machado de Assis

Conhecido por levantar uma das maiores polêmicas da literatura brasileira, Dom Casmurro trata da trajetória de Bento Santiago, a partir das lembranças de sua infância na Rua de Matacavalos e da história de amor e desventuras que viveu com Capitu. Ao longo da narrativa, Bentinho revela-se um homem perturbado pelo ciúme diante da possibilidade de adultério da mulher com “olhos de ressaca” e o colega Escobar.


Capitães da areia, de Jorge Amado

O romance de formação de Jorge Amado narra a história de meninos pobres e infratores que vivem em um cais na praia de Salvador, na Bahia. Com críticas à miséria e ausência de oportunidades para tantos jovens no país, o autor nos aproxima dos capitães da areia, liderados por Pedro Bala, e nos contagia com o intenso desejo de liberdade do grupo de garotos.


Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende

Quarenta dias no deserto, quarenta anos. É o que diz (ou escreve) Alice, a narradora deste romance de Maria Valéria Rezende, ao anotar num caderno escolar pautado seu mergulho gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe. Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar para Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar.


Antes do baile verde, de Lygia Fagundes Telles

Considerado um dos melhores livros de Lygia Fagundes Telles,Antes do Baile Verde reúne narrativas escritas pela autora entre os anos de 1949 e 1969. As histórias presentes na obra trazem uma diversidade de narrativas, como a presente em “A caçada”, que conta a história de homem que mergulha em uma velha tapeçaria encontrada num antiquário, como se tivesse participado dela em um outro momento.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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