À procura de novas leituras para julho?

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Que o seu próximo mês seja repleto de boas leituras. Vem conferir as nossas sugestões!

Mais um mês se inicia e já é hora de separar as leituras para o período. São tantos livros incríveis, que nem sempre é fácil escolher os que nos acompanharão nas próximas semanas, né? Para ajudar você, selecionamos sete obras recém-lançadas no Brasil, que merecem ser conhecidas em julho.

Entre os livros escolhidos estão Doramar ou a Odisséia, de Itamar Vieira Junior, Trans, de Renata Ceribelli e Bruno Della Lata, e Nada digo de ti, que em ti não veja, de Eliana Alves Cruz. Confira a lista completa e boa leitura!


Doramar ou a Odisséia, de Itamar Vieira Junior

Num diálogo permanente com nossas questões sociais e a tradição literária brasileira, Itamar enfeixa um conjunto de histórias a um só tempo atuais e calcadas na multiplicidade de culturas que formam o país. Parte dos textos deste volume foram publicados em A oração do carrasco (2017), finalista do Prêmio Jabuti em 2018. A estes, foram acrescidos outros, inéditos em livro. Lidos na sequência, atestam a vitalidade de um escritor que encontra inspiração em personagens que desafiam os limites que lhes foram impostos. 


Nada digo de ti, que em ti não veja, de Eliana Alves Cruz

Uma cidade com milícia, racismo, fake news, delação premiada, conservadorismo, fanatismo religioso e ruas sujas. Parece 2020, mas esse é o Rio de Janeiro de 1732, ano no qual está ambientado este romance histórico. A narrativa é eletrizante. Entre as temáticas, salta aos olhos a transexualidade, raras vezes presente em uma trama de época, e as fake news tão em voga, através de cartas anônimas que ameaçam revelar alguns dos segredos mais bem guardados dos integrantes das duas famílias ricas que se cruzam nas 200 páginas do título.


Tem que vigorar, de Gil do Vigor

BRASIIIIIIIIL! Gil do Vigor conta a sua história em livro: saiba tudo sobre o economista pernambucano que conquistou o país ao participar do BBB Gilberto Nogueira realizou seu maior sonho ao entrar para o Big Brother Brasil 21 e, quando saiu do programa, sua vida estava transformada. A começar pelo nome: pelo carisma, alegria e intensidade, virou Gil do Vigor, um dos participantes mais carismáticos que já passou pelo reality show. Com seus bordões, Gil conquistou milhões de brasileiros, se tornou uma das figuras mais queridas do país e o homem com mais seguidores nas redes sociais de toda a história do programa.


Trans, de Renata Ceribelli e Bruno Della Latta

Em Trans, os jornalistas Renata Ceribelli e Bruno Della Latta revisitam os entrevistados da reportagem do Fantástico, chamada “Quem sou eu?”, e também reúnem relatos inéditos daqueles que frequentemente são silenciados e discriminados no dia a dia.


Amores improváveis, de Edney Silvestre

No fim do século XIX, em uma cidade à beira da mata e rodeada por fazendas de café, a adolescente Emiliana Vivacqua, filha de imigrantes sardos, desperta para a sensualidade ao conhecer o lavrador e criador de porcos Felício Theodoro, descendente de africanos, índios Puris e europeus, um homem casado e pai de três flhos. 
Em Amores improváveis, o jornalista e escritor Edney Silvestre conta a história de quatro irmãs e seus amores. A obra tem como pano de fundo a travessia do Atlântico por imigrantes vindos para substituir a mão de obra escravizada, o golpe militar da Proclamação da República em 1889, o florescer de São Paulo como metrópole de diversidade étnica no início do século XX, a construção da Madeira-Mamoré na Amazônia, os primeiros sinais da liberação feminina ― e uma trágica consequência para quem ousou desafiar as convenções.


Um buraco com meu nome, de Jarid Arraes

Nesta antologia, Jarid Arraes vai em busca de “uma toca/ de paredes/ grossas// um abrigo/ que cesse/ a fome”, um refúgio em meio a campo aberto. Em um denso equilíbrio entre introspecção e crítica social, estes poemas se dividem em cinco ramos — selvageria, fera, corpo aberto, caverna e poemas inéditos — e recuperam a imagem da mulher e do corpo feminino negro, que se encontra desprotegido da loucura e das inúmeras opressões cotidianas.


O Deus das avencas, de Daniel Galera

Daniel Galera expande as possibilidades da literatura nas três novelas reunidas neste livro. Em “O deus das avencas”, que abre este volume, um casal se fecha em casa à espera do nascimento do primeiro filho, e mergulha numa incerteza crescente, tanto pelo destino deles quanto pelos rumos do país. Em “Tóquio”, Galera abandona a narrativa mais realista ao retratar a vida de um homem solitário, obrigado a enfrentar o passado em um mundo que atravessou um desastre ambiental e tecnológico. E, por fim, em “Bugônia”, ele dá um passo além ao recriar a história de uma comunidade pós-apocalíptica em simbiose com a natureza, que, pressionada pelas ameaças externas de um planeta devastado, precisa se transformar de forma radical.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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