Como se desconectar do home office?

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Aumentamos o tempo em frente às telas, o que causa maior sensação de cansaço. Veja dicas e livros para você relaxar mais durante a semana

Em tempos de pandemia, muitas empresas adotaram o home office como medida de prevenção contra o coronavírus, para evitar aglomerações e a exposição dos colaboradores. Com isso, a rotina das pessoas mudou. Agora, elas passam a maior parte em frente às telas, seja durante o trabalho, com videochamadas, ou até mesmo em momentos de diversão, com as séries na TV e as redes sociais.

No entanto, é preciso dar uma pausa nessa rotina “online”. Alguns estudos já mostraram que as videochamadas, por exemplo, podem causar um esgotamento mental. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, divulgada em março no jornal O Estado de São Paulo, definiu as videochamadas como “uma usina de exaustão”.

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Segundo o estudo, a exposição excessiva em calls pode causar prejuízos agora e no futuro. Entre os principais sintomas relatados no levantamento, estão dor de cabeça e ansiedade. O cansaço, por exemplo, seria causado pela frustração de não conseguir se expressar bem diante da câmera e ter que olhar para a própria imagem durante a chamada.

Por isso, selecionamos dicas e livros que vão ajudar você a se desconectar um pouco no dia a dia. Confira a lista!

  • Faça exercícios de relaxamento: Ter um momento para relaxar é fundamental para diminuir o estresse na rotina. Pode ser yoga ou alongamento. O importante é ter, pelo menos, de 10 a 30 minutos para relaxar o corpo e se desconectar.
  • Leia mais livros: Por meio dos livros, você vai conseguir se concentrar mais em uma história, além de conhecer novos personagens e contextos. Escolha um tema de interesse e encaixe um momento de leitura no seu dia.
  • Use rede social em horários específicos: Quando estamos em casa, a tendência é aumentar o uso de rede social. No entanto, ficar horas e horas olhando as novidades e notícias aumentam o nosso cansaço mental. Procure utilizar as redes apenas em horários específicos do dia.
  • Mude de ambiente: Procure encontrar um espaço de trabalho na casa. Quando terminar o expediente, desligue o computador e mude de cômodo. Assim, seu corpo entenderá que o horário de trabalho acabou.

Atenção plena: Mindfulness, de Mark Williams e Danny Penman

Este livro reúne uma série de práticas simples para expandir a consciência e quebrar o ciclo de ansiedade, estresse, infelicidade e exaustão. Recomendado pelo Instituto Nacional de Excelência Clínica do Reino Unido, este método ajuda a trazer alegria e tranquilidade para sua vida, permitindo que você enfrente seus desafios com uma coragem renovada. Mais do que uma técnica de meditação, a atenção plena (ou mindfulness) é um estilo de vida que consiste em estar aberto à experiência presente, observando seus pensamentos sem julgamentos, críticas ou elucubrações. Ao tomar consciência daquilo que sente, você se torna capaz de identificar sentimentos nocivos antes que eles ganhem força e desencadeiem um fluxo de emoções negativas.


Caprichos e relaxos, de Paulo Leminski

Em 1983, Paulo Leminski lançava um livro que se tornaria best-seller na época e um clássico para as futuras gerações. Ali estavam os principais poemas que o curitibano tinha escrito até então, muitos inéditos e outros publicados em edições independentes ou na revista de arte e vanguarda Invenção, encabeçada pelos irmãos Augusto e Haroldo de Campos e por Décio Pignatari. Os pais da poesia concreta no Brasil haviam adotado aquele jovem poeta ilustrado, audacioso e contundente.


Canções de atormentar, de Angélica Freitas

Canções de atormentar traz o olhar afiado de uma poeta que, com inteligência e ironia, observa a si e ao mundo. Os poemas rememoram a infância no Sul, com o pé de araçá plantado pela avó, relatam o esforço inútil de tentar compreender o Brasil de hoje e discutem a injustiça, o machismo e a nostalgia de uma nação que não passou de projeto. O livro reúne poemas ora ferozes, ora desiludidos, sem nunca perder de vista a urgência, a vivacidade, o humor e o tom incisivo que consagraram Angélica como um dos nomes mais originais da literatura contemporânea.


Anne de Green Gables, de L. M. Montgomery

O livro de Montgomery Lucy Maud conta a história de Anne Shirley, uma menina ruiva de 11 anos, que é adotada por engano com os irmãos Marilla e Matthew Cuthbert, de Green Gables. Apesar do erro, Anne, com a sua natureza expansiva, a imaginação peculiar e a tagarelice, conquista os pais adotivos e a todas as pessoas da comunidade.


As coisas que você só vê quando desacelera, de Haemin Sunim

O livro é ideal para quem quer tranquilizar os pensamentos e cultivar a calma e a autocompaixão. Com delicadas ilustrações, As coisas que você só vê quando desacelera pretende nos ajudar a compreender aspectos dos nossos relacionamentos, trabalho e aspirações, bem como a nossa espiritualidade a partir de um novo prisma.


O Hobbit, de J. R. R. Tolkien

Este livro é ideal para os fãs de fantasia. Conhecemos seres muito pequenos, menores do que os anões, que vivem em paz e só trabalham para ter uma boa terra lavrada. Bilbo Bolseiro é um dos hobbits e, assim como os colegas, ele vive tranquilo. Mas a sua vida vai mudar quando o mago Gandalf e uma companhia de anões o levarão em uma expedição para resgatar um tesouro guardado por Smaug, um dragão enorme e perigoso.


Sempre Raia um Novo Dia, de Claudia Raia e Rosana Hermann

Também não poderíamos deixar as biografias de fora da lista. No livro Sempre Raia Um Novo Dia, conhecemos um outro lado da atriz brasileira Claudia Raia: o da menina que aos 13 anos ainda chupava chupeta e aos 14 era vedete ou da celebridade que foi tema de escola de samba e alvo de grandes mentiras, mas que nunca teve medo de viver e enfrentar a vida.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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