Quais são os livros de cabeceira dos leitores?

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Por meio das redes sociais, os internautas indicaram aquelas obras que vivem “grudadinhas” com eles. Confira as sugestões!

Todo leitor tem um livro de cabeceira, né? Normalmente, são aquelas obras que não desgrudamos, sejam as leituras atuais, clássicos da literatura ou histórias que gostamos sempre de revisitar. Por isso, perguntamos aos internautas nas nossas redes sociais: Qual é o seu livro de cabeceira?

Foram muitas indicações literárias. A lista inclui títulos para todos os gostos, principalmente clássicos, como Caim, de José Saramago, Diário de Anne Frank, de Anne Frank, e Ficções, de Jorge Luis Borges. Confira a seleção completa! Quem sabe você não quer colocar um desses livros na sua cabeceira também? Boa leitura!


Diário de Anne Frank, de Anne Frank

Esta obra traz na íntegra o diário de Anne Frank. É comovente descobrir que mesmo no contexto tenebroso do nazismo e guerra, ela viveu problemas e conflitos de uma adolescente de qualquer lugar e tempo. Seu diário está entre os documentos mais duradouros produzidos neste século, mas é também uma narrativa tenra e incomparável, que revela a força indestrutível do espírito humano.


Caim, de José Saramago

Neste livro, Saramago se volta aos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor refinado que marcam sua obra. Num itinerário heterodoxo, o autor percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, conforme o leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. No trajeto, o leitor revisitará episódios bíblicos conhecidos, mas sob uma perspectiva inteiramente diferente.


Água viva, de Clarice Lispector

Água viva, longo texto ficcional em forma de monólogo, foi lançado pela primeira vez em 1973, poucos anos antes da morte de Clarice que, nessa época, já se consagrara como um dos valores mais sólidos da nossa literatura. Traz uma linguagem que não se perde no tempo; ao contrário, é ricamente metafórica, em que coisas, ações e emoções do dia-a-dia se transformam em grandiosas digressões indagadoras sobre o sentido da existência e da vida. Seguindo a linha de características introspectivas de seus livros, Clarice cria, em Água viva, uma obra singular, verdadeiro relato íntimo que projeta em flashes, como num caleidoscópio, verdadeiros resumos de estados de espírito em tom de confidência, onde a subjetividade sobrepuja o factual e a narradora é responsável pela cadência do texto.


Ficções, de Jorge Luis Borges

Foi a partir de Ficções que Jorge Luis Borges ficou conhecido internacionalmente. A obra é marcada pela inesperada dimensão filosófica do tratamento e, principalmente, pelas características do realismo fantástico. O livro reúne contos que foram publicados originalmente pelas Ediciones Sur, ligadas à revista de mesmo nome criada pela escritora argentina Victoria Ocampo. Nos textos, o leitor se depara com um narrador inquisitivo que retrata suas perplexidades sobre o universo, o tempo, a eternidade e o infinito.


Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski

Crime e Castigo narra a história de um jovem estudante, pobre e desesperado anda pelas ruas de São Petersburgo, na Rússia, até cometer um crime. Ele tentará justificar o ato com uma teoria de que grandes homens, como Napoleão e César, foram assassinos e absolvidos pela História. A partir deste crime, o leitor é levado por uma narrativa labiríntica, que passa por becos, pequenos cômodos e povoados, nos quais os personagens lutam para preservar a dignidade contra as várias formas de tirania.


E não sobrou nenhum, de Agatha Christie

E não sobrou nenhum acompanha a história de dez pessoas que foram convidadas a passar o fim de semana em uma ilha por um alguém desconhecido. Aos poucos, todos começam a morrer nesse lugar. A missão dos leitores será, então, descobrir o responsável pela autoria de cada um dos assassinatos.


Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

Livro mais famoso de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway acompanha um dia na vida da famosa protagonista Clarissa Dalloway, que percorre as ruas de Londres dos anos 1920 cuidando dos preparativos para a festa que realizará no mesmo dia à noite. Em uma mistura de romance psicológico com ensaio filosófico, a obra foi uma das pioneiras no mergulho literário pelo inconsciente humano através do fluxo de consciência.


O que você achou da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos
Comentários

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

Um comentário em “Quais são os livros de cabeceira dos leitores?

  • 17.04.2021 a 12:01 pm
    Permalink

    O meu gosto literário é muito vasto .O conto de Aia , 1984 , História universal de Will Durant, Sapiens .Gosto de sociologia e medicina , pois sou médico . Queria conseguir A Cabala .

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