12 livros para conhecer em 2021

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De clássicos a lançamentos, nada como ler boas obras, né? Veja a nossa seleção completa e boa leitura!

Estamos chegando no fim do ano e é hora de planejar as leituras de 2021. De clássicos a lançamentos, não há nada melhor do que ler boas obras nos próximos 12 meses. Para ajudar você, selecionamos 12 títulos incríveis, que todos deveriam conhecer.

Entre os livros selecionados estão os grandes clássicos da literatura, como Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez, e A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, e os lançamentos que bombaram no fim de 2020, como Memórias, de Xuxa Meneghel, e Abuso – A cultura do estupro no Brasil, de Ana Paula Araújo.

Confira a nossa lista completa e escolha suas leituras de 2021!


Memórias, de Xuxa Meneghel

Xuxa Meneghel conta a sua história sem meias palavras. A apresentadora conquistou uma legião de fãs nos anos 80 e segue, até hoje, como um dos rostos mais famosos do mundo. Em Memórias, ela não se esconde: conta desde a infância – e os terríveis abusos que sofreu –, namoros famosos (como Pelé e Ayrton Senna), o estouro na Globo com o Xou da Xuxa, as polêmicas, além de seu ativismo pela causa animal e pelos direitos das crianças, o nascimento de Sasha, até chegar aos dias atuais. Com muita honestidade, Xuxa conta que nem tudo é glamour na vida de uma estrela de sua magnitude: fala de perdas e do trabalho árduo para chegar onde está.


Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez

Os clássicos não poderiam ficar de fora da lista, né? No livro, o escritor Gabriel García Márquez narra a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A narrativa se desenvolve em torno dos integrantes dessa família, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula. Ela é uma personagem centenária e matriarca das mais conhecidas da história da literatura latino-americana.


A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector

A paixão segundo G.H. conta o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Ela esmaga o inseto e decide provar seu interior branco, processando-se, então, uma revelação.


Uma terra prometida, de Barack Obama

Barack Obama narra, nas próprias palavras, a história de sua odisseia improvável, desde quando era um jovem em busca de sua identidade até se tornar líder da maior democracia do mundo. Com detalhes surpreendentes, ele descreve sua formação política e os momentos marcantes do primeiro mandato de sua presidência histórica – época de turbulências e transformações drásticas. Obama conduz os leitores através de uma jornada cativante, que inclui suas primeiras aspirações políticas, a vitória crucial nas primárias de Iowa, na qual se demonstrou a força do ativismo popular, e a noite decisiva de 4 de novembro de 2008, quando foi eleito 44º presidente dos Estados Unidos, o primeiro afro-americano a ocupar o cargo mais alto do país.


Abuso – A cultura do estupro no Brasil, de Ana Paula Araújo

Após quatro anos de pesquisas, viagens pelo país e mais de 100 entrevistas com vítimas e familiares, criminosos, psiquiatras e diversos especialistas no assunto, a jornalista Ana Paula Araújo escreve Abuso – a cultura do estupro no Brasil com coragem e sem meias-verdades. A obra é uma reportagem que trata do medo e vergonha das vítimas, de como elas são julgadas e muitas vezes culpabilizadas pela sociedade e pelo poder público, das dificuldades para denunciar, dos caminhos para superar o trauma e seguir em frente e como atitudes tão entranhadas em nossa sociedade geraram uma verdadeira cultura do estupro em nosso país. 


Pequeno manual antirracista, de Djamila Ribeiro

Este foi um dos livros que mais se destacaram em 2020. A filósofa e ativista Djamila Ribeiro discute temas como o racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Nos 11 capítulos deste pequeno manual, a autora revela possibilidades de reflexão para que as pessoas aprofundem conhecimentos sobre discriminações racistas estruturais, assumindo o seu papel na luta pela transformação do estado das coisas.


Santo Guerreiro: Roma invicta – volume 1, de Eduardo Spohr

O livro conta a versão mais fidedigna já escrita sobre a vida de Gergios, o soldado romano eternizado e admirado em todo o planeta como São Jorge. No fim do terceiro século, o Império Romano estava à beira do colapso. Invasões bárbaras, confrontos religiosos e insurreições militares ameaçavam a soberania dos césares. No Leste, a poderosa rainha Zenóbia reuniu uma tropa de guerreiros montados e assumiu o controle da Síria. Caráusio, o almirante da frota romana no Canal da Mancha, ocupou as províncias do Oeste e se autoproclamou imperador da Britânia. Em meio à desordem e ao caos, Laios Graco, alto oficial da cavalaria, é morto e suas terras, roubadas. Seu filho, o jovem Georgios, foge para a capital com o objetivo de se apresentar ao imperador Diocleciano, antigo companheiro de seu pai, na esperança de ser aceito no exército, tornar-se soldado, recuperar suas posses e vingar a família.


Bom dia, Verônica, de Raphael Montes e Ilana Casoy

Neste livro, que inspirou a série homônima da Netflix, acompanhamos a trajetória de Verônica Torres, uma secretária da polícia Verônica Torres que, na mesma semana, presencia o suicídio de uma jovem e recebe a ligação de uma mulher desesperada por sua vida. Diante dessas situações, Verônica embarca na investigação dos dois crimes e é surpreendida ao descobrir um mundo perverso e irreal que precisa ser confrontado.


Marrom e amarelo, de Paulo Scott

Um romance impactante, sem paralelos na literatura contemporânea, sobre dois irmãos marcados pela discriminação racial no Brasil. Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito gente boa”. Federico é claro, “de cabelo lambido”. Lourenço é preto. Filhos de pai preto, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles crescem sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, e Federico se torna um incansável ativista das questões raciais. 


A vida mentirosa dos adultos, de Elena Ferrante

As mudanças no rosto de Giovanna anunciam o início da adolescência e não passam despercebidas em casa. Dois anos antes de abandonar a família e o confortável apartamento no centro de Nápoles, Andrea não se dá conta do que sentencia quando sussurra para a esposa que a filha é muito feia. Essa feiura estética, mas que também indica uma possível falha de caráter, recai sobre Giovanna como uma herança indesejável de Vittoria, a irmã há muito renegada por Andrea. Aos 12 anos, a menina vê um rosto no espelho e, embora não compreenda a fundo o peso daquela comparação, sente que algo está irremediavelmente à beira de um abismo. O amor e a proteção oferecidos pelo lar são as primeiras estruturas a desmoronar quando Giovanna decide conhecer a mulher que pode encarnar seu futuro.


Maus, de Art Spiegelman

Este clássico dos quadrinhos também não poderia ficar de fora das indicações. A HQ conta a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz. O livro ganhou ainda o Prêmio Pulitzer de literatura. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.


Torto arado, de Itamar Vieira Junior

Em Torto Arado, vencedor do Prêmio Jabuti, acompanhamos a trajetória de Bibiana e Belonísia, duas irmãs que vivem no sertão baiano. Um dia, elas encontram uma faca na mala guardada sob a cama de sua avó e acontece, então, um acidente. A partir daquele momento, as vidas das duas estarão para sempre ligadas e uma será a voz da outra quando isso for necessário.


O que você achou da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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