Qual livro com final mais emocionante?

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Há obras que nos fazem chorar, né? Veja a lista completa com as sugestões literárias de nossos leitores e escolha a sua próxima leitura!

Os livros são capazes de mexer com as nossas emoções, né? Há aquelas histórias que nos fazem rir, refletir, emocionar e até chorar. Nos últimos dias, perguntamos aos nossos leitores quais as obras com finais mais tristes que eles já leram. Em meio a tanta sugestão, há títulos contemporâneos e clássicos.

Entre os mais citados estão Éramos seis, de Maria José Dupré, publicado pela Coleção Vaga-Lume, Metamorfose, de Franz Kafka, e Todo dia a mesma noite – A história não contada da Boate Kiss, de Daniela Arbex. Ficou curioso? Confira a seleção completa e escolha a sua próxima leitura!


Todo dia a mesma noite – A história não contada da Boate Kiss, de Daniela Arbex

Todo dia a mesma noite traz uma reportagem definitiva sobre a tragédia que abateu a cidade de Santa Maria em 2013. A obra relembra e homenageia os 242 mortos no incêndio da Boate Kiss. Daniela Arbex reconstitui de maneira sensível e inédita os eventos da madrugada de 27 de janeiro de 2013. Foram necessárias centenas de horas dos depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde, para sentir e entender a verdadeira dimensão de uma tragédia sobre a qual já se pensava saber quase tudo.  todo dia a mesma noite - daniela arbex


O menino do pijama listrado, de John Boyne

Este livro narra a história do personagem Bruno, que é apenas uma criança de nove anos que, obviamente, não sabe nada sobre o Holocausto. Também não faz ideia de que seu país está em guerra e muito menos de que sua própria família está envolvida no conflito. Após se mudar para uma região vazia e desolada, Bruno enxerga uma cerca da janela de seu quarto, com centenas de pessoas de pijama depois dela. Ao caminhar pelo terreno em busca de alguém para brincar, o menino conhece Shmuel, um garoto de sua idade que vive do outro lado da cerca, nascendo assim uma incrível, emocionante e inspiradora história que nos ensina o que é a verdadeira amizade.

O menino do pijama listrado, de John Boyne


Como eu era antes de você, de Jojo Moyses

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições.  Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida.Como eu era antes de você


Dois irmãos, de Milton Hatoum

No livro Dois irmãos, Milton Hatoum traz um drama familiar de notável densidade, ambientado em Manaus. A obra conta a história de dois irmãos gêmeos. Yaqub e Omar são filhos de imigrantes libaneses que chegaram ao Brasil no início do século. Na mesma casa moram Domingas, a empregada da família, e seu filho, um menino cuja infância é moldada justamente pela condição de ser filho da empregada. É este menino que, 39 anos depois, vai contar o que testemunhou calado: histórias de personagens que se entregaram ao incesto, à vingança e à paixão.

Dois irmãos


A metamorfose, de Franz Kafka

Um dos clássicos da literatura, A metamorfose coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante, o famoso Gregor Samsa, que é transformado em um inseto monstruoso. A partir disso, a história é narrada com um realismo inesperado, associado ao senso de humor ao que é trágico, cruel e grotesco na condição do ser humano. Nesta obra, Franz Kafka firma-se como um mestre inconfundível da ficção universal. Metamorfose, de Franz Kafka


Vidas secas, de Graciliano Ramos

Lançado inicialmente em 1938, Vidas Secas é o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.Vidas secas, de Graciliano Ramos


Romeu e Julieta, de William Shakaespeare

A lista também não poderia deixar de fora um dos principais clássicos da literatura. A trama de Romeu e Julieta, primeira grande tragédia de William Shakespeare, é baseada em fatos ocorridos na própria cidade de Verona. Outros escritores, antes do bardo inglês, criaram enredos inspirados no destino dos dois jovens amantes que viveram um amor proibido de desfecho trágico devido à rivalidade das famílias Montechcchio (de Verona) e Capuleto (de Cremona). Mas nenhuma versão se compara à de Shakespeare que transformou uma história, aparentemente corriqueira em termos literários, numa obra-prima de dimensão universal.

Romeu e Julieta


Hibisco roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Em um romance que mistura autobiografia e ficção, Chimamanda Ngozi Adichie — uma das mais aclamadas escritoras africanas da atualidade — traça, de forma sensível e surpreendente, um panorama social, político e religioso da Nigéria atual.

Hibisco roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie


Precisamos falar sobre Kevin, de Lionel Shriver

Para falar de Kevin Khatchadourian, o autor de uma chacina que matou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos. O escritor arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre Kevin


Éramos seis, de Maria José Dupré

Este é mais um dos clássicos da coleção Vaga-lume. Éramos seis, de Maria José Dupré, retrata a força e a união de uma família para vencer os conflitos e a pobreza, numa mensagem de coragem sempre atual. Publicado em 1943, o romance foi adaptado para o cinema, além da televisão em quatro ocasiões.

Éramos seis, de Maria José Dupré


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Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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