7 livros sobre meio ambiente e sustentabilidade

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Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado na Conferência de Estocolmo, em 1972. Para celebrar a data, pedimos indicações de obras a especialista

A preservação do meio ambiente é uma das principais preocupações mundiais das últimas décadas. O tema começou a ser debatido na Conferência de Estocolmo, na Suécia, em 1972. A partir deste evento, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, para alertar a população sobre os problemas que atingem o planeta e sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

Com a conferência, houve uma mudança na análise do tema e a criação de princípios para orientar a política ambiental no planeta. Entre os pontos discutidos por líderes de 113 países estão apoio à luta contra a poluição, descarte correto de substâncias tóxicas, transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento e eliminação completa das armas de destruição em massa.

Números alarmantes

No entanto, 46 anos após a Conferência de Estocolmo, ainda estamos longe de atingir o patamar ideal de sustentabilidade. Dados divulgados pela Organização Metereológica Mundial (OMM) – agência da ONU responsável por assuntos de clima, tempo e água – mostram que 2017 registrou maior número de danos relacionados a eventos climáticos. Tempestades provocaram desabamentos e mortes em diversos países, como na Inglaterra, Colômbia, Peru e Serra Leoa. As secas severas atingem principalmente os países mais pobres, como a Somália.

Segundo o estudo, entre 2015 e 2016, a taxa de emissões de gases estufa foi a maior registrada. Entre 2013 e 2017, a média de temperatura também foi a maior contabilizada. O relatório mostra que as ondas de calor chegaram a novos limites, passando de 54ºC no Oriente Médio. Por causa do intenso calor, incêndios destruíram partes de florestas no Brasil, Chile, Espanha, Portugal, Itália e Croácia.

Contra a poluição plástica

Com o tema #AcabeComAPoluiçãoPlástica, o Dia Mundial do Meio Ambiente relembra uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde, além de mobilizar a população para combater o lixo marinho. A ONU explica que, caso esse tipo de poluição não seja solucionado, pode haver mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050. São consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas no mundo anualmente.

Para celebrar a data, pedimos indicações de sete livros sobre o assunto ao responsável pela comunicação do Observatório do Clima, que recebe apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Claudio Angelo. Lista inclui obras que ajudam a entender acordos climáticos, como Copenhague, de Sérgio Abranches, e também que utilizam a mudança da temperatura como pano de fundo do enredo, como Meia-Noite e Vinte, de Daniel Galera. Ficou curioso? Veja a lista completa!


Planeta Terra em perigo, de Elizabeth Kolbert

Para o especialista, é “o melhor livro já escrito sobre mudança climática”. Planeta Terra em perigo é uma grande reportagem da jornalista norte-americana Elizabeth Kolbert, no qual ela contrapõe a ciência, o homem e as causas e efeitos na alteração da atmosfera do planeta. Cada capítulo do livro é um diário informal das viagens que a profissional fez em diferentes lugares do mundo, como Holanda, Islândia, Porto Rico e Groenlândia. Escrito no começo do século XXI, o livro permanece atual.

Planeta Terra em perigo, de Elizabeth Kolbert


Caiu do céu, de Mckenzie Funk

Escrito pelo jornalista norte-americano Mckenzie Funk, Caiu do céu também é uma livro reportagem. Após seis anos de apuração, o autor mostra que o aquecimento global favorece vários setores da economia, como exploração de petróleo, aquisição de terras e mercado financeiro. Para escrever o livro, o profissional viajou por diferentes partes do mundo, como Índia, Áustria e Groenlândia. “A prova final de que o capitalismo não se aperta e não se emenda”, diz o especialista Claudio Angelo.

Caiu do céu


Meia-noite e vinte, de Daniel Galera

Neste livro, as alterações climáticas aparecem como cenário da narrativa. Meia-noite e vinte, de Daniel Galera, conta a história de três amigos que se reencontram, em Porto Alegre, em meio a uma forte onda de calor e uma greve de ônibus na cidade. No fim da década de 1990, o grupo havia ficado famoso com a revista digital Orangotango. O autor explora essas vidas acuadas entre promessas não cumpridas e anseios apocalípticos. A obra é um retrato de uma juventude que recebeu um mundo despedaçado e para quem o futuro pode não significar mais nada.

Meia-noite e vinte, Daniel Galera


A estrada, de Cormac McCarthy

Um livro de ficção também pode ajudar a entender melhor sobre o assunto. A estrada, de Cormac McCarthy, retrata um futuro não muito distante, no qual o planeta encontra-se totalmente devastado e os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um pai e seu filho não possuem nada, apenas uns cobertores, um revólver com algumas balas e poucos alimentos. Eles buscam a salvação e tentam fugir do frio. “Uma ficção sufocante, desesperançosa e impossível de largar sobre um futuro distópico”, afirma o integrante do Observatório do Clima.

A estrada


Os senhores do clima, de Tim Flannery

No livro Os senhores do clima, o professor australiano Tim Flannery responde a questionamentos sobre os problemas climáticos que atingem o mundo. O escritor analisa fatos, consequências e exemplifica de modo concreto como a nova perspectiva do clima afeta a nossa vida. A obra foi escrita no início do século XXI, mas mantém a essência do debate científico.

Os Senhores do clima, Tim Flannery


Copenhague antes e depois, de Sérgio Abranches

A Conferência de Copenhague, realizada em 2009, foi considerada um divisor de águas sobre as questões do clima no mundo. O encontro representou a maior reunião sobre mudança climática da história da diplomacia global. Em Copenhague antes e depois, que também é um livro reportagem, o jornalista Sergio Abranches contou os bastidores do encontro e contextualizou a conferência internacional com outros eventos do mundo.

 

Copenhague, antes e depois


A política da mudança climática, de Anthony Giddens

Um dos pensadores sociais mais importantes da atualidade, o sociólogo Anthony Giddens faz uma análise profunda e acessível sobre as consequências catastróficas causadas pelas mudanças do clima. No livro A política da mudança climática, o autor expõe novas propostas e trata do assunto como uma questão política. É uma obra ideal para quem quiser entender os contextos e os detalhes sobre as negociações envolvendo o meio ambiente.

A política da mudança climática


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Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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