Estante indica: A Metade Sombria, de Stephen King

(0 Estrelas - 0 Votos)

Publicado após a imprensa descobrir que King escrevia sob o pseudônimo de Richard Bachman, o livro é continua um sucesso 39 anos após sua publicação

No final dos anos 80, Stephen King já estava com um pouco mais de dez anos de carreira. Seu sucesso era absoluto. Em um período de dez anos a vida do autor mudou, e querendo saber se seus livros faziam sucesso pelo conteúdo ou pelo seu nome, King passou a publicar alguns romances sob o pseudônimo de Richard Bachman. Os livros de Bachman constituem em romances um pouco pesados e cínicos que os publicados com o nome de King. Em 1989, após a imprensa descobrir que, na verdade, Bachman era King, o autor publicou A Metade Sombria como uma interessante resposta. O livro fez um sucesso estrondoso, sendo o segundo livro mais vendido do ano de sua publicação. O livro recebeu uma adaptação cinematográfica em 1993.

No livro conhecemos Thad Beaumont, que há anos vem escrevendo, sob o pseudônimo George Stark, thrillers violentos que pagam as contas da família, mas não são considerados “livros sérios” pelo escritor. Quando um jornalista ameaça expor o segredo, Thad decide abrir o jogo primeiro, e dá um fim público ao pseudônimo.

Beaumont volta a escrever sob o próprio nome, e seu alter ego ameaçador está definitivamente enterrado. Tudo vai bem. Até que uma série de assassinatos tem início, e todas as pistas apontam para Thad. Ele gostaria de poder dizer que é inocente, que não participou dos atos monstruosos acontecendo ao seu redor. Mas a verdade é que George Stark não ficou feliz de ser dispensado tão facilmente, e está de volta para perseguir os responsáveis por sua morte. Criar George Stark foi fácil. Se livrar dele, nem tanto. 

Esgotado no Brasil desde os anos 90, A metade sombria voltou ao mercado como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra, publicado pela Editora Suma.

Ficou interessado nos livros de Bachman? Então confira algumas obras do autor que foram publicadas com o pseudônimo!


A Auto Estrada (1981)

De luto pela morte de seu único filho, desempregado e vendo o casamento desmoronar, George Dawes se agarra à casa em que mora, onda as lembranças da infância e do filho ainda lhe trazem algum conforto. Isso até que sua esposa decide vender o imóvel para uma construtora, que por sua vez pretende demoli-la para a construção de uma autoestrada. Desnorteado e sem nada a perder, Dawes entra em uma loja para comprar duas armas, muita munição e todo tipo de material explosivo disponível. Aí tem início uma implacável jornada cujo foco é destruição das obras da rodovia, sua inimiga declarada. Escrevendo sob o pseudônimo de Richard Bachman, Stephen King faz de A autoestrada um mergulho profundo no luto e na superação. Escrito e publicado pouco depois da morte da mãe do autor, King diz que o livro “tenta encontrar algumas respostas para os mistérios que envolvem as dores humanas”.

O Concorrente (1982)

Em 2025, um homem sem dinheiro para tratar a filha doente tenta a sorte num programa de TV do qual ninguém jamais saiu vivo. Escrevendo sob o pseudônimo de Richard Bachman, King se aventura no terreno da ficção-científica. O livro deu origem ao filme O Sobrevivente (The Running Man), estrelado por Arnold Schwarznegger em 1987.Sob o pseudônimo Richard Bachman, o mestre do terror Stephen King flerta com a ficção científica neste livro, que inspirou filme com Arnold Schwarznegger.

A Maldição (1984)

Advogado bem-sucedido, feliz ao lado da esposa Heidi e da filha adolescente, Bill Halleck desfrutava os prazeres de uma vida sem grandes preocupações. Até o dia em que uma velha cigana se pôs em seu caminho. Ele não conseguiu pisar no freio a tempo. Não conseguiu deter o carro nem as artimanhas do destino e, ao mesmo tempo em que as rodas esmagavam a senhora, sua vida começava a ser destruída. Não, não foi a implacável justiça americana que pôs fim a seus dias felizes. Na verdade, o júri foi muito compreensivo com o bom amigo, e ele não precisou pagar com sua liberdade pela vida da cigana. Mas, na saída do tribunal, assustou-se com o rosto carcomido de um velho, seus olhos profundos, e ouviu de seus lábios gretados uma única frase: mais magro. A partir deste dia, mergulha num pesadelo. Seus 111 quilos começam a diminuir vertiginosamente. De acordo com os médicos, não há nada em seu organismo que possa justificar a súbita perda. Bill Halleck está desaparecendo e, se não conseguir deter o processo, em pouco tempo não será mais do que um feixe de ossos. Começa assim uma busca implacável em que Halleck reúne o pouco que lhe resta de forças e sai à caça de Taduz Lemke. Ele sabe que somente o velho será capaz de mudar seu destino – encontrá-lo é questão de vida ou morte. Abandonado pela esposa e amigos que duvidam de sua sanidade, conta apenas com suas poucas forças e com a ajuda de Richard Ginelle, um gângster perigoso, mas amigo fiel, que se dispõe a tudo para salvá-lo: 111, 98, 71 – Bill tem pouco tempo. Os ponteiros da balança não o deixam se esquecer disso.

Os Justiceiros (1996)

Uma das janelas laterais do furgão começa a baixar. Surge o cano de uma escopeta. Tem uma cor esquisita, não exatamente prata nem cinza. Os canos iguais parecem o símbolo do infinito pintado de negro” – Richard Bachman Tudo parece absolutamentenormal em uma tarde quente de verão como tantas outras em Wentworth, Ohio. No entanto, algo destoa na paisagem rotineira. Um furgão vermelho está parado no alto da ladeira. Não vai demorar muito para que comece a descer. Não vai demorar muito para que a Poplar Street seja coberta de sangue. Em Os justiceiros, a imagem tranquila de uma ruazinha de subúrbio está prestes a se estilhaçar. O pesadelo que tomará conta da rua chegará até uma casa aparentemente comum. Uma casa escura, iluminada apenas pelo brilho da TV ? onde Audrey Wyler e Seth Garin, seu sobrinho autista de oito anos, travam uma luta silenciosa contra um invasor diabólico que está tão próximo quanto sua mente. Ao anoitecer, a Poplar Street não será a mesma. Seus moradores irão descobrir o horror de um mundo novo onde tudo é possível. Um mundo onde os justiceiros estão em ação. Quem são eles? Por que vieram? Até onde pretendem chegar? Será possível detê-los? São perguntas angustiantes. E as respostas serão aterrorizantes.

Comentários

Pedro Silva

Pedro Silva

Pedro é jornalista e pós-graduado em literatura, já trabalhou como crítico e redator de um portal de notícias. Apaixonado por livros e cultura pop.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *