Editora e Sebo Clepsidra: Clássicos do Horror para conhecer

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A editora é especializada em literatura gótica, horror clássico e o lado sombrio do Romantismo

A Editora e Sebo Clepsidra tem como principal objetivo a publicação de clássicos do decadentismo, romantismo, obras do imaginário gótico e estudos literários sobre esses assuntos. 

Tendo como meta o aumento e popularização do horror clássico no Brasil, a editora preza o lançamento de títulos inéditos em edições de luxo e com material de apoio. O lançamento dos livros parte inicialmente de um financiamento coletivo, e conforme as metas são batidas as edições vão sendo incrementadas e após o envio dos exemplares para os apoiadores, os títulos são disponibilizados para o público geral. 

A editora também é membro-fundadora da Coesão Independente, uma associação de dezenas de editoras independentes de diversos segmentos que trabalham em parceria, se fortalecendo, fazendo eventos e trocando experiências literárias.

O Clepsidra possui três lojas físicas, todas localizadas em São Paulo. Além dos livros da editora, as lojas contam com um enorme acervo de livros novos e seminovos, tendo como principal foco a cultura nerd, o terror e HQ’s e mangás. 

Loja 1: Rua Doutor Cesário Mota Júnior, 296, Vila Buarque. São Paulo.

Loja 2: Rua Frederico Abranches, 411, Santa Cecília. São Paulo.

Loja 3: Rua Treze de Maio, 12-48, Centro, Bauru.

Conheça alguns livros da Editora Clepsidra


Varney, o Vampiro ou O Banquete de Sangue (James Malcolm Rymer)

O primeiro volume do penny dreadful Varney, o Vampiro reúne uma tradução inédita dos primeiros 47 capítulos da saga vampírica que influenciou toda a ficção vampírica do século XIX. Varney foi uma grande influência na ficção de vampiros, mais notavelmente influenciou Drácula (1897), de Bram Stoker. Muitos dos elementos das histórias de vampiro, teve origem em Varney: Varney tem dentes afiados, deixa duas perfurações no pescoço de suas vítimas, tem poderes hipnóticos, e tem força sobre-humana. Ao contrário de vampiros ficcionais do século XX, ele é capaz de andar sobre a luz do dia e não tem nenhum medo particular das cruzes ou alho.


O Necromante (Lorenz Flammenberg)

Inspirado pela publicação do romance “O Aparicionista” (1787-1789), de Friedrich Schiller, o prussiano Lorenz Flammenberg (pseudônimo de Karl Friedrich Kahlert) se tornou uma das peças centrais da consolidação do romance gótico alemão com “O Necromante” (1792), espécie de resposta literária aos relatos de invocadores de fantasmas e de quadrilhas armadas que infestavam a Floresta Negra. Traduzida na Inglaterra, a obra foi incluída por Jane Austen na célebre lista de “romances hórridos” recomendados por uma personagem de “Northanger Abbey” e é o primeiro deles a ser lançado em língua portuguesa.


Repique Macabro e outras histórias estranhas (Robert Aickman)

Robert Aickman é considerado o grande esteta das narrativas de horror modernas, ou “strange tales” (histórias estranhas), como o próprio autor denominava a sua arte. Ao longo de três décadas, o escritor britânico desenvolveu uma arrojada abordagem de tramas insólitas, muitas vezes borrando os limites do horror, do weird e do gótico. Embora apresentem elementos consagrados do gênero, como vampiros, feiticeiras, possessões, mortos-vivos e entidades desconhecidas, seus contos também exploram situações mais “banais” na criação de uma atmosfera sufocante de horror: um motorista que se perde na estrada, um pintor atormentado por um encontro sinistro, uma senhora que se descobre em um hotel para insones, a primeira (e aterrorizante) experiência sexual de um rapaz, uma cidade que encobre um segredo macabro. Esta coletânea reúne nove narrativas – inéditas em português – que representam o melhor de uma das produções mais sofisticadas e fascinantes do gênero fantástico no século XX.


Os Fungos de Yuggoth (H.P Lovecraft)

O poema de 36 sonetos de Lovecraft conta a história de uma raça alienígena que habita no último planeta do sistema solar. A edição crítica do ciclo de sonetos traz o melhor da poesia de horror cósmico de H. P. Lovecraft traduzidos por Douglas Cordare, com ilustrações de Jason C. Eckhardt, introdução e notas de David E. Schultz, posfácio de Caio Bezarias e apêndice de Felipe Vale da Silva.


Hinos à Noite (Novalis)

Visionários, enigmáticos e influentes, os “Hinos à Noite” (1800) se destacaram na aurora do Romantismo alemão desafiando convenções estéticas e ampliando possibilidades formais nos estertores do século XVIII. Escritas em uma linguagem polissêmica que preconizava uma nova mitologia da subjetividade, suas seis partes foram recebidas como uma amostra do potencial transcendental do novo movimento que se consolidava e, tão logo passaram a circular, foram lidas como uma espécie de manifesto programático que revelou uma inovadora mescla de versos e prosa poética, revigorou e deu nova direção a importantes motivos poéticos (a Noite, a Melancolia, a Fé, a Morte…), e, por fim, corroeu as fronteiras entre autor e eu-lírico, fazendo de Novalis um protótipo do artista cuja biografia se sublima como expressão de sua obra, e vice-versa.

Pedro Silva

Pedro é jornalista e pós-graduado em literatura, já trabalhou como crítico e redator de um portal de notícias. Apaixonado por livros e cultura pop.

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