Filmes com protagonismo LGBTQIA+ que todo leitor deveria assistir

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Pelas páginas ou através das telas, essas histórias tem o poder de mexer com você!

Nos últimos anos, a representatividade LGBTQIA+ no cinema e na literatura conquistaram um espaço significativo nas telas e em nossas estantes. Essas histórias são importantes pois reafirmam os espaços que as pessoas LGBTQIA+ ocupam na vida real e nas artes. Por isso, selecionamos uma lista de filmes com representatividade que todo leitor deveria assistir!


Versos de um Crime (2014)

Em 1944, os escritores Allen Ginsberg, Lucien Carr e Jack Kerouac estavam em ebulição visando fundar um movimento literário, conhecido como Geração Beat, que iria contra a moral exacerbada e os costumes americanos, com ideias ousadas e que desafiavam seu tempo. Tudo se complica quando David, um professor que foi amante de Lucien é assassinado e os amigos são acusados de ter cometido o crime. O filme é protagonizado por Daniel Radcliffe (Harry Potter), Dane Dehaan (Poder sem Limites) e Michael C. Hall (Dexter).

Para ir além do filme…

Queer, de William S. Borroughs

Embora tenha sido escrito em 1952, Queer só veio a público mais de três décadas depois por causa de sua explícita temática homossexual. Ambientado na Cidade do México do início dos anos 1950, o romance acompanha William Lee – alter ego de William Burroughs e protagonista dos livros Junky e Almoço nu – durante uma crise de abstinência de drogas, que ele tenta superar com álcool e com uma paixão obsessiva pelo ambíguo e indiferente Eugene Allerton. Juntos, os dois partem para a América Latina em busca da ayahuasca, a nova droga do momento. A atmosfera frenética e o ritmo alucinado marcam a narrativa e os monólogos do protagonista, antecipando o estilo visceral que estaria presente em toda a produção literária de Burroughs.


Com Amor, Simon (2018)

Adaptado do livro homônimo de Becky Albertalli, o filme conta a história de um adolescente gay, que tem muito medo de contar a verdade sobre quem ele realmente é, até que ele começa a se corresponder com um menino da mesma escola que também esconde o mesmo segredo. Sem saber a identidade de seu amigo secreto, Simon sai em busca de sua identidade em uma jornada de auto aceitação e descoberta. O elenco do filme conta com Nick Robinson (Tudo e todas as coisas) e Katherine Langford (Os 13 Porquês).

Para ir além do filme…

Com Amor, Simon de Becky Albertalli

A apaixonante história de Simon que conquistou milhares de leitores com uma trama que trata com naturalidade e bom humor a afirmação e os dilemas de um adolescente gay. Agora, a adaptação do romance chega às telas de cinema com Nick Robinson, de Jurassic World, no papel de Simon, e Katherine Langford, protagonista de 13 Reasons Why. Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas – afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada.


Flores Raras (2013)

O filme conta a história de amor entre a poeta inglesa Elizabeth Bishop a arquiteta brasileira Lota Soares. Em busca de algo que a motivação para escrever, a poeta resolve partir para o Rio de Janeiro e passar uns dias na casa de uma colega de faculdade, Mary, que vive com a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares. A princípio Elizabeth e Lota não se dão bem, mas logo se apaixonam uma pela outra. O filme é uma produção brasileira e britânica e conta com as atrizes Glória Pires (Nise) e Miranda Otto (O Senhor dos Anéis).

Para ir além do filme…

Flores Raras e Banalíssimas, de Carmen L. Oliveira

Em dezembro de 1951, Elizabeth Bishop desembarcou no Rio para uma escala de dois dias de uma longa viagem em que buscava um sentido para sua vida. Encontrou Lota de Macedo Soares e ficou 16 anos. Flores raras e banalíssimas conta a história desse amor entre a poeta americana e a esteta brasileira, veemente e dramático, sob o pano de fundo do Brasil dos anos 50 e 60. Talvez por não haver, na história recente, um outro exemplo de casal feminino tão formidável, a dupla biografia de Carmen L. Oliveira vem cativando leitores tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, onde foi publicada pela Rutgers University Press , em tradução de Neil Besner, recebendo dois importantes prêmios literários.


Elvis e Madona (2011)

O longa brasileiro é baseado no livro de Luiz Biajoni e conta a história de uma entregadora de pizza lésbica que topa ajudar um amigo que é travesti, com o tempo, a relação dos dois começa a se enrolar e ambos ficam confusos com seus sentimentos e sua sexualidade. O filme é protagonizado por Igor Coltrin (O Matador) e Simone Spoladore (Magnífica 70).

Para ir além do filme…

Elvis e Madona, de Luis Biajoni

O romance, que tem o bairro de Copacabana como cenário, amplia a experiência do filme homônimo de Marcelo Laffitte e surpreende os leitores com uma improvável e divertida história de amor. Um relato em que a sexualidade e os papéis de gênero são retratados com humor e um olhar crítico que desmonta certezas.


Boy Erased – Uma verdade anulada (2018)

Baseado nas experiências reais e no livro de Garrad Conlay, o filme conta a história de um jovem de família conservadora, que é filho de um pastor e que se submete a um retiro religioso para ”curá-lo” de sua homossexualidade. O filme é um poderoso relato sobre identidade e sobre o perigo das terapias de conversão. O elenco do filme conta com Russel Crowe (Gladiador), Nicole Kidman (Big Little Lies) e Lucas Hedges (Lady Bird).

Para ir além do filme…

Boy Erased – Uma verdade anulada, de Garrad Conlay

Em seu elogiado livro de estreia, Garrard Conley revisita as memórias do doloroso período em que participou de um programa de conversão que prometia “curá-lo” da sua homossexualidade. Garrard — filho de um pastor da igreja Batista, criado em uma cidadezinha conservadora no sul dos Estados Unidos — foi convencido pelos próprios pais a apagar uma parte de si. Em uma tentativa desesperada de agradá-los e de não ser expulso do convívio da família, ele quase se destruiu por completo, mas encontrou forças para buscar sua identidade e hoje é ativista contra as terapias de conversão. Tocante e inspiradora, a história de Garrard é um acerto de contas com o passado, um panorama complexo das relações do autor com a família, com a fé e com a comunidade. O livro é o testemunho dos traumas e das consequências de se tentar aniquilar parte essencial de um ser humano.

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Pedro Silva

Pedro Silva

Pedro é jornalista e pós-graduado em literatura, já trabalhou como crítico e redator de um portal de notícias. Apaixonado por livros e cultura pop.

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