Quer perder o medo de leitura grande?

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Aproveite o momento em casa para ler aquele livro que você não conseguia carregar na bolsa no dia a dia. Veja as nossas indicações!

Quem nunca postergou ler um livro grande, né? Normalmente, deixamos de lado essa leitura por falta de tempo ou por não conseguirmos levar o exemplar na bolsa enquanto usamos o metrô, o ônibus ou o trem no dia a dia. Mas, para aproveitar a quarentena da melhor forma em casa, que tal colocar esses livros em dia?

Selecionamos alguns títulos que você precisa conhecer, desde os clássicos, como Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski, até os mais contemporâneos, como Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie. Confira a lista completa e mergulhe em uma nova leitura!


Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski

Crime e Castigo é um dos principais clássicos da literatura mundial. No livro, um jovem estudante, pobre e desesperado anda pelas ruas de São Petersburgo, na Rússia, até cometer um crime. Ele tentará justificar o ato com uma teoria de que grandes homens, como Napoleão e César, foram assassinos e absolvidos pela História. A partir deste crime, o leitor é levado por uma narrativa labiríntica, que passa por becos, pequenos cômodos e povoados, nos quais os personagens lutam para preservar a dignidade contra as várias formas de tirania.


Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves

No final do século XIX, Kehinde, uma africana idosa, cega e à beira da morte, viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Neste romance, os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens, criando a saga emocionante e verossímil da história de Kehinde. 


Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze.


Guerra e paz, de Liev Tolstói

Um dos maiores clássicos do mundo, Guerra e paz, de Tolstói, acompanha o percurso de cinco famílias aristocráticas russas, entre 1805 e 1820. O autor narra a marcha das tropas napoleônicas e seu impacto brutal sobre a vida dos personagens. Em meio às batalhas, intrigas e bailes, destacam-se figuras inesquecíveis, como os irmãos Nikolai e Natacha Rostóv, do príncipe Andrei Bolkónski e de Pierre Bezúkhov, filho ilegítimo de um conde. Tolstói retrata uma Rússia magistral, imponente e, principalmente, humana.


Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés

Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam.


Graça infinita, de David Foster Wallace

Os Estados Unidos e o Canadá já não existem: eles foram substituídos pela poderosa Onan, a Organização de Nações Norte-Americanas. Uma enorme porção do continente se tornou um depósito de lixo tóxico. Separatistas quebequenses praticam atos terroristas e a contagem dos anos foi vendida às grandes corporações. Graça infinita foi o último grande romance do século XX e teve um impacto duradouro e ainda difícil de ser aferido. Ora cômico, ora doloroso, ele encapsulou uma geração ligada à ironia e ao entretenimento, mas desconectada da imaginação, da solidariedade e da empatia.


Frida – A biografia, de Hayden Herrera

Todo mundo conhece Frida Kahlo, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é quase tão difundida quanto a de Che Guevara. Todo mundo sabe que sofreu um gravíssimo acidente na juventude, que foi casada com o grande muralista Diego Rivera, e que foi amante de Leon Trotsky. Todo mundo sabe que tinha ideias radicais em política e hábitos modernos na vida, que pintava de modo radicalmente pessoal, e que teve uma existência tão tumultuada quanto o século XX em que viveu. O que poucos sabem é que tudo o que quase todo mundo sabe sobre Frida Kahlo está longe de resumir sua vida, ou de revelar a mulher por trás do ícone da arte latino-americana moderna.


It A Coisa, de Stephen King

Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e… do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase 30 anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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