[Resenha] O Iluminado, de Stephen King

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O terceiro livro do Mestre do Horror foi lançado há 44 anos e continua conquistando leitores! Confira nossa resenha!

Algumas histórias são sucessos instantâneos e ficam para sempre com os leitores. Seja nas prateleiras das livrarias, nos filmes ou na televisão, esses clássicos modernos continuam conquistando fãs ao redor do mundo. Esse é o caso de O Iluminado, terceiro romance do escritor norte-americano Stephen King, publicado em 1977.

O livro conta a história de Jack Torrance, um professor que aceita trabalhar como zelador no Hotel Overlook durante o inverno. Ele, sua esposa Wendy e seu filho Danny serão os únicos residentes do majestoso hotel durante um tempo, e tudo que Jack quer é dedicar um tempo à escrita e deixar para trás seus acessos de fúria e a bebedeira.

Conforme o inverno vai ficando mais rigoroso e a sensação de isolamento vai se intensificando, a família começa a entender que o hotel não é o paraíso de calma que eles imaginaram, e que as próprias paredes do lugar parecem exalar uma maldade indescritível. O pequeno Danny é o que mais sente o perigo do lugar, em parte por conta da imensidão do local, mas também por ser dotado de dons inexplicáveis. A cada momento o hotel vai se tornando um ambiente mais hostil, onde os ecos do passado se unem a espíritos malignos em busca de dominar o menino. A ferramenta que eles usam para isso? O pai.

Trabalhando temas como alcoolismo, ócio criativo, relações de poder, traumas do passado, e a pureza das crianças no mundo adulto, o livro é construído com uma atmosfera sufocante e uma tensão crescente, conduzindo o leitor a uma viagem pelos corredores do Hotel Overlook, onde ninguém está a salvo.

O título de clássico moderno não é atribuído ao livro à toa, nele podemos ver um jovem Stephen King, que traz muito de suas experiências pessoais para dentro de Jack Torrance. Os personagens são extremamente verossímeis, e a relação dessa família poderia ser a de qualquer parente ou vizinho nosso. O Iluminado é um livro assustador, mas não somente por causa dos espíritos ou do pai assassino percorrendo o hotel. O que faz o leitor tremer a cada virada de página é a habilidade de King de te fazer acreditar em cada palavra que ele escreve, é ver como os problemas são porta de entrada para acontecimentos cruéis e como o vício pode destruir uma família. É você ter medo de acabar o livro e precisar encarar a silhueta à sua frente sem saber se ela é real ou não.

Confira outros clássicos do autor!


Salem (1975)

Publicado originalmente em 1975 com o título ”A Hora do Vampiro”, Salem é inspirado em o Drácula de Bram Stoker. Segundo livro da carreira de King. Ambientado na cidadezinha de Jerusalem’s Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade. Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem’s Lot – uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga – fugir. Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem’s Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas.


Carrie, a Estranha (1974)

Carrie, a estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.


À Espera de Um Milagre (1996)

Bem-vindos à Penitenciária Cold Mountain, lar de um grupo de assassinos que esperam sua vez de andar pelo corredor da morte rumo à cadeira elétrica. Ambientado nos anos 1930, durante a Depressão da economia americana, em um cenário de desespero, À espera de um milagre traz a história do condenado John Coffey e sua relação com o guarda penitenciário Paul Edgecombe. O guarda já viu muitas coisas bizarras durante a carreira, mas John Coffey – um gigante com mente de criança – é uma das figuras mais estranhas que já conheceu. Acusado de estuprar e matar brutalmente duas garotas, seria o homem a encarnação do mal? Ou algo completamente diferente? O guarda está prestes a descobrir verdades terríveis e assombrosas que desafiarão todas as suas crenças.


A Dança da Morte (1978)

Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas A dança da morte sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King. Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 99% de sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados ? ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus 108 anos de idade, e os piores pesadelos do mal estão incorporados em um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro. Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra, King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com sua complexidade moral, ritmo eletrizante e incrível variedade de personagens, A dança da morte merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.


Você já leu “O Iluminado”?


Pedro Silva

Pedro é jornalista e pós-graduado em literatura, já trabalhou como crítico e redator de um portal de notícias. Apaixonado por livros e cultura pop.

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