50 anos sem a genialidade de Jimi Hendrix

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Considerado como o maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix morreu aos 27 anos no quarto de um hotel na Inglaterra

O cantor, compositor e guitarrista norte-americano Jimi Hendrix nasceu no dia 27 de novembro de 1942 na cidade de Seattle, em Washington. Na adolescência, Hendrix tocou com diversas bandas locais até alistar-se ao exército, indo trabalhar como paraquedista na base militar de Fort Campbell, em Kentuchy. Mas a sua carreira no exército teve curta duração: em menos de um ano, ele teria sido liberado graças a uma fratura no tornozelo. No entanto, no registro médico no exército americano, não há nenhuma informação sobre a dispensa de Hendrix.

Como pesquisadores apontam, o que Jimi Hendrix queria mesmo era tocar. Absorvido de vez pela música, Hendrix montou a sua própria banda em 1966, a Jimmy James and the Blue Flames. Nessa época, ele também conseguiu uma residência no clube “Cafe Wha?” em Nova York. Lá, ele desenvolveu parcerias com artistas como Frank Zappa, que lhe apresentou o “wah-wah”, pedal de efeito sonoro que se tornou marca registrada na música de Hendrix. Em pouco tempo, o guitarrista canhoto se tornaria um dos músicos mais inventivos e influentes de todos os tempos.

No mesmo ano, Jimi Hendrix foi descoberto pelo baixista britânico Chas Chandler, que conseguiu um contrato para Hendrix na Inglaterra e o ajudou a compor uma nova banda, a The Jimi Hendrix Experience. Já em Londres, o artista surgiu na indústria musical britânica como um grande sucesso. Nesse momento, nomes como Eric Clapton, Jeff Beck e até os Beatles viraram fãs do guitarrista. Ao vê-lo em ação, Freddie Mercury tratou logo de estabelecer uma parceria com Hendrix, que resultou na regravação da música “Hey Joe”.

Em 1967, Jimi Hendrix e sua banda, também formada pelos músicos Noel Redding e Mitch Mitchell, lançaram o álbum, “Are You Experienced”, considerado pela revista Rolling Stone como o décimo melhor álbum de todos os tempos. Além disso, Hendrix protagonizou um acontecimento lendário na história do rock: durante uma apresentação no Astoria Theatre, em Londres, o artista ateou fogo em sua guitarra. Essa ação se tornou sua marca registrada e ainda iria se repetir muitas vezes em sua carreira.

Reprodução/Internet

A partir de 1968, as coisas começariam a se tornar mais difíceis para Hendrix. No dia 4 de janeiro, o guitarrista foi preso em Estocolmo, após destruir um quarto de hotel enquanto estava embriagado. Desde então, os ataques de fúria, combinados com o uso excessivo de álcool e drogas, seriam cada vez mais recorrentes em sua vida. Nesse momento, a sua relação com a banda também andava bastante abalada e, no ano seguinte, a
The Jimi Hendrix Experience chegaria ao fim.

O guitarrista ainda chegou a montar uma nova banda em agosto de 1969 para tocar no lendário Festival de Woodstock. Mesmo sem muito ensaios, a Gypsy Suns and Rainbow, formada por Hendrix, Billy Cox, Mitch Mitchell, Larry Lee, Jerry Velez e Juma Sultan, produziu umas das apresentações mais catárticas e inesquecíveis do festival.

Em 1970, Hendrix fez shows em eventos como o “Festival de Inverno para a Paz”, em Nova York, e no Festival da Ilha de Wight. Além disso, o guitarrista embarcou na última turnê de sua carreira, fazendo apresentações turbulentas pela Europa, como a do Festival de Fehmarn, na Alemanha, em que foi recebido pelos fãs com vaias e insultos.

No mesmo ano, o guitarrista iria começar uma nova banda, HELP, formada por Hendrix, Emerson, Keith Greg Lake & Carl Palmer – que depois tornou-se a banda de rock progressivo Emerson, Lake &P Palmer. Mas no dia 18 de setembro de 1970, Jimi Hendrix foi encontrado morto no quarto de hotel de sua namorada, a patinadora alemã Monika Dannemann.

Aos 27 anos, Hendrix morreu asfixiado pelo próprio vômito, após ingerir vinho tinto e nove tipos de sonífero. No entanto, a autópsia nunca obteve muitas conclusões. Para algumas pessoas, como o músico Eric Burdon, com quem Hendrix fez a sua última apresentação dois dias antes de morrer, o guitarrista teria se suicidado. Essa hipótese, no entanto, foi descartada pelo empresário do artista, Michael Jeffery. As versões da história são muitas e, até hoje, a causa da morte de Jimi Hendrix permanece como um mistério.


Jimi Hendrix por Ele Mesmo, Jimi Hendrix

Jimi Hendrix por Ele Mesmo reúne entrevistas, escritos, letras, poemas, diários e até raps improvisados por Jimi Hendrix no palco. A partir de uma pesquisa realizada ao longo de mais de vinte anos por Alan Douglas e Peter Neal, a obra fala sobre a história de Hendrix utilizando as suas próprias palavras e o modo que só ele poderia contar. Assim, o livro vai desde os anos de escolha, à passagem do artista pelo Exército e o seu mergulho na música e na contracultura.


O Som da Revolução: Uma História Cultural do Rock (1965 1969), Rodrigo Merherb

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A Estrada para Woodstock, Michael Lang

Best-seller do New York Times, A Estrada para Woodstock conta a história do festival que aconteceu nos Estados Unidos em 1969 e, em três dias, mudou para sempre a história da música. No livro, Michael Lang revive a mágica presente no evento que tornou-se uma referência cultural norte-americana e mundial, capturando o ambiente, a música e as maquinações dos bastidores do festival.


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O livro de Paolo Hewitt revisita 50 momentos que foram decisivos na história do rock e mudaram a música para sempre. Com um texto dinâmico, o jornalista fala de assuntos que vão desde mistérios por trás de canções à discos icônicos, mortes prematuras e shows memoráveis. Entre os episódios selecionados estão o lançamento do disco “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band”, o Festival de Woodstock e o assassinato de John Lennon.


O Livro dos Mortos do Rock, David Comfort

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Yasmin Lisboa


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Yasmin Lisboa

Yasmin é jornalista e estudante de Cinema. Cantora e colecionadora de discos e livros, é fascinada pela cultura popular brasileira.

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