Conheça 7 livros com temáticas sociais e políticas para jovens

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Por meio das obras, leitores se sentem mais representados nas histórias, criam maior senso crítico e entendem os problemas diários da juventude

Nos últimos anos, a literatura young adult conquistou mais espaço no mercado editoral. Voltado para os “jovens adultos”, esse gênero literário permite maior engajamento dos leitores em assuntos sociais, como racismo, sexualidade, identidade e política. Esses livros fazem com que os jovens se sintam mais representados nas histórias, tenham mais empatia com os personagens, fiquem a par de temas recorrentes na sociedade e criem mais senso crítico.

A literatura young adult pode ainda servir como refúgio para os leitores. Ao ler sobre essas temáticas, eles conseguem entender melhor os problemas da adolescência e juventude, os romances, as descobertas e tudo o que acontece a sua volta. Por isso, selecionamos sete livros com temáticas sociais e políticas para jovens.

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A nossa lista inclui obras que estão bombando atualmente no mundo literário, como O conto da Aia, de Margaret Atwood, que foi adaptado para a série de TV The Handmaid’s Tale, e clássicos que devem ser lidos em qualquer fase da vida, como A revolução dos bichos, de George Orwell. Ficou curioso? Veja a nossa seleção completa!


O conto da Aia, de Margaret Atwood

Neste romance distópico de 1985, Margaret Atwood narra o cotidiano de um futuro apocalíptico, no qual a Nova Inglaterra agora é parte de um movimento totalitário e fundamentalista cristão, que derrubou o governo dos Estados Unidos e assumiu o controle do país. Com o mesmo título original do livro, a série The Handmaid’s Tale recebeu na temporada de premiações de 2018 o Globo de Ouro e o Emmy de melhor série de drama.

O conto da Aia, de Margaret Atwood


O ódio que você semeia, de Angie Thomas

O ódio que você semeia retrata uma história juvenil repleta de choques de realidade. É um livro contra o racismo em tempos tão cruéis e extremos. A obra conta a história de Starr, que aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. O ódio que você semeia, de Angie Thomas


A revolução dos bichos, de George Orwell

A lista também não poderia deixar de fora um dos principais clássicos da literatura mundial. Escrito na Segunda Guerra Mundial, A revolução dos bichos causou desconforto ao satirizar a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. A Revolução dos Bichos, de George Orwell


Mensageira da sorte, de Fernanda Nia

Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em protesto contra a AlCorp, Sam passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. Com uma boa dose de sarcasmo, o livro mostra a dura jornada da personagem para desmascarar o que está deteriorando o sistema da Justiça. Em meio a uma rede de intriga, corrupção e poder, a mensageira da sorte precisará fazer as pazes com o passado e lutar até o fim para que a balança do destino se equilibre outra vez.Mensageira da sorte, de Fernanda Nia


Jogos vorazes, Suzanne Collins

A trilogia Jogos vorazes, de Suzanne Collins, narra a história de uma nação chamada Panem, fundada após o fim da América do Norte. Formada por 12 distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital, sede do governo. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com os ‘Jogos Vorazes’, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de 12 a 18 anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte. Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Jogos vorazes, de Suzanne Collins


Ninguém nasce herói, de Eric Novello

Em um futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pelo centro de São Paulo, sempre atentos para o caso de algum policial aparecer. Outro perigo que precisam enfrentar enquanto tentam viver sua juventude são as milícias urbanas, como a Guarda Branca.Ninguém nasce herói, de Eric Novello


O homem invisível, de H.G. Wells

O homem invisível reúne humor e ficção científica. Os habitantes da pacata Iping têm toda razão de não conseguirem falar sobre outra coisa. O desconhecido que se hospedou na pensão local está sempre coberto da cabeça aos pés, com o rosto inteiramente envolto em bandagens. Ele trouxe um laboratório portátil e um rastro de mistério, que aumenta ainda mais quando crimes começam a acontecer e quando se descobre que o homem é invisível. O clássico de H.G. Wells é uma obra sobre solidão, incompreensão e os laços entre o indivíduo e a humanidade. O homem invisível, de H.G. Wells


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