“A revolução dos bichos”: Clássico ganha as páginas dos quadrinhos

(2.6 Estrelas - 13 Votos)

Livro do escritor inglês George Orwell recebeu adaptação do quadrinista brasileiro Odyr. Conheça ainda outros clássicos em HQs!

Publicado em 1945, em plena Segunda Guerra Mundial, o livro A revolução dos bichos é atemporal e conquista leitores até hoje. Este clássico moderno do escritor inglês George Orwell ganhou as páginas dos quadrinhos, com uma adaptação do quadrinista brasileiro Odyr. A obra, lançada em setembro, reúne ilustrações feitas em tinta acrílica e destaca ainda mais o impacto da narrativa de Orwell.

A revolução dos bichos pode ser definida como uma fábula sobre o poder. No livro, o escritor narra a insurreição dos animais de uma granja contra os seus donos. No entanto, a revolução revela-se em um autoritarismo pior que o dos humanos. A obra faz claras referências contra a ditadura stalinista: Napoleão seria Josef Stálin, ex-primeiro ministro da União Soviética, e o Bola-de-Neve seria Leon Trotsky, um intelectual marxista.

A revolução dos bichos

Sobre os autores

George Orwell é o pseudônimo de Eric Blair. Nascido em 25 de junho de 1903, na cidade de Motihari, na Índia, ele mudou-se aos 5 anos com a mãe e a irmã mais velha para a Inglaterra. Assim como o pai, alistou-se para entrar no serviço público do Império e foi trabalhar na Birmânia, em 1922.

LEIA TAMBÉM: André Diniz e a adaptação de O idiota

Um dos principais cronistas do século XX, Orwell deixou um extenso legado literário, com resenhas, livros de ficção, artigos jornalísticos, críticas literárias e poesias. Além de A revolução dos bichos, o romance distópico 1984 também é um dos seus principais livros. O escritor morreu em Londres, Inglaterra, em 21 de janeiro de 1950.

A vida de um animal é feita de miséria e escravidão: essa é a verdade nua e crua”.

Já o quadrinista Odyr é coautor de graphic novels como Copacabana, em parceria com Lobo, e Guadalupe, com Angélica Freitas. Na adaptação do clássico de Orwell, o artista utilizou textos do próprio livro, com tradução de Heitor Aquino Ferreira.

Outras adaptações

Assim como A revolução dos bichos, outros clássicos já ganharam as páginas das HQs. Um dos mais recentes é Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. O livro de Mário de Andrade, que completa 90 anos em 2018, foi adaptado pelo quadrinista Angelo Abu. Já O idiota, uma das principais obras do escritor russo Fiódor Dostoiévskifoi recontada por meio dos traços de André Diniz.

Quer conhecer outras adaptações? Confira a nossa lista! A seleção reúne ainda outros clássicos, como Crime e castigo, também de Dostoiévski, e Grande sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Veja!


Macunaíma, de Mário de Andrade

Um dos principais clássicos da literatura brasileira, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter recebeu a adaptação do quadrinista Angelo Abu. O livro de Mário de Andrade, que completa 90 anos em 2018, conta a história de um personagem que nasceu à margem do Rio Uraricoera, na Floresta Amazônica, filho do medo e da noite, birrento e com mente ardilosa.Macunaíma, de Mário de Andrade


O idiota, de Fiódor Dostoiévski

Os grandes clássicos da literatura mundial também já receberam adaptação para os quadrinhos, como O idiota, de Fiódor Dostoiévski, pelo quadrinista André Diniz. Este livro do autor russo retrata a vida do jovem Míchkin, que retorna à Rússia após ficar anos internado em um sanatório suíço para tratar sua epilepsia.  O idiota, de Fiódor Dostoiévski?


Grande sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa

Clássico de João Guimarães Rosa, Grande sertão: Veredas mostra as peculiaridades das falas sertanejas. Neste romance, o autor reinventa a língua e eleva o sertão ao contexto da literatura universal, compondo o cenário de uma narrativa lírica e épica, uma lição de luta e valorização do homem. O livro recebeu adaptação pelo quadrinista Eloar Guazzelli Filho. Grande sertão: Veredas


Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida

Publicado inicialmente em 1854, Memórias de um sargento de milícias conta a história de Leonardo, que quando era pequeno só sabia aprontar travessuras e, quando cresceu, tornou-se sargento de milícias. A narrativa da obra de Manuel Antônio de Almeida incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, além de fugir dos padrões românticos daquele período.

Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antonio de Almeida


A revolução dos bichos – coleção Fábulas, de Bill Willingham

Além dos quadrinhos de Odyr, o clássico A revolução dos bichos também já havia sido adaptado por Bill Willingham, na coleção Fábulas. No entanto, na obra, ele faz ainda um paralelo com as histórias da Branca de Neve, os Três Porquinhos e de Cachinhos Dourados. A revolução dos bichos


O cortiço, de Aluísio Azevedo

O Cortiço é um romance naturalista do brasileiro Aluísio Azevedo. Publicado em 1890, o livro denuncia a exploração e as más condições de vida dos moradores das estalagens ou dos cortiços cariocas do final do século XIX. Também é um dos principais clássicos brasileiros.O cortiço, de Aluísio Azevedo


Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski

Esta é uma adaptação da obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Crime e castigo conta a história de um jovem estudante, pobre e desesperado, que perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime. Ele tentará justificar o caso por uma teoria: grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos e pequenos cômodos.Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski


Gostou da lista? Comente e participe! 🙂

Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
Gabriela Mattos

Quer receber dicas semanais de leitura?

Cadastre-se para ficar por dentro das novidades do mundo literário.

Comentários

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Shares