A vez dos bichos na literatura: quando os animais são os protagonistas

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Relembre os animais que conquistaram nosso coração. Considerados as fábulas da modernidade, eles trazem animais como protagonistas de suas histórias e, apesar da natureza diferenciada em relação ao homem, retratam dilemas reais da vida humana. Livros modernos como Marley e eu, de John Grogan, e clássicos como A revolução dos bichos, de George Orwell, conquistaram legiões de leitores. As razões são as mais variadas. Desde os relatos emocionados dos vínculos emotivos entre escritor e seus bichos de estimação às reflexões suscitadas por animais, até então, em teoria, mais irracionais do que os humanos. Surgidas no Oriente e fortalecidas pelo autor grego Esopo, ainda no século VI a.c., as fábulas, precursoras das atuais narrativas com animais, contam histórias nas quais os bichos ganham características humanas. O macaco representa sua esperteza; o leão encarna sua força e a formiga, o trabalho. A linguagem utiliza-se, muitas vezes, da metáfora, da ironia e da emoção. No fim da narrativa, há sempre um desfecho de caráter didático, conhecido pelos leitores de fábulas como moral da história. Monteiro Lobato, de Reinações de Narizinho, Jean de La Fontaine, de Fábulas de Esopo, Hans Christian Andersen, de O Patinho Feio e Lewis Carroll, de Alice no País das Maravilhas, são alguns escritores que ficaram conhecidos por suas narrativas fantásticas com animais. O maior objetivo das fábulas tradicionais, e que não se difere da finalidade das atuais narrativas com animais, é que os bichos tornem-se verdadeiros exemplos de conduta para o ser humano. Por isso mesmo, engana-se quem acha que a os relatos da vida animal são voltados, apenas, para as crianças. Ao explorarem o lado “animal” do homem e o lado “humanizado” dos bichos, as produções literárias que trazem animais no centro de sua narrativa agradam todas as idades. Até mesmo quando são personagens secundários da trama, os bichinhos roubam a cena. É o caso da cadela Baleia, em Vidas Secas, de Graciliano Ramos e do cão Quincas Borba, na obra homônima de Machado de Assis. Alguns grandes autores chegaram a ser discriminados por destacar a perspectiva animal em suas obras, foi o caso do americano Jack London. Ele era conhecido como um escritor menor que fazia “livros sobre cachorros”. London foi o autor mais bem pago dos Estados unidos e o americano mais lido no exterior. Mas foi preciso mais de meio século para que fosse considerado um escritor reconhecido. Para relembrar livros que trouxeram os animais como protagonistas, a Estante Virtual fez uma seleção de títulos. Escolha o seu e boa leitura!

A Viagem do Elefante A Arte de Correr na Chuva Timbuktu A Vida de Pi Maus A Metamorfose
  A Viagem do Elefante José Saramago   A Arte de Correr na Chuva Garth Stein   Timbuktu Paul Auster   A Vida de Pi Yann Martel   Maus Art Spielgman   A Metamorfose Franz Kafka
Dewey, um Gato entre Livros A Marcha do Imperador Flush, Memórias de um Cão O Filósofo e o Lobo O Chamado da Floresta Cachorros do Céu
  Dewey, um gato entre livros Vicki Myron   A Marcha do Imperador Luc Jacquet   Flush, Memórias de um Cão Virginia Woolf   O Filósofo e o Lobo Mark Rowlands   O Chamado da Floresta Jack London   Cachorros do Céu Wilson Bueno    

E você, qual o seu animal favorito da literatura?

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2 thoughts on “A vez dos bichos na literatura: quando os animais são os protagonistas

  • 17.03.2012 em 11:11 am
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    Um dos livros mais bonitos do Carlos Drummond de Andrade se chama “O Marginal Gato Clorindo”. Deveria estar no post porque é item de sebo, livro raro, raríssimo (aí tem até best-seller, meu) – e também por causa do tema. Whatever.

  • 24.02.2011 em 2:58 pm
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    Faltou os livros: Memórias de um Cachorro Velho (1994), Divagações de Sissi (2009) e As Aventuras de Sissi e sua Turma no Futuro (2011).

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