Maurice Druon: O autor que inspirou Game of Thrones

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George R.R. Martin reconhece Maurice Druon como seu herói

Maurice Druon (1918 – 2009) foi membro da Academia Francesa de Letras e, em 1955, começou a escrever a série Os Reis Malditos, composta por sete livros que relatam a história da monarquia francesa. Considerada pela crítica especializada como a mais importante saga histórica de todos os tempos, ela retrata a sucessão dos reis franceses no século XIV.

O primeiro livro, O Rei de Ferro, relata o reinado do rei Felipe IV, também conhecido com O Belo, e sua implacável perseguição à Ordem dos Cavaleiros Templários, na França do século XIV. Segundo bem destacou a galera do Garimpo Literário, a história inicia-se já nos processos finais contra os cavaleiros templários, dos quais haviam sobrevivido apenas alguns representantes da Ordem – agora prisioneiros do rei – entre eles, o grão-mestre Jacques de Molay. A história foi traduzida para mais de 30 línguas e ganhou duas adaptações para televisão francesa: em 1972 e em 2005.

Com sua narrativa envolvente, Druon mescla fatos históricos e ficcionais, dando-nos, assim, uma verdadeira aula de história medieval. Podemos conhecer muito bem os costumes, a política, a influência da Igreja e as conspirações que havia dentro do império francês. Não é à toa que George R.R. Martin considera a coleção como a “original Guerra dos Tronos”. Em texto para o The Guardian, o autor ressalta a maestria de Maurice Druon e lamenta não ter tido a chance de conhecê-lo em vida. Ele ainda relata a dificuldade de encontrar as edições novas traduzidas e, por isso, tem investido na reimpressão para trazer Os Reis Malditos de volta aos catálogos. Aqui no Brasil a série é publicada pela Editora Bertrand Brasil.

Além das sete obras, Druon ainda é muito conhecido pelo seu único livro infantil, o clássico O menino do dedo verde. Segundo Dom Marcos Barbosa, tradutor do livro para o português, “a obra não transcende apenas as fronteiras dos países, mas também as fronteiras das idades.” Confira algumas de suas obras no acervo da Estante Virtual!


O rei de ferro (volume 1 de Os Reis Malditos), de Maurice Druon

Depois da descoberta do romance histórico, muito bem representado por Alexandre Dumas, muitos foram os escritores que tentaram, com maior ou menor êxito, trilhar os caminhos desvendados pelo mestre, aproveitando as preferências manifestadas pelo público por esse tipo de literatura. Entretanto, Maurice Druon conseguiu realizar o almejado sonho de apresentar a verdade histórica com todas as características de grande obra de ficção literária, utilizando para tanto uma equipe de renomados romancistas, cenaristas e historiadores. Maurice Druon conta majestosamente a história do Rei Felipe, O Belo, na França do século XIV.

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O que caracteriza os homens fortes não é o fato de ignorarem as hesitações e as dúvidas que são próprias à natureza humana, mas somente o fato de poderem superá-las mais rapidamente.


A rainha estrangulada (volume 2 de Os Reis Malditos), de Maurice Druon

Este capítulo começa em novembro de 1314, com a morte de Felipe, o Belo. Dois grupos preparam-se para se enfrentar pela posse do poder: de um lado, o clã do baronato, conduzido por Carlos de Valois, irmão do rei; e, de outro, o partido da alta administração, dirigido por Enguerrand de Marigny, coadjutor do finado.

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Os venenos da coroa (volume 3 de Os Reis Malditos), de Maurice Druon

O novo monarca, Luís X, o Cabeçudo, livre da esposa adúltera, não tem outros pensamentos senão seu novo casamento, dessa vez com Clemência de Hungria. Preparadas as núpcias e a recepção da noiva na França, Luís X será capaz de adiar, em pleno campo de batalha, um confronto armado entre o maior exército jamais visto na França e os rebeldes flamengos, muitos dos quais ele prometia exterminar. Passional e imaturo, o rei não sabia que viria a se apaixonar por uma jovem princesa pura, cujo coração e pensamentos voltavam-se para a justiça, a paz, o espírito e a felicidade de seus súditos.

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A lei dos varões (volume 4 de Os Reis Malditos), de Maurice Druon

França, 1316. Após o enterro do impopular Luís X, supostamente morto por envenenamento, o país embarca em um conflituoso processo de sucessão: pela primeira vez um rei francês morre sem deixar um herdeiro homem. Conforme regem as normas, o trono deve ser preenchido pela filha do casamento com Margarida de Bolonha – uma menina de cinco anos acusada de ser fruto de uma relação extraconjugal – ou pela criança que ainda ocupa o ventre de sua segunda mulher, Clemência de Hungria. No entanto, uma violenta sede pelo poder fará com que essa tradição seja rompida.

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A loba de França (volume 5 de Os Reis Malditos), de Maurice Druo

Aqui tem início um período repleto de complôs e reviravoltas: uma fuga da torre de Londres, a corte dos papas em Avinhão, um assassinato perpetrado a um soberano, o cruel plano de vingança conduzido por uma rainha francesa da Inglaterra para destronar seu marido. Parece que Izabel, filha do Rei de Ferro e irmã de Carlos IV de França, transportou para o outro lado do Canal da Mancha a maldição dos Templários.

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A flor-de-lis e o leão (volume 6 de Os Reis Malditos), de Maurice Druon

Inglaterra, janeiro de 1328. Com a morte de Carlos IV, o Belo, chega ao fim a dinastia dos Capetos. Em seu lugar, surge o ramo Valois. O Leão, Robert d’Artois, o gigante implacável, dominará o cenário europeu, manipulará a nobreza para que a coroa seja concedida a Felipe de Valois e fará de tudo – falsificar, subornar, matar – para recuperar o condado d’Artois. Sem pátria ou títulos, perambulará pelas estradas de Flandres até ressurgir na Inglaterra, para assumir o comando de um exército e lançar a semente da Guerra dos Cem Anos.

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Quando um rei perde a França (volume 7 de Os Reus Malditos), de Maurice Druon

França, meados do século XIV. Em pleno reinado de João II, a França está em crise – os clãs e as facções disputam o país, a Inglaterra reivindica o reino, a inflação está galopante, os impostos tornaram-se abusivos, a Igreja atravessa uma crise moral e dogmática, a peste assola o país e o rei acumula uma infinidade de erros. Este volume ilumina a famosa afirmação dos irmãos Goncourt: “A História é um romance que aconteceu”.

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O menino do dedo verde, de Maurice Druon

Era uma vez Tistu, um menino diferente de todo mundo. Com uma vidinha inteiramente sua, o pequeno de olhos azuis e cabelos loiros deixava impressões digitais que suscitavam o reverdecimento e a alegria. As proezas de seu dedo verde eram originais e um segredo entre ele e o velho jardineiro, Bigode, para quem seu polegar era invisível e seu talento, oculto, um dom do céu. O final surpreendente e singelo. Esta obra tornou-se um clássico da literatura para crianças e jovens em todo o mundo e permanece atual há três décadas, sendo adotado em escolas do Ensino Fundamental de todo o planeta todos os anos. O menino do dedo verde trata de questões relacionadas com os conceitos de convívio social, ética e cidadania; e foi pioneira ao abordar o tema ecologia.

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Natália Figueiredo

Jornalista Multimídia em Estante Virtual
Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, é editora do Estante Blog e mantém o blog de viagens Nat no Mundo.
Natália Figueiredo

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