5 livros ambientados em São Paulo

(0 Estrelas - 0 Votos)

Histórias para visitar São Paulo sem sair da poltrona

Na semana de aniversário da maior cidade da América Latina, o Estante Blog convida você a conhecer cinco obras ambientadas na pauliceia desvairada que vão fazer você se sentir imerso na terra da garoa. Confira.

O último mamífero do Martinelli, de Marcos Rey

Um perseguido político se esconde no o primeiro arranha-céu de São Paulo, o Edifício Martinelli, na época, fechado para reformas. Acuado, o fugitivo passa o tempo inventando histórias a partir dos objetos que encontra, até que realidade e ficção se misturam.

Veja o livro
Veja o livro

 

Brás, Bexiga e Barra Funda, de Antônio de Alcântara Machado

Os contos contidos na obra refletem a integração do imigrante italiano em São Paulo. Escritos em linguagem peculiar, eles são marcados pelo vocabulário ítalo-brasileiro, com registros históricos da cidade na década de 1930. Uma viagem no tempo, um reencontro com Arouche, com a Rua Barão de Itapetininga, com o Brás, o Bexiga, a Lapa e o centro da velha São Paulo, já grande e dinâmica, mas ainda sem violência e sem medo, ainda romântica, ainda da garoa.

Veja o livro
Veja o livro

 

O Sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho

Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI. O romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados – e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Caberá ao narrador transitar de um pavilhão japonês no bairro do Paraíso a um cybercafé na Tóquio pós-moderna, das fazendas do interior de São Paulo aos campos de batalha da guerra no Pacífico. Tudo para contar uma trama cheia de reviravoltas envolvendo um soldado, um primo do imperador e um escritor famoso.

Veja o livro
Veja o livro

 

As meninas, de Lygia Fagundes Telles

Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, linda como uma modelo, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso. As meninas apresenta essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas.

Veja o livro
Veja o livro

 

Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão

Romance apocalíptico, no sentido de contar uma história do fim dos tempos, Não verás país nenhum desenrola-se em São Paulo num futuro não determinado, mas cada vez mais presente. Uma época terrível, onde “O lixo forma setenta e sete colinas que ondulam, habitadas, todas. E o sol, violento demais, corrói e apodrece a carne em poucas horas”; onde a carência de água impõe a reciclagem da urina, bebida pelas pessoas. A administração do país chegou ao caos. Governantes medíocres, cada vez mais afastados do povo, interessados apenas em vantagens pessoais, uma polícia corrupta e assustadora. No meio desse mundo sombrio, uma história de amor, na qual o autor sugere que nem tudo está perdido, pelo menos enquanto houver esperança e gestos de generosidade.

Veja o livro
Veja o livro

 

Que autor mais representa o espírito de São Paulo? Deixe sua opinião e participe da conversa.

Comentários

Rodrigo Espírito Santo

Rodrigo Espírito Santo

Mestre em Comunicação Social, MBA em Comunicação Corporativa, Pós-graduado em roteiro de audio visual. Mais de 15 anos de experiência em comunicação empresarial, endomarketing, redação publicitária, jornalística e de conteúdo para redes sociais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *