Jabuti 2018: Conheça os principais livros finalistas do prêmio

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A mais tradicional premiação de literatura brasileira comemora 60 anos. Nesta edição, o vencedor da categoria Livro do Ano ganha R$ 100 mil

Principal premiação da literatura brasileira, o Prêmio Jabuti completa 60 anos em 2018. Na edição deste ano, há quatro grandes eixos (Literatura, Ensaios, Livro e Inovação) com dez finalistas em 18 categorias, como Conto, Romance, Crônica e Humanidades. Na cerimônia de premiação, no dia 8 de novembro, cada vencedor ganhará R$ 5 mil, enquanto o autor do Livro do Ano levará R$ 100 mil.

Entre os destaques da lista de finalistas, divulgada nesta quinta-feira (4) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), estão a escritora Djamila Ribeiro, com o título O que é lugar de fala?; o renomado João Anzanello Carrascoza, que publicou o livro Catálogo de perdas com a sua mulher, Juliana Carrascoza; o quadrinista Marcelo D’Salete, com Angola Janga, e o jornalista Artur Xexéo, com Hebe, a biografia.

Jabuti ao longo do tempo

Desde a criação, em 1958, o Prêmio Jabuti já passou por diversas reformulações, como o número de categorias. Enquanto o primeiro ano registrou apenas seis autores vencedores, no ano passado houve 28. O valor da premiação também sofreu mudanças ao longo do tempo. Em 2017, por exemplo, os ganhadores do Livro do Ano de Ficção e o do Livro do Ano – Não Ficção receberam R$ 35 mil cada.

E você sabe quais são os escritores mais premiados da história do Jabuti? Na categoria Romance e Ficção, são Milton Hatoum, Silviano Santiago e Jorge Amado. Na de Não Ficção estão Laurentino Gomes, Ruy Castro e Caco Barcellos. Já na de Contos e Crônicas, são Dalton Trevisan, Rubem Fonseca e Lygia Fagundes Telles.

A cerimônia deste ano homenageará o poeta amazonense Thiago de Mello, que foi reconhecido pelo conjunto de sua obra com prêmio “Personalidade Literária”. Para você ficar por dentro do Jabuti 2018, selecionamos 13 dos principais livros indicados. Confira a lista completa e boa leitura!


Catálogo de perdas, de João Anzanello Carrascoza e Juliana Carrascoza

Catálogo de perdas apresenta narrativas diversas sobre perdas escritas por João Anzanello Carrascoza e fotografadas por sua mulher, Juliana Monteiro Carrascoza. O livro entrelaça duas linhas de força: a escrita da palavra e a escrita da luz, o conto literário e a arte visual, a ficção e a fotografia. Uma coletânea sobre perdas definitivas, jamais esquecidas, mas que resulta em um ganho humano para o leitor. Esta obra concorre na categoria de Contos. Catálogo de perdas, de João Anzanello Carrascoza


Angola Janga, de Marcelo D’Salete

Apesar do nome, Macaco, a capital da cidade, tinha uma população equivalente a das maiores cidades do Brasil da época. Formada no século XVI, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Tornou-se o grande alvo do ódio dos colonizadores e um símbolo de liberdade para os escravizados. Seu maior líder, Zumbi, virou lenda e inspirou a criação do Dia da Consciência Negra. Angola Janga concorre na categoria de Histórias em Quadrinhos.Angola Janga, de Marcelo D'Salete


Prisioneiras, de Drauzio Varella

Indicado na categoria Humanidades, Prisioneiras é o último livro da trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro. Na obra, Drauzio Varella rememora os últimos 11 anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, que abriga mais de duas mil detentas. Desde a dinâmica dos atendimentos e a escassez de visitas até os relacionamentos entre as presas, fica nítido que a realidade das prisões escapa ao imaginário de quem vive fora delas.

Prisioneiras, de Drauzio Varella


O que é lugar de fala?, de Djamila Ribeiro

O conceito de lugar de fala se faz importante para desestabilizar as normas vigentes e trazer a importância de se pensar no rompimento de uma voz única com o objetivo de propiciar uma multiplicidade de vozes. Indicado na categoria Humanidades, O que é lugar de fala? aborda, pela perspectiva do feminismo negro, a urgência pela quebra dos silêncios instituídos explicando didaticamente o que é conceito ao mesmo tempo em que traz ao conhecimento do público produções intelectuais de mulheres negras ao longo da história. O que é lugar de fala?, de Djamila Ribeiro


Lima Barreto: Triste visionário, de Lilia M. Schwarcz

Vencedor do Prêmio APCA de 2017, o livro Lima Barreto: Triste visionário, de Lilia M. Schawarcz, está concorrendo na categoria Biografia. A autora investiga as origens, a trajetória e o destino do escritor carioca sob a ótica racial no Rio de Janeiro. A obra é ilustrada com fotos, manuscritos e outros documentos originais. A biografia presta um tributo essencial a um dos maiores prosadores da língua portuguesa de todos os tempos. 
Lima Barreto: Triste visionário, de Lilia M. Schwarcz


A cor de Coraline, de Alexandre Rampazo

Os livros infantojuvenis também não ficaram de fora do Prêmio Jabuti 2018. Em A cor de Coraline, o ilustrador, designer gráfico e escritor Alexandre Rampazo passeia pelas inúmeras possibilidades contidas em uma caixa de lápis de cor e na imaginação infantil a partir da pergunta de um colega para a pequena Coraline. Com texto bem-humorado e ilustrações, a obra aborda o tema da diversidade de forma lúdica para os pequenos.

A cor de Coraline, de Alexandre Rampuzo


Dicionário da história da África, de Nei Lopes e José Rivair Macedo

Este livro também foi indicado na categoria Humanidades. Dicionário da história da África tem a própria África como centro e sujeito dos acontecimentos, procurando fugir das abordagens convencionais. Além dos mais de 1.200 verbetes, esta obra traz uma síntese cronológica, contextualizando os principais acontecimentos no continente africano entre os séculos VII e XVI e extensa bibliografia relacionada.Dicionário de História da África, de Nei Lopes e José Revair Macedo


Não está mais aqui quem falou, de Noemi Jaffe

Em Não está mais aqui quem falou, Noemi Jaffe reúne fragmentos variados na forma, estilo e temática. Os trechos são o resultado da forma particular e sensível com que a autora observa o mundo. Jaffe mobiliza um repertório rico e original no qual as fronteiras entre ficção e realidade se apagam sutilmente. Literatura e linguagem, ficção e história compõem este livro, que está concorrendo na categoria Crônicas.Não está mais aqui quem falou, de Noemi Jaffe


Hebe, a biografia, de Artur Xexéo

O escritor Artur Xexéo foi indicado na categoria Biografias com o livro Hebe, a biografia. No livro, o jornalista dedica-se a contar toda a trajetória da cantora e apresentadora que marcou a história do rádio e da televisão no Brasil. Com depoimentos de artistas que acompanharam de perto a carreira de Hebe e relatos dos familiares da apresentadora, este livro vai encantar tanto aos fãs dessa mulher que deixou sua marca na TV brasileira e os aficionados pela história da televisão e do rádio.Hebe, a biografia, de Artur Xexéo


Amizade é também amor, de Fabrício Carpinejar

Indicado na categoria de Crônicas, Amizade é também amor reúne 122 textos, que combinam reflexões de companheirismo e humor do cotidiano com lembranças da infância e um ou outro conselho sobre convivência. Na obra, Fabrício Carpinejar fala de amizade, em seu já conhecido estilo espirituoso. Amizade é também amor, de Fabrício Carpinejar


Mensur, de Rafael Coutinho

Neste livro, indicado na categoria Histórias em Quadrinhos, Rafael Coutinho conta a história do Gringo, um andarilho que percorre cidades brasileiras em busca de bicos e trabalhos manuais. No entanto, ele é também um dos últimos praticantes do mensur, uma luta de espadas surgida na Alemanha do século XV entre estudantes universitários. Enquanto isso, um caso amoroso pode colocá-lo em conflito com seu passado. Mensur, de Rafael Coutinho


D. Leopoldina – A história não contada, de Paulo Rezzutti

Conhecida como o vértice frágil do mais célebre triângulo amoroso da história do Brasil, Maria Leopoldina sofreu diante do escândalo que foi o relacionamento do marido com Domitila de Castro, a futura marquesa de Santos. No entanto, a sua trajetória revela-se muito mais do que a mulher traída à luz do dia. Este livro de Paulo Rezzutti também está na lista de indicados do Jabuti, na categoria Biografias.D. Leopoldina, a história não contada


Holandeses, de André Toral

Este livro também é um dos finalistas da categoria História em Categorias. Holandeses retrata o cotidiano de dois irmãos judeus que vêm ao Brasil na época da invasão holandesa no Brasil do século XVII. Um deles vem para enriquecer no comércio de escravos, enquanto o outro vem seduzido pelo mito de que haveria uma tribo perdida de Israel vivendo entre os índios brasileiros. Holandeses, de André Toral


O que achou dos indicados? Comente e participe! 🙂

Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
Gabriela Mattos
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Comentários

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

Um comentário em “Jabuti 2018: Conheça os principais livros finalistas do prêmio

  • 08.10.2018 a 12:10 pm
    Permalink

    Por que não entrou na lusta o ilustre cientusta e autor Luiz Eduardo Anelli, com 4 indicações neste Jabuti para o seu livro O Brasil dos Dinossauros?

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