Edgar Allan Poe, o mago do terror

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Edgar Allan Poe foi o pioneiro no gênero de Romance Policial.

Edgar Allan Poe encontrou na sua escrita a única possibilidade de permanecer vivo. Órfão de mãe e abandonado pelo pai, alcoólatra, indisciplinado e obcecado por temas mórbidos, Poe viveu toda a sua vida como se fosse uma grande tortura. Nascido em Boston em 19 de janeiro de 1809, foi acolhido por uma família com boas condições financeiras em Baltimore, nos Estados Unidos.

Desde a infância Poe já demonstrava talento e amor pela literatura. Por ter sido adotado por uma família com um significativo poder aquisitivo, o autor teve acesso aos melhores professores de sua cidade. Ao ingressar na Universidade da Virgínia no curso de Línguas românticas, antigas e modernas, logo destacou-se por sua criatividade e bom desempenho. No entanto, tinha um comportamento indisciplinado e inquieto, além de passar a maior parte do seu tempo envolvido com mulheres e bebidas.

Literatura, bebidas e mau comportamento

Mais tarde, Poe acabou abandonando a Universidade para entrar de vez no ramo da escrita. Sua obra de estreia foi uma coleção de poemas, chamada Tomerlane and Other Poems, lançada em 1827. Dois anos depois, entrou para a carreira militar, mas foi expulso por indisciplina – a mesma razão que o fez ser expulso de inúmeros empregos. Por ter falhado nas Forças Armadas, perdeu a mesada que recebia de seus pais adotivos, levando-o a viver apenas de seus escritos.

Sem lugar para viver, Edgar Allan Poe foi morar com a uma tia, que era viúva e vivia apenas com sua filha de 13 anos, chamada Virgínia Clemm. Em segredo, Poe casou-se com sua prima em 1836. Demitido de mais um emprego por desordem – desta vez como editor de uma revista – Poe se viu sem dinheiro e precisando trabalhar por conta própria. Por um tempo, conseguiu manter ele e sua esposa com os prêmios que ganhava em concursos de poesia e contos. Quando sua esposa adoeceu gravemente, o autor não conseguiu mais produzir em sua escrita e afundou-se no alcoolismo.

Um dos autores norte-americanos mais consagrados no mundo

Após a morte de Virgínia, Poe – que é visto como o mago dos contos de terror – escreveu pouco e faleceu no dia 7 de outubro de 1849, após ter sido encontrado na rua, largado, com roupas que não eram suas e em estado de completo delírio. Até hoje, a causa de sua morte não foi apurada. Entre as possíveis causas estão diabetes, sífilis, raiva, e doenças cerebrais raras.

Para muitos críticos e autores consagrados, como Machado de Assis e Charles Baudelaire, Edgar Allan Poe foi o criador do gênero de Romance Policial. Suas obras possuem um apelo mórbido, envolto em um ambiente de tortura psicológica – características que tornaram o autor um marco para a literatura norte-americana – influenciando diversas gerações de escritores. De acordo com especialistas, sua obra faz parte do movimento gótico e do romantismo sombrio. Segundo Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, “cada um dos enredos de detetive de Poe é uma raiz da qual toda a literatura se desenvolveu”, disse o escritor.  Poe é lembrado até hoje como um autor atormentado em vida, mas genial em sua arte. Para este mago do terror, não existia “nada mais romântico do que um poema escrito sobre a morte.”

Confira as suas obras!


Edgar Allan Poe – o mago do terror, de Jeanette Rozsas

O mago do terror é a biografia de um dos maiores inovadores e, até hoje, um dos mais intrigantes autores da literatura mundial. Os leitores vão conhecê-lo mais a fundo e se emocionar com o misto de tragédia e glória desse homem, condenado a ser escritor.

Edgar Allan Poe - o mago do terror, de Jeanette Rozsas


Os assassinatos da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe

Conta a história de dois brutais assassinatos de mulheres na Rua Morgue, em Paris, casos que parecem insolúveis até que o detetive C. Auguste Dupin assume o caso. Utilizando sua incrível capacidade de notar os mínimos detalhes, assim como Sherlock Holmes, o detetive Dupin começa a desvender este grande mistério.
Assassinatos na Rua Morgue


Histórias extraordinárias, de Edgar Allan Poe

Esta obra traz uma seleção dos dezoito melhores contos de Edgar Allan Poe, considerado o inventor do gênero policial.

Histórias extraordinárias


Contos de imaginação e mistério, de Edgar Allan Poe

Em 1919 a editora londrina George G. Harrap & Co. lançou uma antologia de contos de Edgar Allan Poe, que aquela altura já era reconhecido como o pai das histórias de suspense e mistério. A edição, porém, não se limitava a reproduzir as narrativas. Com posfácio de Charles Baudelaire, primeiro tradutor de Poe para o francês e a reconhecer a genialidade do escritor norte-americano.

Contos de imaginação e mistério


O corvo e suas traduções, de Edgar Allan Poe

O que pode haver de tão inspirador num poema para ser traduzido para tantas línguas, por alguns dos maiores tradutores, críticos e escritores do mundo? Charles Baudelaire, Stéphane Mallarmé, Machado de Assis e Fernando Pessoa são apenas alguns desses nomes.

O corvo e suas traduções


O gato preto e outras histórias, de Edgar Allan Poe

Esta edição reúne sete histórias repletas de terror psicológico do autor Edgar Allan Poe. Em O gato preto, um homem de natureza extremamente sensível e delicada, esposo exemplar e especialmente afeiçoado aos animais, narra as trajetória de sua própria destruição. Em A queda da casa de Usher, um dos contos mais célebres de Poe, tem como característica fundamental o extraordinário clima sufocante e decadente. Já em O poço e o pêndulo temos um relato quase insuportável de uma sequência de tortura, que faz o próprio leitor se sentir torturado com o clima de suspense que aumenta a casa passo.

O gato preto e outras histórias


O mistério de Marie Rogêt, de Edgar Allan Poe

À primeira vista, O mistério de Marie Rogêt apresenta um crime de fácil solução…mas será mesmo tão óbvio assim? Escrito em 1842, foi o primeiro conto policial a ser baseado em um crime real.

O mistério de Marie Rogêt


Qual é o seu livro preferido de Edgar Allan Poe


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Thayane Maria

Thayane Maria

Redatora em Estante Virtual
Thayane Maria, jornalista e cinéfila. Além de escrever para o Estante Blog, também mantém os seus blogs pessoais no Medium e no Wordpress: @Msmidnightlover e Missmidnightlover. Vive em eterna busca pelo excêntrico.
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Thayane Maria, jornalista e cinéfila. Além de escrever para o Estante Blog, também mantém os seus blogs pessoais no Medium e no Wordpress: @Msmidnightlover e Missmidnightlover. Vive em eterna busca pelo excêntrico.

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