Coleção Vaga-Lume: a curiosa história de um sucesso nostálgico

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Livros ultrapassam gerações e fazem sucesso com o público infantojuvenil. Veja a nossa lista completa

A série Vaga-Lume, voltada para o público infantojuvenil, foi lançada pela editora Ática nos anos 70, e marcou os primeiros passos de muitos brasileiros no amor pela leitura. A estimativa é de que a obra A ilha perdida, de Maria José Dupré, tenha ultrapassado a marca de 2,2 milhões de exemplares vendidos.

Quem passou pelos bancos escolares brasileiros nos anos 70, 80 e 90 tem ao menos um título da série para lembrar com carinho. Um dos motivos para o sucesso da coleção é o baixo preço dos seus exemplares. Altas tiragens permitiam preços muito competitivos, o que facilitou a adoção escolar e a grande procura em livrarias.

“Os Suplementos de Trabalho”, que vinham anexados aos livros e traziam atividades didáticas ligadas à obra, foram outro fator determinante para a boa aceitação no sistema educacional. Na Estante Virtual, pelo menos um exemplar da coleção entra todo mês na lista dos mais vendidos. Conheça algumas das obras!


A ilha perdida, de Maria José Dupré

A ilha perdida, de Maria José Dupré, é um dos clássicos da literatura infantil. O livro conta a história dos amigos Eduardo e Henrique, que resolvem explorar uma misteriosa ilha e descobrir se as histórias que ouvem sobre o lugar são reais. A dupla envolve-se em uma grande aventura, na qual um velho sábio ensina o respeito e o amor à natureza.

A ilha perdida


O escaravelho do diabo, de Lúcia Machado de Almeida

No começo, a coleção era composta por obras consagradas de autores famosos. Um dos maiores sucessos, O escaravelho do diabo, de Lúcia Machado de Almeida, foi lançado, em 1956, como um folhetim da revista O Cruzeiro. O livro retrata o dia a dia de uma cidade do interior, que começa a registrar uma série de assassinatos. As vítimas dos crimes têm dois traços em comum: são ruivas e, antes de morrer, receberam um escaravelho.

O escaravelho do diabo


O mistério do cinco estrelas, de Marcos Rey

Sob o pseudônimo Marcos Rey, o escritor Edmundo Nonato escreveu O mistério do cinco estrelas em dois meses, no ano de 1981. O autor ficou chocado quando soube a tiragem pretendida para o lançamento: 120 mil cópias. A aposta foi certeira: mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos.  Atualmente, os mais de 15 livros lançados por Marcos Rey estão fora da Coleção Vaga-Lume, mas alguns deles você encontrará na Estante Virtual. O mistério do cinco estrelas


Meninos sem pátria, de Luiz Puntel

Meninos sem pátria, de Luiz Puntel, conta a história dos filhos de um jornalista perseguido por questões políticas. Marcão e Ricardo foram forçados a viver no exílio, em plena adolescência. Juntamente com o pai e a mãe, deixam o Brasil escondidos, seguindo para o Chile e, depois, para a França. Na Europa, Marcão faz grandes amizades e aparecem os amores, como a encantadora francesinha Claire. Mas o rapaz sabe que é tudo provisório.


Éramos seis, de Maria José Dupré

Este é mais um dos clássicos da coleção Vaga-lume. Éramos seis, de Maria José Dupré, retrata a força e a união de uma família para vencer os conflitos e a pobreza, numa mensagem de coragem sempre atual. Publicado em 1943, o romance foi adaptado para o cinema, além da televisão em quatro ocasiões.


A árvore que dava dinheiro, de Domingos Pellegrini

A árvore que dava dinheiro, lançado em 1981, tornou-se um clássico da literatura jovem. Numa história de muito humor e ação, temos valores, informação econômica, educação financeira e lições de vida. Dinheiro traz felicidade? É possível felicidade sem dinheiro?

A árvore que dava dinheiro, de Domingos Pellegrini


Qual é o seu livro favorito da Coleção Vaga-Lume?

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Comentários

Rodrigo Espírito Santo

Colaborador em Estante Virtual
Mestre em Comunicação Social, MBA em Comunicação Corporativa, Pós-graduado em roteiro de audio visual. Mais de 15 anos de experiência em comunicação empresarial, endomarketing, redação publicitária, jornalística e de conteúdo para redes sociais.
Rodrigo Espírito Santo

Rodrigo Espírito Santo

Mestre em Comunicação Social, MBA em Comunicação Corporativa, Pós-graduado em roteiro de audio visual. Mais de 15 anos de experiência em comunicação empresarial, endomarketing, redação publicitária, jornalística e de conteúdo para redes sociais.

24 comentários em “Coleção Vaga-Lume: a curiosa história de um sucesso nostálgico

  • 09.07.2019 a 10:54 pm
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    Alguém lembra de uns livros interativos bem antigos, toda vez que vc ia ler o final mudava, dependendo das suas escolhas ou na sorte jogando um dado?
    eu achava que era da vaga-lume, mas já procurei e não encontro

  • 15.04.2016 a 10:44 pm
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    O Menino de Asas

  • 15.04.2016 a 9:40 pm
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    O Rapto do Garoto de Ouro 🙂

  • 12.01.2016 a 11:16 pm
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    Eramos seis , e o primeiro que li. O cachorrinho Simba

  • 16.10.2015 a 10:34 pm
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    Não tenho um livro preferido, porque gostei de vários, inclusive relendo-os muitasvezes. A Ilha Perdida, Sozinha no Mundo, O Mistério do Cinco estrelas, Éramos Seis, O Escaravelho do Diabo – todos esses eu adorei!

  • 02.10.2015 a 4:46 pm
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    Nossa amo essa coleção! o meu favorito é “Éramos seis” e do meu filho “A ilha Perdida”. Porém o primeiro que li foi “Escaravelho do diabo”

  • 26.09.2015 a 10:30 pm
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    O Caso da borboleta Atíria, que eu li quando tinha 12 anos e Sozinha no Mundo. São os meus preferidos!

  • 23.09.2015 a 9:47 pm
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    Li vários da coleção mas o que mais gostei foi ” O caso da borboleta Atíria.”

  • 21.09.2015 a 11:13 am
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    Garra de campeão na minha opinião é o melhor título.

  • 19.09.2015 a 11:44 pm
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    A Ilha Perdida e O Escaravelho do Diabo são dois livros de aventuras que povoaram minha imaginação em minha adolescência no início da década de 80.

  • 19.09.2015 a 11:32 pm
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    Ganhei a “Ilha Perdida” quando tinha cerca de 10 anos de idade, hoje aos 47 guardo meu exemplar como um troféu raro.

  • 19.09.2015 a 8:19 pm
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    Li todas as aventuras do Marcos Rey, e muitos outros livros da série. Ensinei meu filho a gostar destes livros. Ele curtiu muito A ilha perdida e Barcos de papel. Mas o meu preferido é Zezinho, o dono da porquinha preta. Foi meu primeiro livro! Tenho o exemplar até hoje, desde 1986.

  • 19.09.2015 a 7:24 pm
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    Meu irmão e eu lemos quase todos os livros na nossa adolescência. Encontrei alguns exemplares em sebos e minha filha começou a ler também. Amo cada estória.

  • 19.09.2015 a 6:11 pm
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    O livro que marcou minha vida e me serviu como incentivo para que amasse ler foi, “A Montanha Encantada”. 😉

  • 19.09.2015 a 6:02 pm
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    Li vários títulos e tenho um carinho enorme pela coleção. Acho difícil escolher um só, entao vou colocar alguns (no plural) de que gostei muito: “Meninos sem pátria”, “Do outro lado da ilha”, “O escaravelho do diabo”, “Enigma na televisão”, “Aventura no império do sol”, “Nas trilhas do tarô”, “Sozinha no mundo”.

  • 19.09.2015 a 5:12 pm
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    EMOCIONANTE REVIVER ISTO; MEUS PREFERIDOS FORAM: “O CASO DA BORBOLETA ATÍRIA”, “O ESCARAVELHO DO DIABO”, “A ILHA PERDIDA”; TENHO ATÉ HOJE, “O MISTÉRIO DO CINCO ESTRELAS”, MAS, QUE FICOU MARCADO MESMO PARA MIM FOI, “SPHARION”!! FOI ESSA COLEÇÃO REALMENTE QUE ME FEZ AMAR A LEITURA!!

  • 17.09.2015 a 1:27 pm
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    Com 13 anos,o meu gosto pela leitura,começou quando li `Spharion´.Daí em diante não parei mais.E até hoje 34 anos depois não esqueci deste livro.

  • 16.09.2015 a 8:29 pm
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    O livro que marcou minha adolescência dessa coleção foi A Ilha Perdida. Li várias vezes. E adulta lembrava em situações difíceis. Não vou desistir, aqueles moleques não desistiram…

  • 16.09.2015 a 12:55 am
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    Spharion sem dúvida, eu lembro vagamente pois li aos 12-13 anos, ainda assim lembro dos desenhos e de alguns trechos.

  • 15.09.2015 a 2:35 pm
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    ” Barcos de papel ” Li umas 500x amava esse livro, quando adolescente! !!

  • 15.09.2015 a 1:48 pm
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    Li vários livros da série vaga-lume, gostei muito do livro “A ilha perdida” e ” O mistério dos morros dourados”, mas o que eu ameeeei foi “Zezinho, o dono da porquinha preta”

  • 15.09.2015 a 12:38 pm
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    “O Caso da Borboleta Atíria” e “Coração de Onça” marcaram minha infância!

  • 14.09.2015 a 7:27 pm
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    “Zezinho, o dono da porquinha preta”.

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