Especial Drummond: vida e obra de um dos maiores poetas brasileiros do século XX

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Dia Nacional da Poesia com Especial Carlos Drummond de Andrade “Eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata” escreveu Carlos Drummond de Andrade no livro Fazendeiro do Ar. E eterno também é o poeta mineiro, que faleceu aos 84 anos e viveu pouco – bem pouco para uma legião de leitores que admira, lê e compartilha os pensamentos de Drummond até os dias de hoje. No mês em que comemoramos o Dia Nacional da Poesia, confira o Especial Drummond na Estante Virtual com obras do poeta partir de R$2! Especial Carlos Drummond de Andrade na Estante Virtual

Vida e obra de Drummond

Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade mineira de Itabira em 31 de outubro de 1902. Começou a carreira de escritor como cronista colaborador do Diário de Minas. E mais tarde também escreveu para os jornais Correio da Manhã, Jornal do Brasil, A Tribuna, Estado de Minas e Diário da Tarde. Além de poesias, que constituem a maior parte de sua obra, e de suas crônicas, Drummond também escreveu contos, infanto-juvenis e traduziu importantes obras da literatura mundial, como A Fugitiva, de Marcel Proust e Artimanhas de Scapino, de Molière. Por insistência familiar para que obtivesse um diploma, Drummond formou-se em farmácia em 1925, mas jamais exerceu a profissão. Publicou seu primeiro livro, Alguma Poesia, em 1930, com recursos próprios. Um de seus primeiros poemas – No Meio do Caminho – estreou provocando grande polêmica, pois os críticos negavam-se a considerar o texto poesia por sua estrutura baseada na repetição e por reafirmar a fala popular “tinha uma pedra” em detrimento da forma culta “havia uma pedra”. Leia o poema:

No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.

A partir de aí, Drummond escreveu dezenas de livros. Em suas primeiras obras, nota-se a influência do modernismo na narrativa do poeta que se tornou ícone do movimento. Tanto em sua prosa quanto em sua poesia, seus textos caracterizam-se por uma linguagem coloquial repleta de ironia, sarcasmo e humor. Em uma primeira fase de seus escritos, Drummond mantém certo distanciamento do mundo e traduz seu desencantamento em relação a ele. São temas típicos da obra de Drummond nessa fase: o indivíduo (deslocado e desesperançoso), a terra natal, a família e os amigos, o choque social, o amor (nada romântico ou sentimental), o fazer poético e a existência (o estar no mundo). Em um segundo momento, sem se distanciar, Drummond se envolve com o universo e a realidade a sua volta. Em obras como José (1942) e Rosa do Povo (1945), o poeta deixa a emoção transparecer em sua vontade de transformar o mundo. Tais obras marcam uma fase mais social da narrativa de Drummond.  Em outros escritos, o poeta acrescenta um novo traço a sua narrativa: o erotismo. “O Amor Natural” é um exemplo de coletânea de poemas eróticos de Drummond. E tem ainda os poemas em que ele explora os elementos materiais da palavra: a letra impressa, sua disposição espacial e o som, como em “Lição de Coisas”. Com complicações cardíacas, Drummond faleceu em 17 de agosto de 1987. [wysija_form id=”5″]]]>

Leonardo Loio

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16 thoughts on “Especial Drummond: vida e obra de um dos maiores poetas brasileiros do século XX

  • 11.08.2019 em 11:47 am
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    Legal muito enteresande

  • 12.08.2018 em 11:24 am
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    É muito bonito esse poema,e ainda dizem que é sem pé nem cabeça,que nada, é ótimo as obras dele

  • 31.03.2017 em 9:16 pm
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    Incrível é uma pessoa dizer que determinado poema não tem graça, rindo . Comentário interessante a respeito de um poema de Carlos Drumond.

  • 19.02.2017 em 1:30 pm
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    Gente! Quando Drummond fala em seu poema : ” uma perdra no meio do caminho… Certamente, dentre outra coisas, ele está falando das lutas da vida, das dificuldades que nos são apresentadas ao longo da vida…

  • 02.03.2016 em 6:53 pm
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    gostei da poesia
    kkkkkkkkkkkkkkkk

  • 02.03.2016 em 6:53 pm
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    gostei da poesia

  • 28.12.2015 em 3:25 pm
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    “Tinha uma pedra no caminho” não é, segundo o próprio autor, uma poesia pelo fato dele usar o verbo ter no lugar de haver, fugindo do padrão culto. Eu entendo que essas “palavras jogadas ao vento” representam apenas um momento de devaneio do autor, nada mais.

  • 22.08.2015 em 4:31 pm
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    Comentavam também que “Drummond” não era mineiro de nascimento e sim “de coração”, pois ele vivia em minas desde menino e amava Minas. Era verdade?
    Obrigado. SSF.`.

  • 22.08.2015 em 4:23 pm
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    Pra facilitar, ou complicar, diziam que o nome “Drummond”, era fictício, e que fora assim escolhido, para chamar a atenção das pessoas que davam maior valor para os escritores e poeta estrangeiro.
    Isso é verdadeiro?.
    Obrigado a quem responder. SSF.`.

  • 22.08.2015 em 4:04 pm
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    Comentaram que o autor da letra da canção “…como pode O PEIXE VIVO viver fora d´água fria ….” não foi o poeta Drummond, e sim, outro poeta que nasceu no norte do Brasil, e que também passava temporadas de férias nas “Minas gerais” de Drummond. O que há de verdadeiro, nessa afirmação?
    Agradeço a quem responder. SSF.

  • 15.09.2014 em 3:22 pm
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    Na verdade ele queria dizer q nunca esqueceria os momentos inesperados q os aconteciam de repente….
    Ele era d+ ….

  • 05.09.2014 em 9:02 am
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    Grande escritor ele….Sou fã de todas as suas obras.

  • 13.05.2014 em 11:36 am
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    esse poema é sem pé e sem cabeça kkk no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho kkkk, hoow poema sem graça kkk :p

Fechado para comentários.

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