Jack London, um escritor aventureiro

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A vida de Jack London misturava-se à ficção e vice-versa

Jack London, pseudônimo de John Griffith Chaney (1876-1916), foi um escritor americano, autor de mais de 50 livros, entre os quais, Chamado selvagem, Caninos brancos e O lobo do mar.  As aventuras extremas narradas em seus livros foram, em grande parte, vividas por ele em seus intensos quarenta anos de existência. Adolescente alcoólatra e brigão, London foi pirata nos rios da Califórnia e percorreu os Estados Unidos e o Canadá pegando carona em trens como vagabundo. Foi preso. Foi operário, mineiro e militante socialista. Marinheiro, caçador de focas no Oceano Pacífico. Correu em busca do ouro na neve do Alasca na virada do século. Tudo descrito nos cerca de cinquenta livros que escreveu, entre romances, relatos biográficos, contos e ficção científica.

Nas obras, sua vida misturava-se à ficção e vice-versa. Foi o autor mais bem pago dos Estados unidos e o americano mais lido no exterior. Esse, definitivamente, é um escritor cuja vida faz parte essencial da obra. London inaugurou nos Estados Unidos o estilo jornalismo gonzo, em que o narrador deixa de ser observador para se misturar à ação relatada, influenciando uma geração de novos autores. Ele também foi o primeiro a escrever sobre o surfe, esporte que praticou no final de sua vida no Havaí.

Como costuma acontecer com alguns escritores pioneiros, a academia demorou para reconhecê-lo. Ele era conhecido como um escritor menor que fazia “livros sobre cachorros”. Foi preciso mais de meio século para que fosse considerado um escritor reconhecido. Uma de suas frases célebres é “não desperdiçarei meus dias tentando prolongá-los”. Coincidência ou não, London morreu após uma overdose de morfina auto-aplicada, no dia 22 de novembro de 1916.

Conheça a biografia do autor e algumas de suas principais obras!


Jack London: Uma vida, de Alex Kershaw

Jack London tinha um jeito muito particular de escrever seus livros: só conseguia colocar no papel as aventuras que vivia na própria pele. Por isso, sempre misturou ficção e não ficção. Ele era fascinado pela natureza, por ideias e por uma mulher em especial. Compulsivo, comia, bebia, lia e escrevia em quantidades colossais. Quando resolveu comprar uma fazenda, almejava ter uma propriedade imensa e a mais moderna. Ao investir em um barco, assumiu dívidas que não podia pagar. Escrevia para ganhar dinheiro e o fazia sem olhar para trás – produzia com a mesma gana que o levou a cruzar o Pacífico. No fim, sua compulsão era por drogas analgésicas que remediavam as dores causadas por uma doença nos rins. Por tudo isso, ler sua biografia é como mergulhar numa audaciosa peça literária. Ele morreu aos 40 anos em 22 de dezembro de 1916. Teve uma vida curta, coerente com suas palavras: “Não desperdiçarei meus dias tentando prolongá-los. Usarei meu tempo”.

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O chamado selvagem, de Jack London

Considerada pela crítica a obra-prima de London, a obra narra a jornada de Buck, um cão São Bernardo que é raptado de seu lar na Califórnia e levado para os rigores da Corrida do Ouro no Alasca.

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Caninos brancos, de Jack London

Esta história segue a mesma linha de seu livro anterior, O chamado selvagem, que tratava de um cão doméstico transformando-se num lobo selvagem do Alasca.

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O Andarilho das Estrelas, de Jack London

Baseado nos manuscritos de um preso que ficou na solitária por oito anos até morrer na penitenciária de San Quentin. Por meio de auto-hipnose, ele se dizia capaz de vivenciar experiências de vidas passadas.

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De vagões e vagabundos, de Jack London

Relato das experiências de London vagando pelos Estados Unidos e pelo Canadá na virada do século XX. Caronas em trens, prisões e lutas de boxe fazem parte da memórias. O livro possui um tom panfletário em defesa do socialismo.

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O lobo do mar, de Jack London

Resgatado pela escuna Ghost, o náufrago Humphrey van Weyden logo descobre que seu pesadelo estava apenas começando: o capitão por quem foi salvo, Wolf Larsen, em vez de deixá-lo no porto mais próximo o obriga a integrar a tripulação de seu navio, onde impõe uma estranha forma de ordem, na qual a violência ganha ares de filosofia e conhecimento do mundo.

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Ei, não esqueça de comentar sobre o seu livro favorito. A obra completa pode ser acessada clicando aqui

Comentários

Natália Figueiredo

Jornalista Multimídia em Estante Virtual
Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, é editora do Estante Blog e mantém o blog de viagens Nat no Mundo.
Natália Figueiredo

Natália Figueiredo

Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, é editora do Estante Blog e mantém o blog de viagens Nat no Mundo.

Um comentário em “Jack London, um escritor aventureiro

  • 31.03.2017 a 8:32 pm
    Permalink

    Interessante.

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