Oito avós e avôs marcantes da literatura

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26 de julho. Dia dos Avós

Hoje é dia daqueles que estão sempre ao nosso lado, daqueles que tentam de todas as formas nos amar – e mimar – e que para sempre estarão em nossos pensamentos. Eles podem ser amáveis, rígidos, alegres, frios, disciplinadores e muito mais, mas numa coisa todos combinam: o amor. O amor de avó/avô é um dos mais puros que existem em nossa sociedade.
Pensando em uma homenagem, criamos uma lista com oito avós marcantes da literatura. Esperamos que gostem!

Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato

Esta obra traz, talvez, a avó mais famosa da literatura brasileira e personagem central de O Sítio do Pica-Pau Amarelo: Dona Benta. Ela possui dois netos, Narizinho e Pedrinho e se diverte muito com os conflitos vividos pelos jovens. Muito sábia, está sempre ensinando coisas novas aos netos e informando-os sobre a cultura do Brasil e do mundo. Solitária, mora apenas com sua ama Tia Nastácia, sua neta Narizinho e os bichos do sítio, recebendo a visita de Pedrinho, que mora na cidade grande, sempre que ele está em férias da escola. Viúva de um grande senhor do engenho, sua paixão são os livros.

reinacoes de narizinho
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O avô mais louco do mundo, de Roy Berocay

O avô Felipe era magro, careca, tinha uma cara engraçada e vivia na praia, numa casa que ele mesmo construíra. Diziam que era meio louco, porque fumava muito, escutava o dia inteiro uma música esquisita e estava sempre inventando máquinas que não funcionavam. Além disso, como leitor de livros policiais, bancava o detetive e adorava buscar soluções para todo tipo de problema. Como seus pais iam viajar durante quinze dias, foi com o avô que Marcos teve de ficar – e foi com ele que viveu uma grande aventura ao encontrar estranhas manchas no mar – e também conhecer Gabriela.

O avô mais louco do mundo
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O diário da princesa, de Meg Cabot

O livro apresenta a história de Mia Thermopolis — uma típica adolescente que recebe a notícia que vai virar sua vida de ponta cabeça: o pai, que ela só vê nas férias escolares é um príncipe e que, por ter apenas uma filha, esta é a única herdeira do trono da Genovia. O problema é que Mia não está preparada para assumir seu reinado e precisa aprender tudo, mesmo que sob a tutela de sua rígida e manipuladora avó, Clarisse Renaldi.

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A avó adormecida, de Roberto Parmeggiani

Uma história pessoal, e muito comovente, acompanhada pelas ilustrações, também sensíveis, de João Vaz de Carvalho. Sem nunca aparecer a palavra Alzheimer, o livro conta a forma como um neto vive a doença da avó, e a sua ausência. Uma homenagem genuína e enternecedora, sobretudo para quem já não tem avós e, como diz o autor, não os esquece.

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O olho de vidro do meu avô, de Bartolomeu Campos de Queirós

É o homem que ainda guarda o olho de vidro do avô, mas é o menino que percorre com o leitor os caminhos de Bom Destino, cidade pequena e plana, cansada de tanta paz, em que o tempo parece escorrer mansamente. O avô reina misterioso: com o olho direito, via o sol, a luz, o futuro, o meio-dia, e, com o olho esquerdo, via a lua, o escuro, o passado, a meia-noite; o neto fascinado embrenha-se no mistério como quem não vê, que é o jeito de menino ver. O avô usa um olho de vidro. Como isso aconteceu, não se sabe: parece que o olho de vidro não existe se não se fala dele, mas para o menino, curioso e imaginativo, o olho de vidro provocava atração e receio.

o olho de vidro do meu avo
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Vovó vigarista, de David Walliams

Aparentemente, a avó de Ben é normal como qualquer outra: idosa, usa um casaquinho e faz palavras-cruzadas. Toda sexta-feira Ben dorme na casa dela, e isso para ele é o fim. No jantar sempre tem repolho, a tevê nunca funciona e a avó o faz ir para a cama às oito da noite, mesmo não tendo aula no dia seguinte. Como qualquer outro menino, Ben acha tudo isso chato demais. Ou pelo menos achava, até descobrir que a coisa toda não passa de um disfarce: vovó, na verdade, é uma vigarista internacional, a ladra de joias mais procurada do mundo. Agora, juntos, eles vão planejar o maior roubo de todos os tempos.

vovo vigarista
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O tempo e o vento, de Erico Verissimo

Série literária de Érico Veríssimo dividida em três partes – O Continente, O Retrato e O Arquipélago -, ela percorre a história do Brasil e do Rio Grande do Sul acompanhando a trajetória da família Cambará. Esta obra-prima mostra a linhagem forte e guerreira de avó e neta: Ana Terra e Bibiana, talvez umas relações mais intensas da literatura brasileira.

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A casa do meu avô, de Carlos Lacerda

Revivendo a figura do seu avô paterno e a antiga casa de fazenda onde passou boa parte da infância, Carlos Lacerda resgata com maestria proustiana um tempo memorial único, em que o ocaso de um mundo contrasta com as primeiras experiências de uma criança frente à vida.

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