Elie Wiesel: livros para eternidade

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Sobrevivente do Holocausto e vencedor do Nobel da Paz morre aos 87 anos

Élie Wiesel nasceu em 1928, em Sighet, Transilvânia, na época Hungria, hoje parte da Romênia. Aos 15 anos, juntamente com sua família, foi mandado para o campo de concentração de Auschwitz (Polônia). Sua mãe e sua irmã mais nova foram mortas nas câmaras de gás, enquanto Elie foi mandado para outro campo, de Buchenwald, junto com seu pai, que acabou morrendo de fome. Depois da guerra, Wiesel foi estudar em Paris, onde se tornou jornalista.

Ao longo de 87 anos, recebeu mais de 100 títulos de importantes instituições de ensino superior e publicou mais de 40 livros. Foi vencedor do Prêmio Médicis, do Prix Livre Inter e do Grand Prize em Literatura de Paris. Por suas atividades literárias e de defesa dos direitos humanos, foi laureado com o Presidential Medal of Freedom, o U.S. Congressional Gold Medal e o Medal of Liberty Award, além do Grand-Croix in the French Legion of Honor. Em 1986, Wiesel foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz.

Nas redes sociais, diversas personalidades lamentaram o falecimento do escritor, inclusive Barack Obama: “Elie Wiesel foi uma grande voz dos nossos tempos e uma consciência para nosso mundo. Ele também era um amigo querido. Sentiremos sua falta.”

Como homenagem, separamos suas principais e inesquecíveis obras. 

Uma vontade louca de dançar (só disponível na Estante Virtual)

Desbravar em nossa mente “arquivos subterrâneos”, “sondar o inconsciente”, como diz Élie Wiesel, muitas vezes pode significar um sinal de perigo. Mas esse perigo revela a face da loucura, que pode servir de abrigo, até mesmo de salvação. Ao nutrir-se da loucura já quando criança e que o acompanhou durante boa parte de sua vida, Wiesel recorreu à literatura e à psicanálise para traduzir o excesso de memória que habitava seus pensamentos. Os fantasmas tinham nome: tratavam-se dos horrores nazistas aplicados no século XX, da constante sensação de desespero e perda. E endereço: campos de concentração no Leste europeu.

uma vontade louca de dancar
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O caso Sonderberg

Werner Sonderberg, jovem alemão residente nos Estados Unidos, viaja com seu velho tio para as Montanhas Adirondack e volta sozinho. Acusado de assassinato, Werner diz ser “culpado… e não culpado”. Esse estranho caso suscita em Yedidyah, crítico teatral que seu redator chefe encarregara excepcionalmente de “cobrir” o julgamento, um obscuro fascínio que ele tem dificuldade de explicar: como se nele estivesse sendo representado seu próprio destino. Sentindo que está se deparando com um segredo de família, investiga seu passado. A leveza da comédia nova-iorquina é inferior à melancolia da tragédia europeia. Espreitado pela loucura, recorrerá à hipnose para encontrar as imagens da sua primeira infância e tentar se reconciliar com “uma história que, até o fim dos tempos, envergonhará toda a humanidade”.

o caso sonderberg
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Testamento de um poeta judeu assassinado (só disponível na Estante Virtual)

Wiesel conta a história do poeta Kossover por meio de um testamento lido por seu filho, Gershon, mudo desde um acidente na infância. Ele não tem nenhuma memória do pai, que foi preso e executado quando ainda era muito pequeno. Os cadernos que lhe foram entregues por um misterioso vigia e um dos poucos exemplares restantes da obra poética de seu pai são tudo o que ele conhece. Usando de um tom que faz a história parecer verdadeira, Wiesel cria um romance terrível, uma elegia a todos os poetas judeus que foram perseguidos pelo simples fato de serem o que eram – e não poderem, de modo algum, ser alienados disso.

Testamento de um poeta judeu assassinado
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Homens sábios e suas histórias 

Sansão, herói e protetor de seu povo, cuja única fraqueza o conduziu a um fim trágico. O rabino Yehoshua ben Levi, que, após uma vida dedicada à bondade, recebeu a permissão de visitar o céu antes de morrer, e lá tentou roubar a espada do Anjo da Morte para garantir o mesmo destino ao restante da humanidade. Essas são algumas das histórias que Wiesel reconta neste livro. O autor fala, por exemplo, sobre a disputa entre Abbaye e Rava, dois sábios que, com suas diferenças, levaram a edição do Talmude ao apogeu. Homens sábios e suas histórias reconstrói importantes lendas da humanidade e faz um convite à reflexão sobre valores essenciais como honestidade, compaixão, solidariedade e amor ao próximo.

Homens sábios e suas histórias
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Holocausto: Canto de uma geração perdida (só disponível na Estante Virtual)

Depois de ter visto seu pai sendo espancado até a morte, ele e toda uma geração sendo aniquilada do mapa, Wiesel volta a falar e se perguntar o real motivo para tudo que aconteceu.

Holocausto- O canto de uma geração perdida
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Veja na Estante Virtual a obra completa do autor.

Qual livro sobre o Holocausto que mais o marcou? Compartilhe e participe da conversa.

Comentários

Um comentário em “Elie Wiesel: livros para eternidade

  • 14.07.2016 a 10:21 pm
    Permalink

    Vou comecar com Uma Vontade Louca de Dançar, estou curiosa.

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