Sete livros fundamentais de Salman Rushdie

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A incrível obra de um autor condenado à morte

No último dia 19 de junho, Salman Rushdie completou 69 anos. Nascido em Bombaim, Índia, ele ficou mundialmente conhecido após a publicação, em 1989, da obra Versos satânicos, que causou polêmica no mundo islâmico e foi considerada ofensiva ao profeta Maomé. No mesmo ano, o aiatolá Ruhollah Khomeini, líder religioso do Irã, ordenou a execução de Rushdie, chamando o livro de “blasfêmia contra o Islã”. Khomeini condenou o escritor pelo crime de fomentar o abandono da fé islâmica – o que, de acordo com a lei do país, é punível com a morte, e proclamou que os “muçulmanos zelosos” tinham o dever de assassinar Rushdie. Devido a estes fatos, o escritor viveu escondido por muitos anos.

Rushdie somente reconquistou sua vida normal treze anos após a sentença, quando o serviço secreto britânico considerou que o nível de ameaça havia diminuído. Contudo, hoje, radicado em Londres, o autor ainda não está livre de sua sentença de morte, renovada em 2005 pelo novo líder espiritual do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Conheça sete obras essenciais de Rushdie.

Os versos satânicos

Dois homens caem do céu para a terra, depois que terroristas explodem o avião em que viajavam. Ambos são indianos e atores. Ambos chegam incólumes ao solo da Inglaterra e se metamorfoseiam — um em diabo, outro em anjo. Transitando livremente entre o real e o fantástico, entre o bem e o mal, entre a infinidade de opostos complementares e inconciliáveis da vida, este romance alegórico, impregnado de magia, é claramente autobiográfico no conjunto de seus episódios e, principalmente, em sua questão filosófica central: quem sou eu?

os versos satanicos
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Os filhos da meia-noite

Nascido à meia-noite de 15 de agosto de 1947, momento oficial da independência da Índia, Salim Sinai tem seu destino imbricado com a história do país. Um mar de aventuras fantásticas narradas no estilo irônico e exuberante de Rushdie.

os filhos da meia noite
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O último suspiro do mouro

Esta obra é  resposta de Rushdie ao aiatolá que o condenou à morte: uma defesa contundente das virtudes do pluralismo e da tolerância, em oposição às pretensas verdades únicas e excludentes. A trama começa no sul da Índia, no tempo em que a independência era apenas um sonho, passa pela Bombaim dos anos 80 e 90 e termina no sul da Espanha.

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Dois anos, oito meses e 28 noites

Depois de uma tempestade em Nova York, fatos estranhos começam a ocorrer. Um jardineiro percebe que seus pés não tocam mais o chão. Um quadrinista acorda ao lado de um personagem que parece um de seus desenhos. Ambos são descendentes dos djins, figuras mágicas que vivem num mundo apartado do nosso por um véu invisível. Mais uma vez, Salman Rushdie cria uma obra sobre os conflitos ancestrais que permanecem no mundo contemporâneo.

Dois anos, oito meses e 28 noites
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Haroun e o mar de histórias

Rashid, um contador de histórias profissional muito criativo. Um dia, porém, ele perde o dom da palavra, e com isso perde também seu ganha-pão e toda a alegria de viver. É então que seu filho Haroun descobre que toda história vem de um grande mar de histórias, o que o faz entregar-se à fantástica aventura de ir em busca das palavras. Escapando de muitos perigos, Haroun conseguirá vencer as tenebrosas forças da escuridão e do silêncio.

haroun e o mar de historias
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Shalimar, o equilibrista

Uma trama de narrativas interconectadas sobre paixão e violência. Ao longo de seis décadas, conta uma história de amores arrebatados que corre paralela à violência da disputa pelos territórios da cidade de Estrasburgo, na França, durante a Segunda Guerra, e da Caxemira, no noroeste do subcontinente indiano, desde a criação do Paquistão, em 1947, até os dias de hoje.

shalimar
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Joseph Anton: Memórias

Com uma condenação à morte começa a história extraordinária do escritor que se viu forçado a viver na clandestinidade, mudando de uma casa para outra e com uma escolta policial que o acompanhava 24 horas por dia. Quando o serviço secreto pediu a Rushdie que criasse um codinome, ele pensou em dois escritores que amava, Conrad e Tchekhov, e na combinação de seus primeiros nomes: Joseph e Anton. Como um escritor e sua família vivem sob a ameaça de assassinato durante nove anos? Como ele pôde trabalhar e ter uma vida amorosa diante de tais circunstâncias? Como o desespero moldou seu pensamento e suas ações? Ele relata a realidade ora deprimente, ora cômica de se ter policiais armados vivendo com você e de ter de criar laços com seus protetores; escreve sobre os esforços para conseguir apoio e compreensão por parte dos governos, dos chefes de inteligência, dos editores, jornalistas e de seus colegas escritores.

joseph anton
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Comentários

Um comentário em “Sete livros fundamentais de Salman Rushdie

  • 21.06.2016 a 6:45 am
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    Os poucos textos que li do autor, me emocionaram…escritor fantástico !

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