10 livros jornalísticos marcantes

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O jornalismo tem duas celebrações: 16 de fevereiro (Dia do Repórter) e 7 de abril (Dia do Jornalista). Veja os livros que marcaram a história!

Vamos celebrar! Primeiro, pela importância da carreira em si, depois por ser uma profissão que expressa sempre o grau de liberdade de expressão de cada país. São os jornalistas os responsáveis por informar a sociedade o que aconteceu e acontece em todo o mundo, seja no âmbito político, econômico, esportivo ou cultural.
Além disso, em dias em que as notícias circulam cada vez mais velozes por diversas mídias e redes sociais, o profissional da área está tendo que se reinventar continuamente, sempre, é claro, com responsabilidade e seriedade. Os jornalistas precisam provar a todo momento que uma apuração bem-feita e de qualidade terá sempre importância e lugar garantido na sociedade.
O jornal impresso vai acabar? O telejornal vai perder sua importância com o crescimento exponencial da internet? Restará apenas o conteúdo on-line? As respostas para essas questões são difíceis de serem previstas, mas de algo podemos ter certeza: o bom jornalismo jamais morrerá.

Pensando nisso, preparamos uma lista com 10 títulos – de temas variados – que são exemplos de reportagens de qualidade. Confira!

Notícia de um sequestro, de Gabriel García Márquez

Abordando um tema explosivo, Gabo colheu depoimentos de dezenas de pessoas envolvidas no drama de sequestros ocorridos na Colombia em 1990, com um deles sendo com uma amiga próxima. O livro tem o objetivo de mostrar as diversas facetas da dramática situação vivida no país, principalmente, em relação ao tráfico de drogas. Utilizando texto em estilo de reportagem, Gabriel García Márquez oferece ao leitor muita ação ao narrar tanto o cotidiano dos cativeiros como as negociações entre traficantes e os parentes das vitimas.

notica sequestro
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Abusado, de Caco Barcellos

Para se entender toda essa violência urbana instalada no Rio de Janeiro, é necessário compreender como pensam e como agem os criminosos que impõem o terror na cidade. Este livro-reportagem de Caco Barcellos é uma verdadeira lição sobre a lógica, os meandros e o modus operandi das grandes corporações criminosas que comandam, há décadas, o tráfico de drogas e outras atividades criminosas no Estado. Por meio da história de Juliano VP – conhecido traficante carioca -, temos um retrato da ocupação do morro Santa Marta pelo Comando Vermelho, principal facção criminosa no Estado, e da implantação de sua cruel disciplina.

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A sangue frio, de Truman Capote

Em 15 de novembro de 1959, quatro membros de uma respeitada família da pequena cidade de Holcomb, no Kansas, Estados Unidos, foram assassinados. Herb Clutter, o patriarca da família, tinha 48 anos e era um fazendeiro muito estimado na comunidade. Bonnie Clutter, sua esposa, sofria de problemas psicológicos. O casal vivia com os dois filhos mais novos, Kenyon e Nancy, ainda adolescentes. Os quatro foram amarrados, amordaçados e mortos a tiros de espingarda. A sangue frio descreve minuciosamente a reação dos moradores da cidade, a investigação policial e os passos dos criminosos durante a fuga. Poucos meses depois do crime, Richard Hickock e Perry Smith são presos pela chacina, e condenados à morte em 14 de abril de 1965. O filme Capote, estrelado por Philip Seymour Hoffman, narra a apuração jornalística de Truman Capote para escrever esta obra-prima.

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Hiroshima, de John Hersey

A bomba atômica matou mais de mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueram no céu da cidade, deixando cair gotas imensas da pavorosa mistura. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. O texto original foi publicado integralmente na revista The New Yorker, até hoje uma das mais importantes publicações semanais dos Estados Unidos. O trabalho de repórter alcançou uma repercussão extraordinária. Quarenta anos mais tarde, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo desta obra, sobre os efeitos da bomba nos dias atuais. A investigação do autor aliou o rigor da informação jornalística à qualidade de um texto literário. Nascia ali um gênero de jornalismo que estabelecia novos parâmetros para a maneira de relatar os fatos.

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Gomorra, de Roberto Saviano

Neste livro cativante e rigorosamente documentado, Roberto Saviano – que vive sob proteção policial devido às ameaças de morte enviadas pela máfia italiana – reconstrói a realidade dos negócios sujos de um dos grupos mafiosos mais sanguinários de todos os tempos: a Camorra. Para realizar a reportagem, ele infiltrou-se em setores camorristas para descobrir as artérias do funcionamento da máfia napolitana. O resultado: um livro chocante que mostra a extensão dos negócios desses criminosos, indo dos Estados Unidos à Austrália, e envolvendo uma quantidade de cocaína inimaginável. Após a publicação da obra, o autor ficou escondido em um local por vários meses. Hoje, ele consegue ir a alguns locais, inclusive para receber prêmios por sua obra ou para dar aulas em Nova York. Sua adaptação para os cinemas ganhou a Palma de Ouro em Cannes, um dos mais importantes prêmios do mundo.

gomorra
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Todos os homens do presidente, de Carl Bernstein e Bob Woodward

Todos os homens do presidente reconstitui a investigação feita pelos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein do caso Watergate, escândalo político que levou o presidente Richard Nixon à renúncia há exatos quarenta anos. Em linguagem eletrizante e cinematográfica, os dois repórteres contam como ajudaram a revelar uma poderosa rede de espionagem e sabotagem montada dentro da Casa Branca contra políticos do Partido Democrata. O livro obteve enorme sucesso de público e crítica quando foi lançado, em 1974, pouco antes de Nixon renunciar. Dois anos depois ganhou adaptação para o cinema, estrelada por Robert Redford e Dustin Hoffman. Hoje, é considerado um clássico do jornalismo e um marco histórico da liberdade de imprensa.

todos os homens
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Vale-tudo da notícia, de Nick Davies

A notícia isolada de que um editor do jornal britânico News of the World invadia caixas postais de telefones atrás de recados que lhe rendessem furos sobre a realeza não seria tão aterradora se parasse por aí. O problema surgiu quando o repórter Nick Davies decidiu investigar a história mais a fundo e descobriu um lamaçal de crimes e corrupção que afetava boa parte da imprensa britânica, com ramificações no gabinete do primeiro-ministro e no alto escalão da Scotland Yard. São cenas que mais parecem saídas de um filme, mas que, na verdade, eram práticas não só aceitas, como também estimuladas e premiadas, e que alimentavam uma poderosa rede de corruptores e corrompidos que chegou a influenciar até mesmo as leis da Grã-Bretanha. Por exemplo: jornalistas usando prostitutas para colher segredos dos clientes ou editores chantageando políticos com intrigas sexuais. Um exemplo do bom jornalismo, Vale-tudo da notícia evidencia como o poder de manipular o acesso à informação é hoje – e talvez o seja desde que o mundo é mundo – uma das mais perigosas moedas da sociedade.

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Fama & anonimato, de Gay Talese

Fama & anonimato está repleto de informações, aparentemente, inúteis, mas que, na verdade, mostram a realidade de Nova York e o rosto de seus habitantes. Nas três séries de reportagens reunidas neste livro – a primeira, sobre o estranho universo urbano que é a cidade; a segunda, sobre a saga da construção da ponte Verrazzano-Narrows, e a terceira, sobre artistas e esportistas americanos -, Gay Talese abriu a caixa do que mais tarde seria batizado de “novo jornalismo” ou “jornalismo literário”, um tipo de reportagem que alia um texto de alta qualidade a um olhar que foge aos lugares-comuns.

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Viva o grande líder, de Marcelo Abreu

Primeira e mais importante medida que o repórter Marcelo Abreu teve que tomar para fazer uma reportagem sobre a Coréia do Norte foi negar a sua condição de jornalista. Tinha como parâmetro o evento de junho de 2000, quando os líderes das duas Coréias iriam se encontrar na parte Norte – 600 jornalistas internacionais se cadastraram para fazer a cobertura; nenhum conseguiu. Após meses e meses de negociação e obstinação, declarando-se membro de uma entidade humanitária, Abreu conseguiu entrar na Coréia do Norte. O resutado é um impressionante retrato da nação mais fechada do planeta.

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Laowai, histórias de uma repórter brasileira na China, de Sônia Bridi

O primeiro livro da jornalista Sônia Bridi apresenta um perfil curioso e autêntico da China comunista, país que sediou as Olimpíadas de 2008. Costumes, gastronomia, política, comércio e o dia a dia profissional de uma repórter em um país estrangeiro são comentados e analisados com maestria e bom humor.

laowai
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