Pela declaração universal dos Direitos do Leitor

(0 Estrelas - 0 Votos)

Nesta sexta-feira, 10 de dezembro, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 62 anos. Em 1948, abalados pela violência do pós-guerra e inspirados pela Conferência de Yalta, que estabelecia as bases de uma paz entre União Soviética e Estados Unidos, pessoas do mundo todo com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) delinearam os direitos básicos do ser humano que incluem, dentre outros: o direito à vida, segurança, propriedade, educação, trabalho, repouso, lazer, igualdade, liberdade de pensamento, opinião e religião. Embora não haja nenhuma obrigatoriedade legal em seguir as premissas do documento, ele é um dos textos traduzidos para o maior número de línguas e continua a ser tema freqüente de discussões entre aqueles que acreditam no fim dos conflitos e na promoção da paz e da democracia. Munido pelo espírito de democratização também na leitura, o escritor francês Daniel Pennac propõe no seu livro, Como um Romance, os 10 Direitos Imprescritíveis do Leitor. A Estante Virtual assina embaixo, afinal, ler um livro é, de fato, um ato prazeroso e de liberdade. Direito n° 1: O direito de não ler Para Pennac, sem esse direito, não existiria seu oposto. Ler seria, então, uma obrigação. Direito n° 2: O direito de pular páginas O leitor tem o direito de saltar partes de um livro que não são atrativas,  sem que isso pareça um ato de traição. Direito n° 3: O direito de não terminar um livro Ninguém deve se sentir inferior por não compreender certo tipo de narrativa ou não se sentir atraído por sua leitura. Ler é uma questão de gostos e sempre haverá outros livros à espera na estante. Direito n° 4: O direito de reler São muitos os motivos que nos levam a querer reler um livro: nos recriarmos naquilo que nos atraiu, nos reencontrarmos com o que nos encantou e nos encantarmos com o que permanece. Direito n° 5: O direito de ler qualquer coisa Apenas lendo de tudo um pouco, teremos critérios de seleção de uma boa leitura. Além disso, gostos não se discutem. Direito n° 6: O direito ao “bovarismo” Este direito baseia-se na figura de Madame de Bovary, que se identificava tanto com as personagens dos livros que lia que chegava a agir como elas. Da mesma forma, devemos deixar livres nossos sentimentos e sensações ao ler um livro. Direito n° 7: O direito de ler em qualquer lugar Todo espaço é apropriado para se começar a leitura de um bom livro. Direito n° 8: O direito de ler uma frase aqui, outra ali Qualquer leitor tem o direito de abrir um livro em qualquer página e se perder dentro dela quando se dispõe apenas desse momento. Direito n° 9: O direito de ler em voz alta Pelo simples prazer de ouvir um texto ressoar, identificar o sabor de um som, ou simplesmente, dar vida às palavras. Direito n° 10: O direito de calar Ninguém é obrigado a dar opinião sobre o que lê. Se você gostou dos direitos acima ou se você defende outros direitos do leitor, compartilhe-os conosco, comentando este post.]]>

Leonardo Loio

SEM, SEO e tudo relacionado a buscadores, é o que eu gosto. Carioca, marketeiro, profissional de marketing digital, search marketing, tento aprender, discutir e ensinar.

One thought on “Pela declaração universal dos Direitos do Leitor

  • 12.12.2010 em 2:52 pm
    Permalink

    Estes direitos propostos pelo Pennac são preciosos. Me emocionei demais ao lê-los em sua obra deliciosa. Estes direitos deveriam ser a diretriz de qualquer leitor 🙂

Fechado para comentários.

Maze Runner: Conheça os livros da saga Conheça os livros de Jô Soares Se você gostou dessas séries, vai gostar desses livros! Clássicos do Horror para conhecer Os melhores romances para ler nos próximos meses