180 anos de Machado de Assis: Qual é o melhor livro do autor?

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Nascido em 21 de junho de 1839, ele é o maior nome da literatura brasileira de todos os tempos. Conheça suas principais obras!

Quando falamos em literatura brasileira, é quase impossível não relacioná-la a Machado de Assis, maior escritor do Brasil de todos os tempos. Nascido em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro, o autor fez parte do Realismo e foi fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele deixou um extenso legado literário: publicou 600 crônicas, 200 contos, dez romances, além de diversos folhetins e peças.

Descendente de escravos, Machado de Assis retratava a sociedade local em seus textos, com metalinguagens e de forma crítica e irônica. Ele presenciou importantes fatos históricos brasileiros, como a abolição da escravatura e a passagem do Império para a República. Por isso, seus livros são marcados por temas relacionados à ascensão social e às mudanças na cidade.

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”

Foi precursor do realismo psicológico, ao utilizar também o narrador intruso, quando dialoga diretamente com o leitor ao longo do texto e expõe seus pensamentos sobre os fatos ocorridos no momento. Essa característica é predominante, principalmente, em Memórias póstumas de Brás Cubas.

Aclamados pela crítica brasileira e mundial, os livros de Machado de Assis influenciaram as escolas literárias dos séculos XIX e XX, e ainda outros renomados autores brasileiros, como Lima Barreto, Olavo Bilac e Carlos Drummond de Andrade.

Para homenagear os 180 anos de Machado de Assis, perguntamos aos nossos leitores nas redes sociais qual era o melhor livro do autor. Difícil de escolher apenas uma obra, né? Nossa lista inclui títulos inesquecíveis, como Dom Casmurro, Helena e Esaú e Jacó. Veja a seleção completa e mergulhe pelo universo machadiano!


Dom Casmurro

Não poderia começar melhor a lista, né? Dom Casmurro, de Machado de Assis, é clássico dos clássicos. Ao criar a personagem Capitu, a espantosa menina de “olhos oblíquos e dissimulados”, de “olhos de ressaca”, o autor nos legou um incrível mistério, até hoje indecifrado. Há quase cem anos os estudiosos e especialistas o esmiuçam, o analisam sob todos os aspectos. Embora o autor se tenha dado ao trabalho de distribuir pelo caminho todas as pistas para quem quisesse decifrar o enigma, ninguém ainda o desvendou.


Memórias póstumas de Brás Cubas

Em Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis retrata a história de um personagem tipicamente burguês, sem objetivos e bastante contraditório que resolve escrever sua história depois de morto, tornando-se o primeiro autor defunto da humanidade. A narrativa é marcada pela desordem cronológica, o excesso de transgressões e reflexões, e a aparente falta de conexão entre os pensamentos do narrador e o que é contado. O romance também é recheado de ironia e bom humor.


O alienista

Machado de Assis, neste livro, propõe a seguinte pergunta: quem é louco? Conheça a história do médico Simão bacamarte, dedicado estudioso da mente humana, que decide construir um hospício para tratar os doentes mentais na pequena cidade de Itaguaí – a casa verde. Quem entra e quem fica de fora?


Helena

Ao entrarmos neste enredo, percebemos que Machado de Assis nos deixa envolvidos em uma trama que, embora fictícia, retrata, de forma realista, muito das mazelas e dos dissabores do cotidiano. Dividido em 28 capítulos, Helena tem sua primeira publicação em 1876 e, desde então, é exemplo do notável estilo de Machado de Assis.


Quincas Borba

Quincas Borba é uma das obras mais marcantes da fase realista de Machado de Assis. Este livro remete ao autor contista que começava a abordar temas historicamente mais próximos de sua época e a explorar os conflitos psicológicos de seus personagens com sua sofisticada e irônica narrativa em terceira pessoa presente em contos clássicos. Neste romance da maturidade do autor, a história do provinciano Rubião – herdeiro da fortuna do idiossincrático filósofo Quincas Borba – e dos tipos urbanos da corte que o levam à ruína é narrada com o distanciamento, o ceticismo e o senso de humor implacável de que só Machado de Assis era capaz.


A cartomante e outros contos

Este livro é uma coletânea de alguns dos principais contos do mestre Machado de Assis. São eles: “A causa secreta”, “O conto da escola”, “O pai contra a mãe”, “O enfermeiro”, “O caso da vara”, “Noite de almirante”, “Um apólogo”, “O espelho”, “Umas férias”, “A missa do galo”, “A igreja do diabo” e o conto que dá título à obra.


Missa do galo

Neste conto, Nogueira, o narrador, relembra uma noite da sua juventude e a conversa que teve com uma mulher mais velha, Conceição. Aos 17 anos, saiu de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, com o intuito de concluir os estudos preparatórios. Ficou hospedado em casa de Meneses, que havia sido casado com uma prima sua. O narrador optara por ficar no Rio de Janeiro durante o Natal para assistir à missa do galo na Corte.


Esaú e Jacó

Um dos principais livros de Machado de Assis, Esaú e Jacó mostra a libertação dos escravos e a Proclamação da República como pano de fundo para a história de irmãos gêmeos rivais. A oposição vai se tornando cada vez mais intricada, até chegar a um desfecho surpreendente.


A mão e a luva

O livro gira em torno de um namoro dentro dos mais rigorosos esquemas burgueses. Guiomar, a heroína, tem a sua volta três pretendentes – Estevão, sentimental; Jorge, calculista; Luís Alves, ambicioso. A estes três junta-se a baronesa, sob cuja proteção encontra-se a órfã Guiomar e a inglesa Mrs. Oswald, dama de companhia.


O que achou da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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