Conheça 7 livros do escritor Dalton Trevisan

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Nascido em 14 de junho de 1925, ele é um dos principais contistas brasileiros. Veja a nossa seleção completa e boa leitura!

O escritor curitibano Dalton Trevisan é um dos principais nomes do conto brasileiro. Nascido em 14 de junho de 1925, ele começou a carreira literária ainda quando era estudante de Direito, na Universidade Federal do Paraná. À época, aos 21 anos, divulgava seus contos em folhetos e na revista Joaquim. A mesma publicação reunia ainda ensaios de escritores como Mário de Andrade e Antonio Cândido.

Reservado, Trevisan não costuma das entrevistas para a imprensa e acabou criando um mistério sobre sua figura e obras. Nos livros, o escritor inspira-se em personagens e situações da cidade, por meio de uma linguagem concisa e tramas psicológicas. em 1959, conquistou o Prêmio Jabuti com o livro Novelas nada exemplares.

Já em 2012, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), e o Prêmio Camões, principal premiação de literatura de Língua Portuguesa. Quer conhecer melhor os livros de Dalton Trevisan? Confira a lista completa!


Quem tem medo de vampiro?

Nos contos reunidos neste livro, Dalton Trevisan relata os aspectos considerados mais profundos da alma humana, que são levados até seus extremos. Desejos reprimidos, atos impulsivos e instintivos sobrepõem-se à racionalidade de pessoas comuns e passam a fazer parte de suas vidas.


Vozes do retrato

Em 15 contos, breves flagrantes do cotidiano são captados pelo olho implacável de um narrador que enxerga muito além das circunstâncias. É um dos principais livros de Dalton Trevisan.


A guerra conjugal

Os 15 contos deste livro formam um retrato da crueldade da vida. Na obra, personagens comuns veem-se enredados em situações de conflito, que mostram a face trágica da convivência humana.


Cemitério de elefantes

Lançado em 1959, este é o livro de estreia do escritor Dalton Trevisan. É uma coletânea de narrativas curtas ambientadas desde um meio rural fundamentado em valores patriarcais até um contexto urbano demonstrando por intermédio desses contos uma caracterização e definição do lado inescrupuloso, obscuro e frio do ser humano.


O pássaro de cinco asas

Com Dalton Trevisan, o conto brasileiro se renovou. No campo da linguagem, o autor trouxe para a ficção um idioma ágil, vivo, lépido, desentranhado dos mais diversos ambientes populares, fixando o coloquial com rara mestria. No que diz respeito à estrutura da história curta, obteve efeitos novos através da síntese narrativa, fundindo, justapondo ou contrapondo planos, de modo a, num mínimo de espaço e de tempo, abarcar maior extensão e profundidade de aspecto da vida. Dalton realiza, sempre com espantosa economia de meios, a proeza de muito dizer, pouco falando.


Morte na praça

Em Morte na praça, Dalton Trevisan dessacraliza a morte, incorpora-a ao nosso mundo diário. Como em relação a outros temas, o insuperável estilista capta-a nas imagens fragmentárias da vida. Da morte desmistificada resulta o efeito entre trágico e ridículo que é um desafio impiedoso a todos nós.


O rei da terra

Encontramos neste O rei da Terra a fábula do amor insatisfeito, cruel, frustrado. Ler estas narrações que Dalton Trevisan expõe em seu estado de chaga é inquietar-se. Ao acentuar a precariedade de suas criaturas, cria um universo quase mitológico, varrido pela tragicomédia. E não faltam, nesta coleção de alegrias e dores sórdidas, outros mitos: a mulher castradora de maridos, a noiva esfaqueada no banquete de núpcias, o moço loiro. Trevisan deixa os dentes do vampiro em todos.


Qual seu livro favorito da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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